segunda-feira, 22 de junho de 2015

Guadalupeças: Especial Expo Geek


Neste último domingo tivemos mais uma vez a oportunidade de fazer uma edição especial dentro de um outro evento. É sempre bom poder apresentar o hobby para pessoas novas, que ainda não conhecem os boardgames modernos. Contamos com a presença do Gabriel da Galápagos Jogos que levou o Krosmaster Arena (além da expansão do Eldritch em primeira mão), Filipe Cunha da Pensamento Coletivo com o Gunrunners e CR, que é o cara do X-Wing aqui no RJ. Além da Taís e do William que ajudaram na arrumação do espaço e explicando os jogos para galera. O pessoal da organização da Expo Geek também foi incrível, fornecendo todo o apoio e suporte.





Foi a primeira vez que participamos de um evento com um público tão grande e o movimento dentro do nosso espaço também não ficou atrás. Foi um dia inteiro explicando jogos sem parar, mas ficamos muito felizes, porque fazemos isso por puro prazer. Terminamos o dia cansados, porém muito satisfeitos. Ainda jogamos uma partidinha de Sushi Go depois que acabamos de guardar tudo para irmos embora. Porque é isso que nós somos - boardgamers. Então, nunca vai faltar vontade de sentar e jogar algo sem compromisso. Deve ser isso que quem trabalha realmente com o que gosta sente. 

Eu comecei o dia mais devagar, um pouco perdida, sem saber muito o que fazer. Lidar com uma quantidade tão grande de pessoas desconhecidas pode ser um bastante assustador. Comecei explicando Concept para uma família, depois as crianças se interessaram em jogar Dixit, foi quando o Felipe me pediu para trocarmos e eu fui para o Camel Up. Foram três partidas seguidas, acho que este vai ser o campeão de partidas do ano. Sempre que jogo acabam sendo várias seguidas.



Depois fui chamada para explicar Senhor dos Anéis Card Game, o que me consumiu uma boa parte do tempo porque é um jogo mais complexo. Ainda mais que fazia um bom tempo que eu não jogava, então tive que dar uma boa olhada no manual. Achei que os meninos não fossem ter paciência para esperar ou então desistiriam no meio da partida, mas eles foram super de boa. Jogaram até o final e demonstraram terem gostado bastante. Foi muito divertido ensiná-los e me fez relembrar o quanto o jogo é bom.


Ainda surgiu uma mesa de 7 Wonders, mas aí passei a bola para o Gabriel, porque já era fim de tarde e eu ainda não tinha comido nada. Após dar aquela forrada básica no estômago, eu e Felipe aproveitamos que o espaço estava um pouco mais vazio e fomos dar uma volta pelo evento. Na volta, começamos a arrumar as coisas, batemos um papo e aí surgiu a ideia de jogarmos alguma coisa juntos. O Felipe acabou de comprar o Sushi Go, que eu já conhecia há bastante tempo, mas nunca tinha jogado. Um party game bem leve, rápido e divertido. Não vou escrever mais sobre ele porque quero fazer um post separado.


Confira outros jogos que rolaram durante o evento.




Esse texto começou meio que ao contrário, com os agradecimentos no início. Mas como agradecer nunca é demais, muito obrigada novamente a todos que estiveram com a gente. Além da galera já citada no primeiro parágrafo e da organização do evento, acho que vale agradecer também ao Rodnei que tirou as fotos e aos frequentadores do Guadalupeças que passaram por lá também. Espero reencontrar todos novamente na edição regular do nosso evento, que ocorre todo primeiro domingo do mês na Praça de Alimentação do Prezunic de Guadalupe, que fica localizado na Av. Brasil. Até o próximo dia 05 de julho.



terça-feira, 9 de junho de 2015

Guadalupeças - Especial 2 Anos


Parece que foi ontem que começamos com o Guadalupeças, mas já chegamos ao nosso segundo ano de existência. Então, muito obrigada a todos que de alguma maneira contribuíram ao longo desse período para o nosso evento. É muito bom poder reunir tanta gente bacana para uma tarde descontraída de jogatina.

Eu sou uma pessoa muito introvertida, como todos que me conhecem pessoalmente já devem ter percebido, e ter como hobby algo que exige a presença de outras pessoas é algo meio terapêutico. Essa é a razão de eu ter criado o blog também e de me forçar para continuar escrevendo nele. Obrigada pessoal, foram dois anos de muitas pessoas e jogos legais. Meu agradecimento especial à Tabuleiro Mix que forneceu os brindes para o sorteio comemorativo de aniversário.



Na edição passada, tivemos que fazer o evento nas mesas da praça de alimentação e esperávamos que seria a mesma coisa agora também. Então, foi uma agradável surpresa encontrar nossas mesas e cadeiras habituais e já arrumadas. É que chegamos um pouquinho atrasados, então o amigo Filipe Cunha da Pensamento Coletivo, junto com mais algumas pessoas que já haviam chegado deram uma arrumada no nosso espaço.

A Pensamento Coletivo está lançando o jogo Gunrunners no Brasil com uma expansão exclusiva chamada Homens de Preto, que aumenta para cinco o número de jogadores. Ele está sendo comercializado através de um sistema de pré-venda programada, que é um modelo mais simples do que o financiamento coletivo. Aqui a produção do jogo depende única e exclusivamente da quantidade de unidades vendidas definida inicialmente para sua viabilização. Isso pode ocorrer tanto em 2 semanas quanto em 2 meses. A meta do Gunrunners é 300 unidades. Esse sistema já foi utilizado com sucesso nos playmats de Star Wars. Tivemos bastante jogatina de Gunrunners ao longo de todo dia, eu mesma comecei meu dia com uma mesa dele.


Além da Pensamento Coletivo com seu Gunrunners tivemos também o pessoal da BEST Games com o Folclorismo. Esse era um jogo que eu estava bem ansiosa para jogar, pois temáticas ligadas à história e cultura nacionais sempre me chamam atenção. Achei um pouco decepcionante porque a mecânica não é muito colada no tema, além de ter um fator sorte muito alto. O jogo está em desenvolvimento e muita coisa ainda pode mudar, fora a questão de componentes que está bem no protótipo mesmo.


Folclorismo é bem simples, são aventureiros investigando lendas do nosso folclore. Cada jogador vai receber uma carta de um determinado tipo de aventureiro e uma criatura, a primeira fica aberta e a segunda fechada. Cada tipo de aventureiro possui uma configuração diferente de atributos que determinarão a quantidade de rolagens de dados que poderão ser executadas. As lendas do folclore são cartas que ficam abertas na mesa, elas possuem três testes de atributos e as criaturas que fazem parte dela. 

Além disso o jogo tem duas cartas outras cartas, uma que é tipo um start, para onde os aventureiros sempre retornam e permite comprar cartas de apoio ou curar ferimento após o jogador conquistar uma carta de lenda; a outra permite ao jogador comprar itens baseado na quantidade de renome. O objetivo do jogo é ganhar seis ou mais de renome e ter três lendas da sua própria criatura. Os dados possuem símbolos de sucesso (lupa), armadilha e caveira (rolando três delas, o jogador é expulso da carta e não pode mais voltar). 

No seu turno o jogador define para qual lenda irá e rola os dados de acordo com seus atributos para tentar cumprir um dos testes exigidos. Caso seja o último teste daquela carta, verificasse o vencedor que receberá dois de renome, se outro jogador também teve participação no cumprimento dos testes, ele receberá metade. Cada jogador já começa a partida com três pontos.

A experiência geral foi satisfatória para um jogo em desenvolvimento, acredito que ainda precise ajustar bastante coisa, mas tem um bom potencial. É relativamente rápido, durou cerca de 1 hora e meia contando com a explicação. Achei a complexidade média, com dois ou três turnos já dá para entender razoavelmente. Acho que o jogo ficaria melhor diminuindo o fator sorte e encaixando melhor o tema com a mecânica. Ele é muito interessante para ser desperdiçado como desculpa para rolar dados infinitamente.

Esse foi o Guadalupeças dos jogos inéditos, depois do Folclorismo joguei La Isla do Feld. O cara é um autor super conceituado, com vários jogos bem famosos como Macao, Trajan e Bora Bora. Essa foi apenas a minha segunda experiência, antes eu só tinha jogado The Castles Of Burgundy, que eu achei sensacional. Infelizmente, esse novo contato com um trabalho do Feld não causou uma impressão tão boa quanto a anterior. Não que eu tenha achado o jogo ruim, só achei um pouco sem graça.


Em La Isla, os jogadores são caçadores de animais. As ações do jogo são realizadas através de cartas. Todo turno, cada jogador compra três e posiciona da forma que desejar. A primeira vai ativar um efeito permanente (é possível ter até três o mesmo tempo), a segunda concede um recurso e a terceira faz o contador de animais subir. O jogo termina quando todos os animais juntos somarem onze pontos. 

Antes da terceira carta o jogador pode colocar um caçador no mapa pagando dois recursos de acordo com a área desejada ou então pegar um recurso adicional. Os caçadores são posicionados no mapa para capturar os animais, essa é a forma mais direta e imediata de ganhar pontos na partida. O jogo tem vários cálculos de pontuação baseadas na quantidade e variedade de animais que eu achei um pouco confusos.

Fechei o dia com The Princes Of Machu Picchu, não podia deixar um jogo com uma temática assim diferente passar. Eu não estava dando nada por ele, pois a arte é bem feia. Só o que salva são os meeples de recursos em formato de folha de coca, lhama, pote de barro e roupa. O jogo é relativamente simples em questão de regras. Os príncipes andam pelo mapa ativando as localidades que são basicamente produção de recursos, mercado, colocar incas no mapa, templos de sacrifício (para isso é necessário comprar sacerdotes e virgens). Existe também um local onde o jogador pode sacrificar inca para pegar recurso.



O jogo termina quando acabarem todos os sacerdotes e virgens disponíveis, ou cartas de sacrifício, ou ainda se chegar ao nono dia. Nos dois primeiros casos, Machu Picchu permanece oculta com a ajuda do Deus Sol; no último ocorre a conquista da cidade pelos espanhóis. O que muda é a forma de contar a pontuação, que alias é bem bacana porque só acontece no final. Não dá muito para ter ideia de como está o desempenho de ninguém. O segredo para isso está nas cartas de sacrifício que são o grande lance do jogo. Existe a trilha do explorador que o jogador sobe toda vez que ativa uma ação no templo. Por isso é importante ter sacerdote e virgens, além de lhamas para serem sacrificadas. Cada vez que o jogador chega ao todo da trilha, pode comprar uma carta.


Eu demorei para entender o funcionamento das cartas no jogo e acabei não conseguindo tantos pontos quanto poderia pelo que eu tinha na mão. As cartas são multiplicadas pela quantidade dos requisitos, quanto mais repetidas melhor. Só que é um pouco desbalanceado porque cartas de inca em área de produção e sacerdote ou virgem valem o mesmo na pontuação, sendo que os primeiros são muito mais fáceis, enquanto os últimos são bem mais difíceis por serem caros. Mesmo que o jogo meio que te obrigue a comprá-los para poder fazer os sacrifícios para conseguir mais cartas.

A questão do final do jogo também acaba não fazendo muito sentido tematicamente porque parece ser mais vantagem que a partida termine com a conquista espanhola, pois nesse caso tem mais um bônus de pontuação. Na minha opinião, o jogo tinha que de alguma forma obrigar os jogadores a tentar manter Machu Picchu oculta. Deveria ser um lance semi cooperativo. Mas o jogo é bem bacana, eu gostei bastante.

Segue abaixo algumas fotos de outros jogos que rolaram durante essa edição do Guadalupeças.

Coup
 
 Vanuatu

King Of Tokyo

Mais uma vez, obrigada a todos pela presença e pelo apoio. Espero encontrá-los novamente na nossa próxima edição do nosso evento que ocorrerá em 05 de julho. Mas ainda este mês podemos nos encontrar de novo, pois participaremos do Expo Geek que ocorrerá no dia 21 no Centro de Convenções SulAmérica, estaremos no Espaço Multi Games. Acompanhe todas as novidades nos perfis do Guadalupeças e do Turno Extra no Facebook. Até a próxima!!!