quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Imperial Assault - Side Mission 1 (High Moon)


Depois de um intervalo de 15 dias, voltamos a nos reunir para mais uma sessão da nossa campanha de Imperial Assault. Apesar de todo mundo ter chegado cedo, novamente sofremos com o final corrido. Ainda precisamos nos planejar melhor para otimizar nosso tempo. Dessa vez, jogamos completos, tratei de vigiar o Carlos para não deixá-lo se desviar dos caminhos da Força.

Mesa completa.
 
Nossa primeira side mission foi da minha personagem, a Jyn. Ela foi atrás de um ex-parceiro que a traiu no passado e ganha dinheiro entregando rebeldes ao Império. Claro que ela quer se vingar do cara. Para saber o objetivo da missão, era necessário que a minha personagem ativasse um token no mapa. O pessoal com medo do que ia rolar, decidiu que seria melhor primeiro tentar dar uma limpada no mapa, pois tínhamos um Nexu e um E-Web Engineer.

Tudo pronto para começar.
 
Não estava expressamente descrito na missão, mas ficava subentendido que se a minha personagem fosse eliminada antes da ativação do tal token, os Rebeldes automaticamente perderiam, então o Overlord concentrou os ataques em mim. Assim sendo, enquanto a galera estava lá engajada nos ataques, eu só conseguia ficar fugindo e me curando. O que tornou a partida chata para mim.

 Felipe começou dando bastante dano no E-Web Engineer. Uma pena que ele se cura fácil. Como se ser apelão no ataque já não fosse o suficiente.
 
Nexu pulou no meio da gente cheio de confiança.
 
O jogo tem um downtime bem grande, então eu passava tipo 10 minutos aguardando a minha vez, para fazer ações que demoravam apenas alguns segundos. Isso me fez ficar igual criança inquieta, zanzando pela praça de alimentação procurando algo para comer e me distrair, acho que dei uma três voltas completas. Se não me engano, eu só ataquei uma vez no jogo todo, que foi quando o token da missão foi ativado.

Ao ser ativado, o meu ex-parceiro safado saia de dentro do bar e eu tinha que fazer um teste, em caso de sucesso eu poderia atacá-lo. Foi o que aconteceu. Se eu tivesse falhado, ele me atacaria. Foi uma parada tipo duelo de velho oeste, quem saca primeiro. Foi meu único momento de participação ativa. E foi nesse momento que foi percebido que o setup foi feito errado. Mais atenção, Sr. Overlord!

O local de ativação da missão e o que os personagens deveriam iniciar a partida estavam trocados. Percebemos isso, porque ficou sem lógica a Jyn atirar de tão longe no cara. Se o setup tivesse sido realizado corretamente, levaríamos mais tempo para conseguir atacar o E-Web Engineer, porque teríamos que passar pelos Stormtroopers e ainda tinha o Nexu, que o Filipe certamente colocaria no nosso caminho.

O Filipe ficou choramingando dizendo que a gente só ganhou por essa falha dele. O objetivo da missão era simplesmente derrubar o mercenário cretino, mas é claro que ele não vinha sozinho, mais inimigos entraram no mapa. Mas o pessoal focou só nele porque era perda de tempo atacar os outros. O grande herói dessa missão foi o Bruno, jogando com o Fenn, que realizou a maior parte dos ataques e foi o responsável pelo golpe final. Os demais trabalharam mais como suporte, o Felipe como Diala e, principalmente, o Carlos com o Gideon.

 Bruno completamente cercado pelos Stormtroopers.

Bruno mesmo cercado concluiu a missão.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Memoir'44 - Omaha Beach


Não estava muito confiante para essa batalha, acho que foi a que teve a maior quantidade de unidades Aliadas, não ficou quase nenhuma miniatura de infantaria na caixa, e eles ainda tinham três unidades de tanques. Para completar, eu tinha cinco cidades com medalhas, sendo que três delas eram de acesso relativamente fácil. Contra isso, eu tinha as montanhas, os bunkers e duas artilharias, uma em cada canto.

Tudo pronto para começar. XD
 
Eu tive bastante sorte nas cartas praticamente o jogo inteiro. Tive duas Counter Attack na mão, uma Ambush, mais de uma vez ordem para quatro unidades e sempre tinha cartas para ordenar em todos os lugares. O Felipe por sua vez não foi tão feliz nas cartas, uma das primeiras cartas que usou foi colocar mais sacos de areia, ficando totalmente na defensiva. Isso me deixou animada para atacar. Mas sempre da montanha, bem protegida pelos meus bunkers e sacos de areia. 

 Felipe mal colocou o pé na praia e já se entrincheirou atrás dos sacos de areia.

Mandando o primeiro tanques pelos ares.

Consegui com certa facilidade quatro das sexta medalhas necessária para vencer a batalha. Só não foi mais fácil porque para compensar a sorte na compra das cartas, eu fiz várias rolagens de dados terríveis. O Felipe começou investindo contra o meu flanco direito, mas logo desistiu porque suas unidades estavam sendo dizimadas. Isso só com uma unidade de infantaria e outra de artilharia. Ele então partiu para centro, perdeu todos os tanques. Mas conseguiu me causar grandes perdas usando uma carta super apelativa de ataque aéreo, matou seis de uma só vez, ainda bem que foi no final.

                                                                          Simplesmente inacreditável.

O maior sucesso dele foi sem dúvida no flanco esquerdo, ele conseguiu eliminar minha unidade de artilharia e avançar pelo espaço entre as montanhas para conquistar minhas cidades, tinha logo duas, uma ao lado da outra. Além disso, conseguiu subir na montanha, o que lhe o colocou em igualdade de condições no combate corpo a corpo. Mas isso também foi já no final da partida. Consegui segurar a onda e ainda recuperei uma cidade que tinha sido conquistada.

Felipe forçando a passagem.

Fim de jogo.

Omaha Beach foi a última batalha com mapa de praia, infelizmente. O Felipe detestou esse mapa, pois disse que o deslocamento era horrível na água e na areia. Na próxima batalha, voltaremos para o campo. Será que ele vai conseguir uma vitória? Estamos com uma placar de 3X2, sendo que as duas últimas foram seguidas. Veremos em Mont Mouchet se o mapa me favoreceu tanto assim ou se o Felipe está só inventando desculpa. E vou tentar tirar umas fotos melhores, o problema é que é difícil lembrar delas no meio da emoção da partida.

PS: Ainda essa semana, teremos a primeira side mission do Imperial Assault. Vai ser a da minha personagem, a Jyn. Será que os rebeldes vão se sair melhor dessa vez?

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Memoir'44


Depois dos Euros, os Wargames são o tipo de jogo que mais chamam a minha atenção. Apesar disso, infelizmente, minha experiência com eles é bem pequena. Isso se deve ao fato de sempre me parecerem muito complicados. O primeiro que eu joguei foi a Batalha de Iwo Jima em um Castelo das Peças com o pessoal do Clube Sonmium. Comecei pelo modo mais difícil com um Wargame bem tradicional, com mapa com divisão em hexágonos e unidades representadas por pecinhas quadradas cheias de números e símbolos, além de uma tonelada de regras e aquelas tabelas que enlouquecem qualquer iniciante.




 Essa foto é muito orgulhinho. Joguei um wargame tradicional e ainda venci. Meus japas sobreviveram. \o/

Depois disso, joguei Warcraft, Battles Of Westeros, Guerra do Anel, X-Wing, Armada e Pocket Battles. Todos ótimos jogos, mas que utilizam cenários de fantasia, e por isso, não são tão presos as regras mais tradicionais, o que tira um pouco da graça. Eu não sou exatamente fã de histórias de guerra, como a maioria dos wargamers costuma ser, porém acho bem mais emocionante jogar controlando unidades de combate reais, simulando batalhas que realmente existiram. 

Eu tenho Twilight Struggle, mas sinto um desânimo ao olhar as regras. Imagino que deve ser um jogão, não pode ser à toa que está faz tanto tempo em primeiro no BGG. Eu tenho também um Ogre Pocket Edition que está na mesma situação, esperando que eu tenha forças para encarar as regras. Então, quando Memoir'44 chegou lá em casa, já imaginei que seria mais um jogo para ficar pegando poeira. Eu já tinha lido sobre ele, que era bem simples e tal, mas não estava acreditando muito.

Memoir'44 é um jogo da Days Of Wonder, então de cara já te deixa de queixo caído pela sua qualidade e beleza. O jogo traz uma série de batalhas famosas ocorridas na II Guerra Mundial. O mapa possui dois lados, um de campo e outro de praia, que é o meu favorito. Uma pena que uma minoria de batalhas que ocorrem nesse cenário.



O mais chato do jogo é montar o setup, porque jogar em si é bem simples e rápido. Os comandos são dados por meio de cartas e as batalhas são definidas por rolagem de dados. Isso faz com que o ocorra uma certa dose de sorte que pode ser bem incomoda. Além disso, existe um claro desequilíbrio entre Aliados e Eixo, já que o objetivo é tentar reproduzir a batalha com fidelidade. Jogar com Eixo é basicamente sofrer.

Todos os terrenos, itens bloqueadores e unidades vem com cartas guias com o resumo de suas regras, isso torna o jogo mais dinâmico porque não é preciso ficar parando toda hora para esclarecer dúvidas no manual. Rapidamente podemos verificar e avaliar todas as informações necessárias de movimentação e ataque. É uma boa quantidade de questões a serem pensadas, mas a forma como são organizadas facilita muito as tomadas de decisões.



O turno é basicamente jogar uma carta de comando para mover as unidades e atacar. O ataque é realizado por meio de rolagem de dados, a quantidade vai depender do tipo de unidade que está atacando, da distância, das variáveis de terreno e obstáculos. Para acertar o alvo é necessário sair no dado o símbolo da unidade que está sendo atacada ou então a granada, que é o coringa do jogo. A bandeira indica recuo e a estrela é falha. A condição de vitória é geralmente conquista de um determinado número de medalhas, elas são ganhas ao destruir uma unidade inimiga ou realizar  objetivos específicos do cenário.



Existem três tipos diferentes de unidades no jogo. A Infantaria que é formada por grupos de quatro soldados, os Tanques que são formados por grupos de três e a Artilharia que é individual, até agora foi a menos utilizada. Diferentes unidades não podem se unir para formar novas. Exemplo: Tenho uma infantaria com 2 soldados e uma outra com apenas 1, não posso uni-las para formar uma nova unidade com 3 soldados. 


 
Até agora jogamos 4 batalhas e temos duas vitórias para cada lado. A primeira batalha foi Pegasus Brigde, quem conquistasse quatro medalhas primeiro seria o vencedor, sendo que os Aliados tinham a vantagem de poder conquistar medalhas dominando as pontes. Ao invés de partir para o ataque para tentar destruir logo as unidades inimigas, eu optei por defender as pontes, confiando na boa defesa que eu tinha em uma delas. Eu resisti bastante, mas não deu.



A próxima batalha foi Sainte Mère-Église, foi bem equilibrado, a vitória foi decidida no último lance. Dessa vez eu tive uma percepção melhor dos fatos e mudei o foco do que não estava dando certo. Tentei a princípio derrubar uma unidade que estava em uma montanha no flanco direito, mas vi logo que estava perdendo tempo, então me concentrei nas outras que estavam ao redor. Essa batalha ficou muito concentrada desse lado, porque eu quase não tinha unidades no meio e no flanco esquerda minha movimentação estava muito travada por causa da floresta, logo na batalha de estreia dos tanques. Estava louca para usá-los.


Sword Beach me mostrou o quanto a sorte pode ser cruel e irritante nesse jogo. As cartas de comando para mover nos lugares onde era preciso simplesmente não vinham. Passei a partida inteira lutando com as cartas da minha mão. Acho que até que eu me saí muito bem levando em consideração isso. Ainda consegui conquistar três medalhas. Foi a primeira batalha a rolar tanque contra tanque. Eu gosto muito de tanques, apesar de achá-los um pouco frustrantes nesse jogo, são muito fáceis de destruir.



Consegui me recuperar em Pointe-Du-Hoc, Felipe ficou muito confiante e partiu para cima. Se quebrou contra as montanhas. Funcionaram muito bem como proteção e mesmo quando ele atravessou rechaçá-lo bem com a vantagem do meu flanco esquerdo. Eu tinha uma unidade de infantaria na montanha protegida por um bunker bem na ponta e uma artilharia mais atrás. Os bunkers são as melhores proteções, é só ficar lá de boas atirando de longe. Mesmo que fique cercado, ele aguenta bem o tranco. 



Resumidamente, essas foram as quatro batalhas que rolaram até agora, espero conseguir escrever sobre todas as outras. Memoir'44 foi um jogo que eu realmente me deixou muito animada. É fácil, rápido e muito divertido, além de muito bonito. A quantidade de batalhas que vem no jogo base é muito boa e ainda tem um monte de outros cenários disponíveis no site da Days Of Wonder. Isso sem falar nas expansões, já estou de olho na possibilidade de jogar com os russos no mapa de neve. Ainda pretendo jogar Overlord em breve. Acho que haverá muito Memoir'44 aqui no blog futuramente. XD

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Imperial Assault - Introdução (Aftermath)


Já havia algum tempo que estávamos tentando conseguir jogadores para a campanha de Imperial Assault. O Felipe não curtiu muito jogar só nós dois. Mas conseguir pessoas com disponibilidade e disposição para se comprometer em uma jogatina assim não é fácil. Porém, depois de várias tentativas, conseguimos jogar nossa primeira partida.


A ideia inicial seria jogar em casa, mas para facilitar para as outras pessoas, ficou decidido que faríamos em um local público. Marcar finais de semana se mostrou impraticável, então definimos um dia da semana que atendesse a todos. Assim, ficou marcado às quartas-feiras, no evento Fábrica das Peças que rola no shopping Nova América.

Achei que fosse ser bem tranquilo porque todo mundo já tinha uma certa familiaridade com o jogo. Mas a gente acabou se enrolando um pouco, porque começaram a surgir várias dúvidas. O Felipe já levou o cenário separado para agilizar o setup, mas a parte do Ovelord ficou para ser montada na hora. Acabamos começando a partida por volta das 21 horas, porque o Filipe também chegou um pouco atrasado.

Filipe ficou de Overlord Imperial e os Rebeldes foram eu, Felipe e Bruno. O Carlos também iria participar, mas ele acabou "sequestrado" pelo William para jogar Terra Mystica. Felipe jogou com o personagem dele. O objetivo da missão introdutória Aftermath é conseguir destruir quatro terminais em seis rodadas. Fomos massacrados, mal conseguimos destruir metade disso.


Nós perdemos muito tempo tentando matar os personagens imperiais, devíamos ter nos concentrado no objetivo da missão. Demoramos muito para avançar no mapa. Além disso, enquanto fazíamos rolagens pífias, o Filipe quase sempre conseguia bons resultados. Como se não bastasse isso, ele fez as melhores jogadas, utilizando todos os recursos a sua disposição.


O jogo já é difícil para os rebeldes, com um Overlord como Filipe ficou ainda pior. Não conseguimos agir como uma equipe, foi cada um por si. Precisamos melhorar isso na próxima missão para termos alguma chance de sucesso. Além de rezar por mais sorte nos dados para gente e menos para o Filipe. A partida foi boa, apesar da surra. Serviu mais para gente sentir o jogo, pegar ritmo e nos organizarmos. Senti muita diferença na dinâmica do jogo. Ficou tudo bem mais caótico.

Por termos começado um pouco tarde, várias vezes precisarmos interromper para tirar alguma dúvida no manual e também pelo Filipe ter sido um Overlord bem maquiavélico, que ficava pensando muito as jogadas, o final foi um pouco corrido. Ainda mais que tem um monte de cálculo/anotação para fazer depois da partida e a verificação de qual vai ser a missão seguinte.

Na próxima vez que formos jogar, vamos tentar nos organizar melhor e começar mais cedo também. Outro ponto é que acredito que haverão menos dúvidas. A ideia é escrever um post para cada missão que jogarmos. Estou bem animada para isso. Será que vou conseguir? Já faz um tempo que eu pensava em escrever relato de partida. Fiz isso bem pouco por aqui. Talvez, eu faça com Memoir'44 também, apesar de já ter jogado quatro batalhas. Estou pensando em escrever sobre o jogo em geral, como normalmente faço, acrescentando um resumo do que rolou nos combates até agora; para depois ir fazendo os posts individuais de cada partida.

domingo, 9 de agosto de 2015

Carcassonne Mares do Sul


Carcassonne Mares do Sul é fiel à mecânica do jogo original de colocação de tiles, porém com a adição de alguns detalhes que o tornam mais desafiador. Ao invés de ganhar pontos direto pela formação de cidades, estradas e monastérios, aqui o objetivo é um pouco mais complexo: coletar recursos para comprar barcos (eles são a pontuação do jogo). Outra mudança é a quantidade de meeples que está menor, então é preciso administrar mais rigorosamente onde empregá-los.

 Tradicional fotos dos componentes. Até o insert entrou porque está bonito demais.

Os barcos possuem valores diversos, sendo comprados com quantidades e combinações de recursos diferentes. Porém, quase todos pedem peixe, que é um dos mais difíceis de conseguir no jogo. Os demais são conchas e bananas. As cidades aqui são as ilhas que produzem bananas e as estradas são as pontes, onde se coletam as conchas. O monastério virou o mercado, que ao ser fechado permite pegar sem pagar custo o barco de maior valor disponível.

 Valores de barcos disponíveis.

Pagando por um barco.

Sempre ficam quatro barcos abertos para compra, mas só é permitido pegar um barco por vez, mesmo que o jogador tenha recurso para mais. Os peixes são conseguidos no mar, obviamente. Saí a figura do fazendeiro e entra o pescador. Essa sempre foi uma parte que me causa dificuldade, aqui não foi muito diferente. Eu acho meio complicado saber quando um campo/mar está fechado ou não.

No original, o fazendeiro só era contado no final. Aqui não, ao fechar um mar, os peixes são recolhidos imediatamente. Mas, como essa tarefa não é fácil, e esse é um recurso muito utilizado, existe uma outra forma. Se houver um meeple de um jogador colocado na posição de pescador em um mar aberto e o mesmo jogar um tile com a imagem de um barco naquele mar, poderá fazer a coleta do recurso antecipadamente. Então, um dos símbolos de peixe dos tiles que formam aquele mar é coberto por uma peça especifica de barco. O próximo a pescar ali, vai coletar uma quantidade menor. É tipo como se rolasse uma pesca predatória.

 Vermelho tem um pescador.
Joga um tile com desenho de barco.
 Pega todos os peixes disponíveis, retira seu meeple e cobre um simbolo de peixe com marcador de barco.

O mercado é que eu achei meio morto, porque é difícil cercar tudo em volta para poder ganhar o bônus do barco grátis. Tendo apenas quatro meeples para garantir seus recursos, não dá para deixá-los parados muito tempo em lugar algum. O lance aqui é pegar os recursos o mais rápido possível para comprar barcos. Fora que ainda pode acontecer de no momento em que finalmente consegui cercar o mercado só tenha barco de valor baixo disponível. Eu encaro o mercado como um lance de sorte, se sair em um momento em que dá para encaixar em um lugar bom, já fechado ou quase lá, beleza, se não for assim, é melhor esquecer.

 Aqui vale a pena, pois só falta apenas um tile para fechar.

O Carcassonne original é um jogo de controle de área, quanto maior a construção melhor, porque seriam mais pontos. Só ter equilíbrio para saber o quanto expandir e qual o melhor momento para fechar. Mas mesmo incompleto, é sempre bom fazer grandes construções, por causa das parciais no final do jogo. O Carcassonne Mares do Sul é um jogo de administração de recurso, não adianta querer fazer construções extensas, o jogador vai perder tempo e vai pegar uma quantidade muito grande do mesmo recurso, o que não é muito bom. Geralmente, os barcos perdem combinações variadas. Aqui também temos contagem de parcial no final do jogo, cada três recursos valem um ponto. O jogador recolhe recurso de todos os locais incompletos onde tenha meeples.

Eu gostei muito do jogo, com pequenas modificações conseguiram mudar bastante o foco, mantendo a mecânica básica. O visual também está incrível, tanto a arte quanto a combinação de cores utilizada é muito agradável. Só não curti a capa, o que é normal, elas geralmente são feias mesmo. Mas o melhor de tudo são os meeples que representam os recursos, eles são lindinhos demais.

 Muito bonito no final da partida.

Peixes, bananas e conchas.
Achei que o jogo funciona muito bem com qualquer quantidade de jogadores, assim como o original. O preço da Devir não está caro, só é preciso ficar ligado porque o manual não é PT-BR. Eles só importaram o jogo. A minha cópia veio com manual só em espanhol, mas no site tem a informação que vem também em PT-PT. Não sei se essa foi uma modificação que fizeram depois. Bom, uma opção é ver algum vídeo de gameplay ou para quem gosta realmente de olhar o manual, pegar a versão em inglês no BGG.

EDIT 11/08/2018

1- Manual em português disponível na Ludopedia.

2- Descobri que é possível devolver para reserva um meeple alocado em uma construção inacabada. Evitando aquela questão do meeple ficar preso em um local inútil. Ao colocar um tile, sem adicionar um novo meeple, o jogador pode pegar de volta um já existente. Achei sem graça isso. Um dos grandes lances de Carcassonne é justamente tentar travar as construções alheias.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Guadalupeças


No Guadalupeças deste mês tivemos uma surpresa desagradável que nos fez ter uma edição mais curta. O local em que realizamos o evento passou a fechar bem mais cedo. Então, nós que estávamos acostumados a jogar até umas 19h, às vezes até mais tarde, tivemos que encerrar as atividades às 16h. Para um evento que começa às 12h, é bem pouco tempo. No início, nós começávamos de manhã, cerca de 10h. Mas a maioria das pessoas chegavam mais tarde, então acabamos alterando o horário, até porque nós também fomos morar em um bairro mais distante. Antes nós morávamos praticamente ao lado, dava para ir a pé, agora dependemos de transporte.

Nessa edição, contamos com a presença do Groo, uma das lendas do boardgame carioca, que veio nos mostrar o Sentinelas do Multiverso, um jogo que está sendo trazido para o Brasil pela Gigante Jogos. É um cardgame ambientado no universo de quadrinhos de super heróis. Eu não consegui jogar, mas o Felipe gostou bastante e ficou super empolgado para comprar. Ele não estava levado muito fé, pois não tinha curtido a arte. Espero ter oportunidade de jogar em breve para poder tirar minhas próprias conclusões.




Eu comecei o dia jogando Carcassonne Mares do Sul, um jogo que tenho gostado bastante e pretendo fazer um post em breve, mas quero jogar mais um pouco antes para pegar melhor os detalhes que o tornam diferente do que o originou. Essa versão apresenta inovações que dão um novo grau de complexidade sem perder os elementos básicos que fazem de Carcassonne um jogo tão agradável.

Imagem meramente ilustrativa porque ninguém bateu foto da partida (Fonte: BGG)
 
Depois joguei Yardmaster Express, que é um drafting bem rápido com temática de trem. As cartas são jogadas de combinando os números e/ou as cores (para ganhar bônus). É um joguinho bem simples, até demais, na minha opinião. Apesar do visual bacana, achei que faltou uma estrutura mais trabalhada. Sushi Go tem a mesma pegada, que eu joguei logo em seguida, porém é melhor elaborado. Não é só sair baixando carta na mesa. Além de ter uma arte muito mais charmosa. É um jogo que dá vontade de jogar várias vezes seguidas. Já o Yardmaster Express é aquele que você acaba já pensando em qual outro irá colocar na mesa. Falta fazer um post sobre Sushi Go, acho que quando fizer, vou aproveitar e escrever sobre ele também.


 A foto ficou meio zoada, porque a partida já tinha acabado e estávamos guardando o jogo.

 Imagem meramente ilustrativa para ficar um pouco mais claro como o jogo funciona (Fonte: Ludopedia)

Imagem meramente ilustrativa, ninguém bateu foto também. Coisinha fofa. *_* (Fonte: BGG)

Para terminar joguei Colt Express, dessa vez com as regras certas, nada de cartas ao contrário. Mas fiquei feliz que o Filipe Cunha ao ler o manual entendeu como a gente e ele é um cara que eu tenho como referência em regras. Não achei que fez muita diferença a ordem de ativação das ações, continuou tudo bem confuso. Com muito tiro e soco no vazio. Foi uma partida em que o Xerife se moveu bastante e a vitória foi definida na última carta jogada.


Confira outros jogos que rolaram durante o evento:




Agradecemos a todos pela presença e pedimos desculpas pelo inconveniente. Tivemos pessoas chegando na hora em que já estávamos indo embora. O Groo que veio de tão longe e que teve a demonstração do Sentinelas do Multiverso prejudicada pelo problema do horário. Para o próximo evento, ainda estamos analisando nossas opções em busca da melhor solução. Acompanhe nossas páginas no FB para saber das novidades.