quarta-feira, 20 de julho de 2016

Guadalupeças


Domingo tivemos mais uma edição do nosso querido Guadalupeças. Parece que foi ontem que eu estava escrevendo o post sobre o especial de aniversário que ocorreu mês passado. A vida tem andado tão corrida que os dias vão passando e a gente nem sente. Preciso retomar o ritmo de posts sobre jogos em si. São tantos sobre os quais eu gostaria de escrever que fica até difícil escolher por onde começar. Minha ideia depois do Arcadia Quest era fazer Blood Rage. Ainda quero muito fazer porque foi um dos melhores jogos que joguei esse ano. Outro que quero fazer há bastante tempo é o The Gallerist. Preciso terminar a campanha do Memoir 44. Tem Star Wars Rebellion e Zombicide Black Plague novinhos na estante. Portal e Dream Heist que são dois jogos adaptação de produtos de outros meios. Enfim, poderia continuar enumerando ainda por muitas linhas tudo sobre o qual quero escrever, isso sem mencionar a parte de podcast e vídeo.

Mas o assunto aqui é Guadalupeças, voltemos a ele. Como eu disse no início, o tempo tem passado muito rápido, isso também teve seu impacto no evento, mais especificamente na parte da divulgação. Então, esperávamos uma edição mais fraca de público. Porém, para nossa surpresa e alegria, tivemos uma quantidade de pessoas bem próxima da alcançada no mês anterior. Isso porque vários amigos mais próximos que são frequentadores assíduos não puderam vir. Senão, poderíamos até ter estabelecido um novo recorde. Continuamos a ter um bom retorno de pessoas que conheceram o evento mais recentemente. Além disso, sempre temos aqueles que estão passando e se interessam em conhecer o nosso hobby.

Essa senhora jogando Star Realms com o filho foi bem legal. 

Esta família que estava passeando e quis sentar para jogar também foi bacana.

Nesta edição, eu praticamente só joguei Power Grid. Um outro jogo sobre o qual também tenho muita vontade de escrever por aqui. Próximo post, talvez? Passei meses aguardando o lançamento dele no Brasil. O tempo entre o anúncio e a chegada efetiva foi considerável. Ele é um Euro médio-pesado que tem como principais mecânicas leilão, domínio de território e administração de recursos. É um jogo com regras e componentes bem enxutos e simples, mas que proporciona boas horas de fritação de cérebro. Apesar de ser fácil de aprender a jogar, ele é muito difícil de ganhar. Isso ocorre porque ele possui um foco no planejamento de longo prazo.

Em Power Grid, cada jogador é uma companhia elétrica e ganha aquele que conseguir iluminar mais cidades quando o final for disparado. O dinheiro no jogo é sempre bem apertado, porque é preciso administrar muito bem para conseguir comprar as usinas no leilão, pagar para ir dominando as cidades e expandir a rede de distribuição de energia no mapa e ainda comprar matéria-prima para alimentar as usinas.

Um jogo que te faz sofrer de uma forma boa.

Além do esquema de leilão das usinas, uma coisa que eu gosto muito nesse jogo é o lance do mercado de matéria-prima que é flutuante, seguindo a lei de oferta e procura. Power Grid consegue transpor isso para o tabuleiro de uma forma muito boa. O jogo possui um downtime que eu considero alto, porém ele consegue prender a atenção mesmo no turno dos demais jogadores. São muitos cálculos para fazer e existe bastante interação indireta. É um jogo que o tempo o jogador vai estar avaliando as suas possibilidades em relação ao que os outros estão fazendo e o que o próprio jogo está apresentando.

Como eu disse mais acima, ele é um jogo de planejamento a longo prazo. Tudo precisa ser pensado em função da última ação. Assim sendo, ele é bem punitivo com quem está em primeiro lugar, porque a fase de expansão de território e compra de recursos é realizada na ordem inversa. E até mesmo começar o leilão nem sempre é uma boa. Eu fui muito bem durante quase todo o jogo, mas cometi um erro de posicionamento inicial que me custou muito dinheiro para expandir no mapa, pois ficou bem fácil para os demais jogadores trancarem meu caminho. Além disso, eu não consegui evoluir satisfatoriamente as minhas usinas. O jogador que ganhou foi o que passou todo o tempo em último.

Depois disso, eu acabei indo jogar um protótipo sobre o qual ainda não posso comentar muito. É um jogo novo que o Sanderson, game designer do Engage, está desenvolvendo. Na semana passada, teve entrevista com o pessoal da Sherlock no Leite Night e eles anunciaram o lançamento do Engage. A Sherlock é a editora formada pelo Thiago Ferri do Possessão Arcana. Eu gosto demais desse jogo, tive o prazer de conhecer o protótipo há bastante tempo atrás. Fiquei muito feliz com a confiança demonstrada pelo Sanderson ao solicitar a minha avaliação. Gostei da proposta do jogo, acho que tem potencial. A temática é interessante e usa uma mecânica criativa. Espero poder jogar e escrever mais sobre ele em breve.

Confira abaixo mais algumas fotos dos jogos que rolaram nesta edição do Guadalupeças:

Codinomes. 

 Ticket To Ride.

Marco Polo.

Obrigada a todos que estiveram presentes em mais uma edição do Guadalupeças, espero poder reencontrá-los no mês que vem. Em agosto, nosso evento ocorrerá no quarto domingo ao invés do terceiro em virtude do Diversão Offline. Gostaria de agradecer também aos parceiros da loja Game Of Boards que mais uma vez esteve com a gente e a fotógrafa Rosana Rodrigues. Curtam as páginas do Guadalupeças e Turno Extra no Facebook para acompanhar as novidades.