quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Concept


Concept é um jogo que está me conquistando aos poucos. Quando foi lançado, eu torci um pouco o nariz. O Felipe é que ficou todo empolgado, louco para adicioná-lo a nossa coleção, então decidi que daria de presente para ele. A primeira tentativa foi no Natal, mas não consegui encontrá-lo em lojas físicas e não sou muito fã de compras online, ainda mais no final do ano. Consegui comprá-lo este mês na Redbox para dar de aniversário e o melhor é que como ia ter uma festa, poderia conferir na hora se tinha valido o investimento ou não, sairia do papel de presente direto para mesa.

 
Foi um sucesso absoluto, praticamente todos os presentes jogaram em algum momento e ficou sendo jogado quase a festa toda. Nem a falta de luz tirou o ânimo do pessoal que continuou a jogar com a ajuda das lanternas dos celulares, teve gente que até mesmo chegou a dizer que teve momentos que esqueceu da escuridão e do calor tão entretidas estavam com o jogo.


Concept é um jogo de regras bem simples e flexíveis, só de observar as pessoas jogando já dá para aprender. A ideia é descobrir as palavras com base nas dicas selecionadas no tabuleiro. Uma das primeiras definições que ouvi sobre o Concept é que ele seria uma Imagem em Ação sem desenho ou mímicas. São cinco grupos de símbolos que vão do mais concreto ao mais abstrato. O jogo trabalha com a ideia de conceito (interrogação) e sub-conceito (exclamações). Além disso, as cartas vêm com três níveis de dificuldade diferentes e cada nível possui três opções disponíveis de palavras. Então, acho que rejogabilidade não vai ser problema.



 Carta do Felipe. lol

Não existe limite de dicas que se pode assinalar no tabuleiro, inclusive é possível mudá-las de lugar conforme as respostas dos outros jogadores ou até mesmo começar tudo novamente. Usar os sub-conceitos também é opção do jogador. Inclusive no princípio, essa é uma questão que não fica muito clara, pelo menos para mim não ficou. Eu acho que é uma coisa que se pega com a prática. É difícil já ir dividindo uma ideia em diversos sub-conceitos, em geral começa-se usando um ou dois apenas. 

 O que está sendo representado aqui?

E aqui?

O manual do jogo indica que ele deve ser jogado em dupla, mas eu prefiro jogar cada um por si. Acho mais divertido e simples, imagina a complicação que deve ser para se comunicar com a sua dupla sem dar pista aos outros jogadores do que está sendo feito. Fora que duas pessoas podem querer representar uma determinada ideia de formas bem diferentes.

A pontuação do jogo é o que determina seu fim, ele vem com 12 pontos duplos (para quem acerta a ideia) e 27 simples (para quem fez a representação no tabuleiro). Quando o primeiro grupo de fichas acaba a partida está encerrada e quem tiver mais pontos ganha. 


Eu não sou uma grande fã de Party Games, apesar de jogá-los com mais frequência que todos os outros. Eles em geral são bem rápidos e simples, o que geralmente atrai os não-gamers. Outro ponto é que esse tipo de jogo costuma ter os fatores humor e interação muito presentes. Duas coisas nas quais sou bem ruim. Então, no último sábado no Castelo das Peças, o Groo disse algo interessante sobre o jogo. Ele disse que não o considerava como Party Game porque as pessoas jogavam sérias. Que Concept seria um Party Game para Eurogamers. 

Eu me considero uma Eurogamer, apesar de não ter tantas oportunidades quanto gostaria para colocar esse tipo de jogo na mesa. Concept é um jogo que faz o jogador exercitar bastante o cérebro. Algumas ideias podem ser bem difíceis pelo número limitado de símbolos presentes no tabuleiro, as vezes é necessário associar mais de um para representar algo que na sua mente é único. Ele trabalha a criatividade de um jeito diferente que o Dixit que tem uma pegada mais direta. Amo Dixit, é um dos melhores do estilo, na minha opinião, mas acho que ele tem uma rejogabilidade mais limitada. Além de que, seu grande apelo está na beleza e inventividade das cartas. É um jogo muito artístico. Acho que eu poderia dizer que Dixit é mais imaginativo enquanto que Concept é mais concreto. Mas ambos são bem educativos, o que sempre considero um ponto positivo.

A estética de Concept é bem minimalista, é um jogo bonito com simplicidade. Gosto da predominância do branco, que combina muito com a ideia do jogo. Os símbolos (interrogação e exclamações) e os cubos em material colorido translúcido. Mesmo as fichas de pontuação que são em cartonado simples são bem bacanas. Outra coisa legal é o recipiente que vem para colocar os itens utilizados para fazer as marcações no tabuleiro. Concept é um jogo muito simples e inteligente, tanto em seu conceito, regras e design. 

Outro ponto que merece destaque foi o trabalho da Galápagos Jogos para adaptar determinadas ideias para nós brasileiros. É Dollynho, estou falando de você mesmo. O manual também está bem legal com vários exemplos usando vários níveis de complexidade. Até porque em questão de regra não tem muito a ser dito. Uma coisa que eu não coloquei é que a pessoa que está fazendo a representação no tabuleiro não pode falar nada além de sim, que pode ser usado para indicar que está sendo seguida uma linha de pensamento correta. Mas as expressões também são bem importantes e essas não dá para controlar. XD


Gostou do jogo? Quer conhecer? Domingo é dia de Guadalupeças e Concept é um dos jogos que estará no evento, com certeza. Acredito que ele entrará fácil na lista dos mais jogados, junto com o já citado Dixit e o também genial Ticket To Ride. Temos jogos para todos os gostos e idades, é só chegar e jogar. O evento é gratuito, começando a partir do meio-dia. O Prezunic de Guadalupe fica na Avenida Brasil e possui estacionamento também gratuito e opções diversas de alimentação. Venha se divertir com a gente.


Respostas: A primeira é Leonardo DiCaprio, está mais bonitinho porque usei o exemplo do manual e a segunda é Edward Mãos de Tesoura, ficou bem mais ou menos porque tirei da minha cabeça mesmo. :p

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O primeiro Guadalupeças de 2015


Este início de ano está bem confuso na vida dos organizadores do Guadalupeças, tanto que não tivemos evento no mês de janeiro. O motivo é que mudamos de residência. Se mudança normalmente já é uma coisa complicada, imagina para um casal nerd. A casa já está habitável, mas ainda tem várias coisas encaixotadas. É um mundo de jogos, livros, hqs e action figures. Sabe a Geek da Cultura do Cine Vitória? Temos mais coisas que eles. Além disso, estamos com o um problema sério com a operadora de banda larga da região. Já viu nerd sem internet? Quase morremos. Por isso, o post sobre o evento está tão atrasado. Eu quase desisti de fazer, mas não podia deixar passar em branco. 



Nossa primeira edição do ano contou com a presença do querido Wagner com seu sensacional Beat'Em Up, mas dessa vez não tive a oportunidade de jogar. Eu o conheci na estreia do Boards & Burgers no Bobs, quem quiser saber mais sobre o jogo é só dar uma conferida nesse post. A galera jogou bastante durante todo o dia.

 

Eu comecei meu dia apresentando Gekido para uma galera que ainda não conhecia. Esse jogo eu não só escrevi sobre ele como também fiz vídeo e ainda estive presente no lançamento na Redbox. Outro joguinho da Ace Studios que viu bastante mesa foi o divertido Muffin Games, em setembro do ano passado tivemos um especial do estúdio carioca capitaneado por Fel Barros, também com vídeo e desta vez foi o próprio criador explicando e apresentando sua obra. 



A Ace Studios que ganhou grande destaque ao anunciar uma parceria com a Galápagos Jogos. O primeiro lançamento será o Warzoo. Um fenômeno no financiamento coletivo, mas que vem sofrendo com atrasos na entrega. Fiquei muito feliz por ver a Galápagos voltar a investir em jogos nacionais. Espero que esse seja apenas o primeiro de muitos lançamentos. Para quem não sabe, Beat'Em Up também está sendo trabalhado junto com o pessoal da Ace Studios. 2015 promete!!!

Para fechar a sessão nacional do nosso evento tivemos Masmorra de Dados, sucesso dos mineiros da Histeria Games e Taberna do Dragão. Já comentei anteriormente aqui que não faz o meu tipo, mas não dá para negar que o jogo tem seus méritos. Uma coisa é gosto pessoal e outra bem diferente é qualidade do jogo. Aproveito para fazer a propaganda do novo jogo do Daniel Alves, um dos nomes por trás do Masmorra de Dados. Dia 19 vai entrar no ar o financiamento de Caçadores da Galáxia, jogaço foda para caralho. Para quem quiser saber mais, dá uma conferida no post do Joga de Natal


Essa edição, eu joguei bem pouco. Além do Gekido, rolou o surpreendente Black Stories e o divertidíssimo Luchador, Felipe Goulart sempre aparecendo com jogos diferentes. No mais, eu ajudei o pessoal no Masmorra de Dados.

Quando Felipe comprou Black Stories achei que ele tinha jogado dinheiro fora, só não briguei muito porque é barato. O jogo foi uma boa surpresa, ótima pedida para jogar com não-gamers. Ele é muito simples e dispensa qualquer utilização de espaço, dá para jogar em qualquer lugar. Só precisa ter bastante gente. É um jogo de adivinhação de enigma macabros, então não é recomendado para gente fresca. Uma situação é apresentada e os jogadores precisam descobrir a história que levou até ela. Um dos participantes é o "mestre do jogo" que sabe a história toda, que se encontra no verso da carta, ele vai respondendo as perguntas, mas só pode ser sim, não ou irrelevante.


O problema de Black Stories é que é um jogo de vida curta, já que não dá para jogar o mesmo enigma mais de uma vez. As histórias são muito bizarras, então não é algo que se esquece com facilidade. Acho também que essa posição de "mestre do jogo" deve ser muito chata. Mas pelo preço vale o investimento, principalmente se a galera gostar de um terror. Achei melhor do que Timeline, que é na mesma linha de joguinho fácil, rápido e barato.

E o Luchador? Joguinho com visual foda e mecânica de dice rolling. A arena de combate no qual os dados são rolados é sensacional, tem até as cordinhas. O jogo é rápido e relativamente simples. Ambos os jogadores rolam os dados de combate, eles são rolados ao mesmo tempo e lançados de fora do ringue. A Paula passou o tempo todo brigando comigo porque eu sempre queria rolar na posição errada, não foi maldade da minha parte, é que é difícil mesmo.


O lance da rolagem é porque os dados que caem fora são perdidos. Depois de verificar os acertos é hora de rolar os dados de dano, aí é cada um na sua vez. Cada lutador também tem suas habilidades especiais e fraquezas. Não tenho como falar muito sobre Luchador, pois só foi uma partida, mas espero ter oportunidade de jogar outras vezes.

Esse foi o nosso Guadalupeças, obrigada a todos que compareceram pela presença e aguardo revê-los em 1° de março. Acompanhe as páginas do Turno Extra e do Guadalupeças no FB para ficar sempre por dentro das novidades. Segue abaixo mais algumas fotos de outros jogos que rolaram durante o evento.