domingo, 25 de outubro de 2015

Small World


Small World foi um dos meus primeiros jogos e continua até hoje na lista dos favoritos. Portanto, quando a Galápagos Jogos anunciou o lançamento aqui no Brasil fiquei muito animada, apesar de não estar nos meus planos trocar a minha versão gringa pela nacional. Achei bacana que outras pessoas poderiam conhecer esse jogo que eu tanto admiro. Então, realmente fiquei surpresa, além de um pouco desanimada, com a reação geral em ele provocou.

Setup montado para cinco jogadores.

Foi um lançamento bastante apagado, ele ficou meio esquecido entre o Ticket To Ride Europe e XCOM. Entendo o apelo desse último e o porquê de ter recebido tanto destaque, mas não acho que justifique. Tem havido pouca ação da Galápagos Jogos no sentido de divulgar o jogo. Eles fizeram uma postagem em redes sociais essa semana, antes disso só temos alguma coisa da época do lançamento, há uns dois meses atrás e nem é muita coisa.


O insert da Galápagos é um pouco diferente e eles também inverteram o encaixe entre Raças e Poderes.

Gostaria de abrir um parêntese aqui para registrar o quanto gosto de observar o trabalho da galera de social media. Comecei a ficar mais atenta em relação a isso, depois da mudança na Devir. Não teve como não notar a diferença para melhor. A Galápagos Jogos faz um trabalho bom nessa área também, talvez não com a frequência ideal. Melhor fechar o parêntese aqui, porque esse assunto dá um post por si só. 

Voltando ao Small World, minha opinião é que talvez tenham errado no tempo de lançamento. Demorou muito, acho que se tivesse sido lançado na época do primeiro Ticket To Ride, a recepção teria sido melhor. Agora o mercado já está cheio de jogos e conseguir se destacar em um cenário tão disputado vai ser cada vez mais difícil. É preciso ter diferencial, coisa que esse jogo não tem. Pelo menos, não do tipo que costuma chamar a atenção do grande público. Seus componentes são bem clássicos, mas isso não significa falta de beleza e elegância, marcas registradas da Days Of Wonder, a editora original.

 Setup montado para dois jogadores.

Mas não foi apenas isso, tenho observado alguns comentários dizendo que o jogo cansa rápido, dependendo de expansões para manter o fôlego. Para mim, essa é uma questão difícil de avaliar, pois minha cópia já veio com sete delas. Talvez, isso por si só, seja um indicativo que a reclamação tem fundamento. Afinal, por que o dono anterior adquiriu tantas? O jogo vem com 14 Raças e 20 Poderes Especiais que serão misturados nas partidas de maneira aleatória, cada jogador vai utilizar entre 2 e 3 combinações durante a partida. Matemáticos de plantão façam suas contas.

Vem seis guias desses para ninguém ficar perdido.

O que eu gosto em Small World é a sua simplicidade e a maneira como integra o tema com a mecânica. Os jogadores disputam seu lugar no mundo ao longo de uma quantidade de turnos que irá variar de acordo com o número de jogadores, assim como os mapas utilizados também irão com base no mesmo critério. São dois tabuleiro frente e verso. Considero essa última questão bem importante, pois dá flexibilidade ao jogo. Tenho a mesma diversão jogando com uma galera ou apenas com o Felipe. Isso foi uma coisa que me chamou bastante atenção quando o adquiri.

O número de marcadores recebidos para distribuir pelo mapa será definido pela combinação entre Raça e Poder. Os jogadores recebem cinco pontos iniciais, que poderão ser utilizados na primeira compra. Sempre haverão seis combinações abertas disponíveis, cinco mais uma da pilha de reposição. A primeiro é de graça e para cada uma mais abaixo pagasse um ponto que será colocado na combinação de acima, portanto quem quiser pegar a última pagará cinco pontos, ficando um ponto em cada uma das anteriores. Novas Raças e Poderes sempre entram em baixo, assim o que fica mais acima é o que está a mais tempo em jogo e terá a maior quantidade de pontos acumulados, o que o tornará mais interessante. Já que se demorou para ser comprado é porque haviam opções melhores em termos de habilidades.

Comprando uma combinação de Raça e Poder.

    Recebendo marcadores conforme a escolha da combinação Poder e Raça.

O mundo é pequeno como diz o título do jogo, então as disputas territoriais serão inevitáveis. Até porque, é pela quantidade de regiões dominadas que é realizada a contagem da pontuação a cada final de turno. Além da disputa com outros jogadores, existem também dificuldades impostas por marcadores defensivos ativados por habilidades de determinadas Raças e/ou Poderes e aquelas já adicionadas na montagem do setup, áreas com montanhas e tribos perdidas.

 Montanhas e tribos perdidas mais de perto.

As conquistas ocorrem de forma simples, é preciso ter mais um marcador de Raça para cada um outro de oposição ocupando aquele terreno, além dos dois sempre necessários para entrar em qualquer região. Os marcadores de Raça sempre começam a ser distribuídos no mapa pelas pontas, a menos que tenham alguma habilidade que permita agir de maneira diferente. Na última tentativa de conquista, o jogador tem a opção de rolar um dado para conseguir reforços e entrar no terreno com uma quantidade de marcadores de Raça menor. Mas o dado nesse jogo é muito chato, porque tem várias faces em branco. Advinha o que eu tiro sempre? Mas é uma jogada em que não há nada a perder, porque se não conseguir rolar o número necessário, o marcador de Raça restante é colocado em qualquer local já dominado pelo jogador.

Utilizando dois marcadores de Raça para terrenos livres e um adicional para cada marcador de oposição.

 Ignorem o Poder Commando mostrado mais acima. lol

Lado com número só para foto mesmo.

Antes da contagem dos terrenos para distribuição da pontuação do turno (que devem ser mantidos secretos), o jogador tem a oportunidade de realocar seus marcadores de Raças para qualquer lugar do mapa, não precisando estar adjacente como no caso da conquista. Esse momento é importante para reforçar determinadas áreas que podem estar mais abertas a ataques e que lhe sejam vantajosas por oferecem algum bônus, por exemplo. É preciso estar atento as habilidades dos outros jogadores, para saber onde eles poderão fazer suas investidas.

Quando iniciasse um turno em que o jogador já está com uma Raça distribuída pelo mapa, ele pode começar com uma ação de Preparar Tropas. Deixando apenas um marcador de Raça em cada um de suas regiões já conquistas, ele pega todos os demais de volta para a sua mão. Novas conquistas só poderão ser realizadas utilizando esses marcadores de Raça, então se quiser conseguir uma quantidade maior, também é possível optar por abandonar regiões.

O grande momento do jogo é o Declínio. Quando sua Raça atinge o ponto máximo de conquista possível e começa a perder terreno para os oponentes. Essa é geralmente a situação mais comum, mas dependendo da estratégia do jogador, ele pode entrar em Declínio sem estar no que foi descrito acima. É uma questão de leitura que ele faz da mesa, do que está acontecendo. As Raças e Poderes Especiais dos demais jogadores e o que está disponível para compra. Ao optar por essa ação, o jogador não faz mais nada no turno e todos os terrenos em sua posse ficam com apenas um marcador de Raça, que é virado para baixo indicando isso. Todas as habilidades e poderes são perdidos. A contagem de pontos ocorre normalmente.

Tritões e Humanos em Declínio.

No próximo turno, o jogador que entrou em Declínio poderá pegar uma nova combinação de Raça e Poder, seguindo as mesmas regras do início da partida. Porém, não é permitido ter mais de uma nessa mesma situação em jogo. Então, se já houver uma Raça declinada e o jogador entrar em Declínio com outra, essa anterior será retirada do mapa.

Existem várias exceções de regra nesse jogo geradas pelas habilidades, sejam elas de Raça e/ou Poderes Especiais, então reforço a necessidade de ficar sempre atento a isso, para que não ocorram falhas prejudiciais ao bom desenvolvimento da partida.

Small World é super tranquilo de explicar para novos jogadores, apenas sendo necessário ficar atento as várias exceções de regra geradas pelas habilidades. Isso pode gerar um downtime relativamente incomodo, mas nada que prejudique o bom andamento da partida. O fato de ter um número de turnos limitado não deixa o jogo se prolongar em excesso e as ações a serem feitas são poucas, além de simples.

Enfim, super recomendo Small World. Acho que é um jogo que deixa qualquer coleção muito mais completa por oferece tanta flexibilidade, tanto em termos de quantidade de jogadores quanto em regras, já que as mesmas são bem tranquilas para aprender, mas possuem um bom fator estratégico. A duração é boa, não cansa ninguém. A dinâmica de troca de Raças e Poderes ajuda bastante nisso. Tem muita interação entre os jogadores, mas sem aquela coisa de sacanear o amiguinho a ponto de impedi-lo de jogar.

Anúncio no site da Galápagos.

O preço cobrado pela Galápagos Jogos está justo para as dimensões e quantidade de componentes do jogo. Mas seu tamanho pode ser um problema, apesar de ser bem leve em termos de regras e divertido, ele precisa de espaço e possui peças que podem ser perdidas facilmente. Então, talvez não seja muito indicado para locais mais agitados, como o churrasco da família no final de semana. Mas ele vem com um insert bem bacana que mantém tudo organizado, um dos melhores que já vi. Ainda assim, não me arriscaria. Já perdi peça dele em evento e tive que pedir reposição. Jogos mais compactos combinam melhor com esses momentos.

sábado, 17 de outubro de 2015

Warzoo


Quando tive meu primeiro contato com o Warzoo na sua versão playteste, fiquei muito empolgada com a criatividade da temática e o nível de complexidade alcançado através da utilização de uma mecânica bem simples. Acho que os melhores jogos são aqueles cujo grande desafio está no domínio, não na aprendizagem. É o que eu vejo nos grandes clássicos como Xadrez e Go. Mas fiquem calmos que ninguém vai precisar dedicar a vida para desenvolver suas habilidades.

 Primeiro contato com Warzoo.

 Membro famoso no Eixo Suíno. lol

Ele é bom para matar o tempo enquanto esperamos mesa de algum outro jogo mais pesado ou então para a galera que curte um party game. Serve também como gateway para introduzir novos amiguinhos no hobby. Warzoo é bem rápido, a caixa diz 30 minutos, mas se os jogadores já conhecerem as regras e não ficarem pensando muito tempo é ainda menor. Dá para jogar várias partidas seguidas sem cansar ou enjoar.

Foto clássica dos componentes. 

O jogo é tematicamente inspirado na Revolução dos Bichos do Orwell. De um lado temos o Eixo Suíno que domina a fazenda e do outro a Aliança dos Ornitorrincos que lutam para tirá-los do poder. Na versão final do jogo, a história foi simplificada, colocando a Aliança como fruto da ação isolada de Davi, um ornitorrinco de fora da fazenda que ficou indignado com as condições do local. Eu gostava mais da trama anterior que contava que já estava rolando um descontentamento na fazenda e que que os Ornitorrincos foram manipulados pelos Porcos para acalmar as coisas e depois de um tempo ao descobrirem a verdade se tornaram os lideres da revolta.

Warzoo funciona em duelos de cartas, sendo divido nos modos: básico e avançado, além de uma variante de cenário. No modo básico, os jogadores compram dez cartas, escolhem cinco (que serão repostas no próximo turno) e colocam viradas para baixo, posicionadas em cada um dos cenários sobre a mesa. Cada carta tem uma pontuação, elas vão sendo viradas e ganha quem tiver o valor mais elevado (com exceção das cartas que se encaixam no chamado Efeito Golias: 1, 2 e 3 vence 10, 11 e 12). O vencedor da partida será aquele que conseguir três vitórias, o jogo é uma melhor de cinco. As próximas cartas serão colocadas alinhadas com as anteriores, mas precisam ter valor igual ou menor. Isso é chamado de Hierarquia, caso seja desrespeitada será preciso pagar um custo de duas munições. Além disso, cartas de valor mais alto também possuem um custo para serem baixadas, a isso é dado o nome de Carga.

Cartas jogadas respeitando a Hierarquia.
 
                                                      Pagando Carga e quebra de Hierarquia.

Na minha opinião, o modo básico serve só como uma introdução ao jogo. Para se acostumar com as regras fundamentais de Hierarquia e Carga. Depois, é melhor jogar só com modo avançado em que é utilizados os poderes das cartas. Aqui também entra a questão da Liderança. No início da partida, ela é definida aleatoriamente, como na maioria dos jogos em geral. No começo de cada turno, haverá uma batalha isolada no cenário do Moinho para determinar quem ficará com ela. Esse privilégio será do jogador que for derrotado, dando o direito de escolher ativar primeiro Habilidades (automático) e Armas (custam Munição), além do duelo que será resolvido. A Liderança irá se alternar entre os jogadores conforme os resultados de cada um dos duelos.

 Disputa de Liderança. Efeito Golias em ação.

Os jogadores começam a partida com dez de Munição em seu Silo e recuperam dois a cada novo turno, porém não podem ultrapassar o limite inicial. Em ambos os modos de jogo, quando não se tem Munição suficiente para pagar Carga e/ou Hierarquia, o duelo é perdido. Também não se pode jogar cartas iguais em um mesmo turno, uma delas será anulada. No modo avançado, temos as cartas de Sabotador. Elas ficam abertas sobre a mesa e são de uso único. Ainda não consegui usar nenhuma vez, não vi necessidade. Acho que é por isso que o manual recomenda não esquecer dela, porque é bem fácil isso acontecer.

 Sabotadores de cada um dos lados.

A Liderança também é uma outra questão que está um pouco complicada para mim, porque não tenho visto muita diferença. Eu penso nas minhas jogadas de uma maneira muito linear, sempre acabo seguindo a ordem do Moinho, e o Felipe também ache da mesma forma. Talvez isso mude jogando com outras pessoas que se organizem de outra forma. Já dei a dica para me derrotarem. Mas é uma manobra arriscada se planejar baseado em algo tão incerto com a Liderança. Se ela fosse mais fixa, só sendo disputada a cada início de turno até poderia ser uma opção interessante. Não sei, preciso jogar com outras pessoas para sentir isso.

A variante de cenários foi a grande novidade para mim. Gostei muito dela, o manual recomenda seu uso em partidas do modo básico, pois diz que no avançado aumenta o tempo de jogo, além de torná-lo mais complicado. Ignorei isso. Achei que deu uma dinâmica bem legal e não senti diferença na duração da partida, mas só a utilizei depois de jogar algumas vezes no modo avançado, quando já estava me sentindo acostumada. Ela adiciona um valor inicial de Hierarquia e um efeito especial. Após todos os duelos serem resolvidos, os cenários são deslocados para direita, isso provoca boas viradas no jogo, aumentando o grau de desafio.
 
 Cenários vistos mais de perto.

Eu participei do financiamento coletivo do Warzoo, que virou uma novela de mais de um ano, com várias remarcações na data de entrega, até que foi anunciado que o jogo seria lançado pela Galápagos Jogos. Isso causou um certo mal-estar, pois vimos seu autor lançando outros jogos no período. Como o valor não foi lá muito alto e eu conheço o Fel Barros, isso me deixou mais tranquila.

O Warzoo acabou saindo com uma excelente qualidade de componentes (o mesmo não posso dizer do manual que deixa a desejar), talvez se tivesse sido lançado corretamente de acordo com o Catarse não teríamos um resultado tão bom, mas acho incomodo ver que quem comprou no financiamento coletivo não teve praticamente nenhuma vantagem sobre quem está conhecendo e comprando agora através da Galápagos Jogos. O recebimento foi quase igual, com uma diferença de dias bem pequena para ser significativa.

 Felipe pegando o jogo em mãos com o Fel Barros.

Fico super feliz de ver o jogo ser lançado pela Galápagos Jogos, abrindo novamente as portas para lançamentos nacionais após um hiato de anos. Espero que outros jogos venham no rastro do Warzoo, até mesmo do próprio Fel Barros que fez coisas ótimas como Gekido e Muffin Games. Mas isso não me impede de sentir uma pontada de desapontamento como apoiadora, pois nós fomos os primeiros a  acreditar no jogo.

Os apoiadores receberam um deck especial do Catarse que apresenta várias cartas homenageando outros jogos como Bullfrogs da Funbox e Nosferatu da Conclave, que também estiveram em financiamento coletivo, além de cartas com tema natalino. Mas essas cartas eram para ser promos para serem integradas aos decks básicos do jogo e que acabaram virando um deck separado pela quantidade alcançada. Minha impressão inicial sobre isso foi bem ruim. Além das homenagens, as cartas também trazem efeitos diferentes. Algumas cartas são bem boas como as Panteras, mas outras são horríveis como o trio do Agentes do S.A.P.O. ou o Super Ornitulk.

 Cartas do Catarse.
 
Como eu coloquei acima, algumas cartas me agradaram bastante e seriam legais colocar nos decks regulares do jogo, já que eles são customizáveis, mas o fato do fundo ser diferente atrapalha, seria preciso utilizar sleeves que escondessem a parte de trás da carta. Nada tão sacrificante, mas que também não é confortável.

Recomendo a compra do Warzoo. Além de estar muito bonito, continuo achando ele tão divertido quanto já tinha achado na época do playteste. Talvez a minha admiração tenha diminuído um pouco porque agora tenho uma bagagem maior do que naquela época. Ainda não conhecia Battle Line, por exemplo. Além disso, as questões que coloquei sobre o Catarse também pesam inevitavelmente na minha apreciação. Para finalizar, acho importante colocar que é um jogo para apenas dois jogadores, esqueça o papo de três ou quatro que vem no manual, é uma forçada de barra imensa.

Partida bem disputada.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Battle Royal - Primeiro Campeonato Nacional de Battle Scenes Anunciado pela Copag


 Eu não sou muito fã de cardgames em geral, principalmente os que são no formato TCG. O blog é mais dominado pelos tabuleiros, mesmo quando escrevo sobre eles, são em sua maioria, jogos com outra pegada, como Boss Monster, Midgard e em breve vai ter Warzoo junto desse time. Joguei Battle Scenes quando foi lançado e parei pouco tempo depois, por ser altamente competitivo e  exigir bastante dedicação. Não é que eu não goste do jogo, assim como não tenho nada contra Magic ou Pokémon. Mas para mim, eles só servem para uma jogatina descompromissada com os amigos.

Então, por que resolvi divulgar o campeonato? Achei a iniciativa bem bacana, tendo em vista o fato de ser um jogo criado no Brasil e que conquistou um bom público. Tem uma temática apelativa? É claro. Mas acredito que se não fosse bem estruturado não teria conquistado e mantido um público tão fiel, não passando de uma moda passageira que logo seria esquecida. Por isso, apesar de não ser jogadora  de Battle Scenes, ele tem todo o meu respeito e admiração. A Copag merece os parabéns pelo bom trabalho que vem realizando.

 O campeonato acontece no dia 21 de novembro, em São Paulo e espera reunir muitos fãs de Battle Scenes.

Os amantes de Marvel podem comemorar! A Copag - pioneira na fabricação e distribuição de card games no Brasil - anuncia o tão esperado "Battle Royal", o maior torneio de um dos card games colecionáveis mais famosos do Brasil, Battle Scenes. A primeira edição do campeonato ocorre no dia 21 de novembro, às 8h30, no Hotel Estamplaza Internacional, na Chácara Santo Antônio, zona sul da capital paulista.

Para as inscrições, basta acessar a loja da Copag, www.copagloja.com.br, até o dia 16 de novembro, e pagar a taxa de R$ 35,00, que dá direito ao kit exclusivo do evento. As vagas são limitadas e os menores de idade devem levar uma autorização dos responsáveis. Serão premiados até o 16º colocado sendo que o primeiro lugar receberá uma réplica do Escudo Capitão América, em tamanho real, no valor aproximado de R$ 4 mil; um troféu de Campeão do Battle Royal 2015; 3 Booster Box de Battle Scenes - Ofensiva Surpresa e 1 HQ Deluxe da Marvel.

Battle Royal é um termo cunhado na Roma antiga e se refere às batalhas que envolvem três ou mais competidores, até que apenas um se mantenha de pé. De lá pra cá, o termo passou a ser utilizado em diversos contextos, e hoje chega ao Battle Scenes com a expectativa de trazer ao jogo o mais alto nível de disputa entre os participantes.

"Promover esse torneio já era uma de nossas metas para 2015. Sabemos dos inúmeros fãs do card game e queremos promover o entretenimento entre eles para pulverizar, ainda mais, o sucesso do Battle Scenes no Brasil. Esse é um produto totalmente produzido, desenvolvido e distribuído pela Copag. Sentimos muito orgulho do resultado de adeptos em todo o país, ainda mais por ser um produto totalmente nacional. Estamos confiantes que o campeonato será um sucesso", afirma Mariana Dall'Acqua Lopes, diretora de Marketing da Copag.

Serviço:
Local: Hotel Estanplaza International - Rua Fernandes Moreira, 1293, Sala Belém - Chácara Santo Antônio - São Paulo/SP
Organização: Copag
Data: 21/11/2015
Horário: 8h30
Idade: a partir de 12 anos
Inscrições: www.copagloja.com.br R$ 35,00 - até 16/11

Premiação:
1º lugar:
- 1 réplica do Escudo Capitão América em tamanho real no valor aproximado de R$ 4.000,00
- 1 Troféu de Campeão do Battle Royal 2015
- 3 Booster Box de Battle Scenes - Ofensiva Surpresa
- 1 HQ Deluxe da Marvel
2º lugar:
- 1 PS Vita com o jogo Marvel vs. Capcom 3
- 1 Troféu de Finalista do Battle Royal 2015
- 2 Booster Box de Battle Scenes - Ofensiva Surpresa
- 1 HQ Deluxe da Marvel
3º e 4º lugar:
- 1 Action Figure do Deadpool Marvel Select
- 1 Troféu de Semifinalista do Battle Royal 2015
- 1 Booster Box de Battle Scenes - Ofensiva Surpresa
- 1 HQ Deluxe da Marvel
5º a 8º lugar:
- 18 Boosters de Battle Scenes - Ofensiva Surpresa
- 1 HQ Deluxe da Marvel
9º a 16º lugar:
- 18 Boosters de Battle Scenes - Ofensiva Surpresa

terça-feira, 13 de outubro de 2015

New York 1901 - Direto da Essen 2015 por Zumbi Gordo


Nos últimos dias todas as atenções dos fãs de boardgames de mundo inteiro estavam voltados para Essen, a maior e mais importante feira do nosso querido hobby. Eu acompanhei uma parte dessa emoção através dos relatos diários feitos pelo Zumbi Gordo. Um deles, em particular, me agradou tanto que entrei em contato com ele para pedir permissão para reproduzir aqui. Espero que vocês curtam tanto quanto eu, esse é um jogo que tem despertado muito meu interesse. Há quem diga que ele é o novo Ticket To Ride.

A primeira coisa que procurei pra jogar foi o New York 1901, pois o estande estava bem próximo de onde eu estava. Achamos mesa livre e sentamos esperando alguém pra explicar o jogo. Um casal belga participou da partida também. Tinha um cara passando pelas mesas e perguntamos se poderia nos ajudar. Ele abriu um sorriso e disse que explicaria o jogo com todo prazer.



Quando se juntou à mesa, informou que era o designer do jogo. O cara foi muito gente boa, pois além de explicar as regras do jogo, falou um pouco de como foi o processo de criação. Uma das coisas legais que ele contou foi que enquanto fazia o jogo, ficava atrás de cartões postais de Nova York do início do século 20, para serem usados como referência para as ilustrações. E então, ele mostrou um pacote cheio desses cartões postais, e disse que quem fosse o vencedor da partida, poderia ficar com um deles, que deixou na mesa. E eu venci por um ponto de diferença na frente dos belgas (que estavam jogando como um só). Ganhei o cartão postal!


A ideia era conhecer as regras, jogar um pouco, alguns turnos só, e sair. Mas o jogo fluiu tão bem, com regras simples e jogabilidade interessante, que jogamos uma partida completa. O mapa é todo dividido em terrenos de 2 ou 3 espaços, que são separados por cores. O jogador pode no seu turno adquirir um terreno e fazer uma construção, ocupando seus terrenos. Ao comprar um terreno, ele é marcado colocando um trabalhador. Ao acabar os trabalhadores (são 4), não dá mais pra comprar terrenos. Deve-se construir algo antes, ocupando o espaço e liberando o trabalhador. Os jogadores iniciam com prédios menores e que dão menos pontos, e ao avançarem na trilha de pontuação vão liberando os prédios melhores. É possível também construir prédios por cima de outros mais antigos. E mais alguns outros detalhes, porém no geral as regras são bem simples mesmo.


No final, o belga veio atrás da gente e perguntou se tínhamos interesse em comprar o jogo. Custava 38 euros, mas se comprasse 2, ganhava mais 1. No fim das contas, sairia 25 euros cada um. Caímos na conversa de vendedor e compramos. Logo em seguida, teve sessão de autógrafos, e a minha cópia do jogo foi devidamente assinada. Ah! Comprando em Essen tinha também uma promo, que se não me engano vai ter na loja do BGG.



Acompanhe o Zumbi Gordo:

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Memoir'44 - Operation Lüttich


As partidas de Memoir'44 têm sido bastante equilibradas, apesar dos pequenos massacres que os Aliados impõem ao Eixo algumas vezes. Nenhum dos dois lados conseguiu abrir vantagem maior do que duas vitórias seguidas. Isso me faz acreditar que a impressão inicial de vantagem para os Aliados estava incorreta. Tendo passado já da metade da campanha, percebo que mesmo nas batalhas em que um dos lados tem clara vantagem, e não são todas, sempre existe algo para compensar e dar chance de uma virada no jogo. Acho que o ponto principal é saber posicionar as unidades sabendo aproveitar os terrenos. Claro que temos o fator sorte que pode ser cruel, a aflição das cartas de comando que não saem e as rolagens de dados desesperadoras.

As primeiras batalhas tiveram vitórias intercaladas, até que eu consegui emplacar duas seguidas com o Eixo. Em compensação, os Aliados interromperam essa sequência de forma esmagadora, porém não conseguiram estabelecer uma continuidade e a alternância inicial se manteve. Ao montar o setup de Operation Lüttich vi que o Eixo estava em vantagem e fui para partida com bastante confiança. Depois de ser massacrada em Operation Cobra e Mont Mouchet, vencendo com muita dificuldade em Vassieux, Vercors. Um resultado fundamental para manter o equilíbrio da competição entre duas fortes derrotas. Operation Lüttich foi a vitória que eu precisava para dar uma respirada boa, tranquila e sem grandes surpresas.

Setup montado.

A partida foi bem rápida, menos de 1 hora, e tivemos mais uma vez a batalha bem concentrada no centro. Eu também tentei puxar um pouco no flanco esquerdo, mas sem grande sucesso, pois o Felipe tinha uma unidade em uma posição bem forte, em cima da montanha com saco de areia, cercada de floresta e ainda com uma cidade de um dos lados. Pela primeira vez, ele tinha uma cidade com medalha, mas não consegui chegar até ela, pois estava bem longe e não valia a pena o esforço.

 Deu trabalho, mas caiu.

Tirando um ou outro ataque no flanco esquerdo quando tinha oportunidade e ainda mais raramente no flanco direito, onde tudo o que eu fiz foi basicamente mover minha unidade de tanque até a ponte para atacar uma infantaria do Felipe que estava no bosque próximo, como eu já disse a ação foi toda no centro. Por ser uma batalha de apenas quatro medalhas, eu não podia dar espaço para o Felipe crescer para cima de mim. Eu tinha uma vantagem numérica significativa, mas ele tinha bons posicionamentos defensivos e sorte nos dados não é o meu forte.

 Partindo para cima logo de cara.

Tentei aproveitar ao máximo minha mão de comando inicial, pois veio muito boa. Mas ao longo da partida percebi que era uma preocupação desnecessária porque continuei conseguindo manter um bom fluxo de comandos. Meu problema eram as rolagens. Além de, em geral, acertar apenas um; sempre sai recuo, que mais prejudica do que ajuda, porque atrapalhava ou impossibilitava meu segundo ataque. O Felipe apesar de não ter comandos tão bons, conseguia rolagens com dois acertos. Tanto que em um único turno conseguiu derrubar duas unidades minhas, empatando comigo no número de medalhas. O que me fez partir ainda mais para a ofensiva, pois precisava fechar a partida rapidamente, para não dar chance de uma virada.

 Aliados resistiram bem a pressão e conseguiram abrir espaço.

Os tanques são bons de ataque, mas o fato de serem unidades menores que a infantaria e suscetíveis a resultados de granada, os tornam relativamente fracos. As duas medalhas conquistas pelo Felipe foi derrubando unidades desse tipo e terminei a partida com outras duas em perigo, com uma única miniatura. As unidades especiais não sofreram dano, mas também não consegui utilizá-las da forma que desejava, principalmente a infantaria, que andava dois e ainda podia atacar. No lado esquerdo, eu demorei a pensar em cercar a unidade Aliada na montanha, fiquei atacando boa parte do tempo com uma unidade de tanques comum. Só depois me ocorreu de dar a volta com ela e subir a montanha para atacar por trás, enquanto avançava a unidade de tanques especial para atacar pela frente.

 Fim de batalha.

Agora, acho que vou dar uma pausa no Memoir'44 para poder me dedicar a outros jogos. Por mim, continuaria até o final, mas o Felipe não está no mesmo clima. Será que a derrota deixou ele abatido? Enfim, os dois precisam estar no mesmo ânimo para as batalhas serem boas. Quero muito retomar a campanha de Imperial Assault. Conseguir reunir todo mundo para jogar tem se mostrado mais desafiador do que derrubar o Império.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Aniversário de 6 anos da Galápagos Jogos


A Galápagos Jogos é sem sombra de dúvida a maior referência da atualidade no mercado nacional, sendo a maior responsável pela incrível expansão do hobby nos últimos anos. Toda uma nova geração de jogadores surgiu através do fenômeno Zombicide. Eu mesma faço parte dessa onda, alguma das minhas melhores lembranças de jogatina estão relacionadas com ele. Não foi o meu primeiro jogo, comecei com Catan da Grow; nem mesmo da própria Galápagos Jogos, o primeiro deles foi o Summoner Wars.
 
Partidinha em cima da cama.

Mas Zombicide foi um dos mais marcantes, eu comprei a mesa da minha casa utilizando seus tabuleiros como medida. Depois de um tempo, conhecendo outros jogos, foi perdendo um pouco a graça e acabou sendo vendido junto com o Prison Outbreak, que não chegou nem a esquentar lugar no armário. Mesmo assim, deu uma dorzinha no coração, ele tinha um valor sentimental.

Dores...

 Alegrias...

E muito molotov nesses zumbis desgraçados. lol

Eu conheci o hobby por causa do anúncio da Galápagos Jogos de que iria lançar o LCG do Game Of Thrones, na época eu ainda jogava Magic e estava na fissura da obra do Martin, acho que isso foi antes do lançamento do Tormenta de Espadas no Brasil, bem no início da série de TV. Antes de ficar tudo meio bosta, mas isso já é outra história. Assim como a sacanagem da Fantasy Flight com o reboot do cardgame. Com o tempo eu descobri que LCG não era muito para mim, apesar de ainda insistir no Android Netrunner e sonhar que seja lançado no Brasil.

Mesão de GoT LCG.

 Mesão de GoT Boardgame com direito a uniforme.

Esse blog surgiu motivado por um jogo da Galápagos Jogos - O Último Grande Campeão. Na época, ele estava em promoção junto com alguns outros do período mais "underground" da empresa, quando  lançavam nacionais e uns gringos mais desconhecidos. Eu achava que o jogo estava sendo meio injustiçado e resolvi escrever sobre ele. Foi quando tive meu primeiro contato com o trabalho do Macri, que se tornaria um dos nossos grandes designers, através de Vale dos Monstros e conheci o sensacional Recicle, que me motivou a procurar conhecer a produção nacional.

 O motivador da criação do blog. lol

Macri em início de carreira com Vale dos Monstros.

  Preciosidade da coleção.

 Horse Fever entra na categoria gringo desconhecido, mas bem legal. 

Quando começou a fase Zombicide, a política da Galápagos Jogos mudou, concentrando o seu foco em lançar no Brasil grandes títulos importados. Eles certamente têm o melhor catálogo, tanto em qualidade quanto em diversidade. Apesar de ter acompanhado cada novo anúncio com grande entusiasmo, destaque para 7 Wonders e mais recentemente Power Grid, sempre fiquei com aquele sentimento meio de tristeza de não ver nacionais sendo lançados, apesar da galera está mandando super bem nos financiamentos coletivos. Então, rompendo essa barreira, depois de muito tempo voltamos ter um lançamento nacional - Warzoo do talentoso designer Fel Barros.

JOGAÇO!!!!

 Melhor catálogo.

Esse é um pequeno resumo da presença da Galápagos Jogos na minha vida como jogadora de boardgames. Fico muito feliz de ter acompanhado e feito parte da trajetória incrível dessa empresa que tanta alegria nos proporciona a cada novo lançamento. Espero que continuem crescendo cada vez mais e colocando em nossas mesas jogos de alta qualidade.