sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Retrospectiva - 2° Ano do Blog


É engraçado ler a retrospectiva do ano passado, parece que 2014 realmente foi um ano bem melhor do que 2015 para mim nos mais variados aspectos, isso inclui o hobby também. No dia 15, o blog completou dois anos de existência, porém para manter a tradição o post está atrasado. Mas mesmo ano passado, eu já reclamava de tempo e falta de ânimo, isso só piorou. Lá em 2014 já estava escrevendo sobre a minha vontade de ser mais produtiva. Não consegui. Fechei ano passado com 60 posts e esse ano estamos encerrando com 10 a menos. Tenho pensado bastante sobre parar com o blog. Mas penso também em formas de melhorá-lo e conseguir escrever mais e com maior qualidade. Às vezes, releio meus posts antigos e eles sempre parecem mais bem escritos do que os atuais.

Ano passado a coleção cresceu muito, já esse ano ela se manteve estável. As vendas equilibraram as compras, que foram bem menores. Mas a coleção ainda não cabe inteira em um só lugar, como eu gostaria. Se dependesse apenas da minha vontade, ela teria diminuído consideravelmente. Se no ano passado, eu já achava que tinha jogado pouco, nesse acho que joguei ainda menos. Mas permaneço com a vontade de jogar mais no ano que vem. Em 2014, joguei cerca de 100 jogos diferentes em 236 partidas. Agora em 2015 não cheguei nem a 80 jogos diferentes em 191 partidas. Os três mais jogados foram Bullfrogs (12), Camel Up (11) e Concept (10).

Coleção 2015.

Sobre os números do blog, parece que mantive uma boa frequência de acessos. Em 2014, tínhamos cerca de 17 mil visualizações e agora em 2015 estamos somando quase 39 mil visualizações. Porém, os textos mais acessados permanecem praticamente os mesmos do ano passado: Guerra do Anel (Total: 2026 - Este ano: 940), A Game Of Thrones: The Board Game (Total: 1223 - Este ano: 599) e GOT LCG (Total: 938 - Este ano: 285) perdeu lugar para LOTR LCG (Total: 946). De post escritos em 2015, apenas dois aparecem nos 10 mais acessados: Concept (440) e Pacotão Funbox - O Retorno (434). Parece que o pessoal gosta de ler sobre os jogos da Funbox, o primeiro post de Pacotão continua entre os mais acessados com 280 visualizações só esse ano. De jogos nacionais na lista de mais acessados temos a prévia do Caçadores da Galáxia (359) e Midgard (296), ambos escritos bem no finalzinho de 2014, depois da retrospectiva.

Jogando o protótipo do Caçadores na Joga de Natal do ano passado.

Jogo entregue em menos de 1 ano (as figures são apenas ostentação). Melhor lançamento nacional do ano, só não foi 10/10 por causa do manual. Post completo sobre ele em breve.

O post do Guerra do Anel permanece como um fenômeno, ele foi escrito no início de 2014. Acredito que com o relançamento do jogo agora pela Devir, ele continuará com um boa quantidade de acessos. Quero muito fazer um post dedicado a expansão Senhores da Terra-Média, que eles estão trazendo para o Brasil. Vamos ver se eu vou conseguir jogar, o Batalha dos Cinco Exércitos está esperando até hoje. O vídeo do Guerra do Anel não morreu, ainda continua agonizando esperando ser editado. Vamos ver se Eru abençoa e em 2016 ele sai. Mas com o Jack Explicador trabalhando para Devir, ele deve fazer vídeo do jogo e da expansão.

A ideia de fazer vídeos não morreu, fizemos algumas coisas ano passado, joguinhos mais simples. Esse ano não gravamos nada, só algumas entrevistas no evento Diversão Offline. Mas agora que temos nosso canal no Youtube (antes ficava no canal pessoal do Felipe), acredito que vamos conseguir fazer mais coisas em vídeo. Além disso, descobrimos o mundo dos podcasts. Esse foi o motivo principal para termos criado o canal. Nós colocamos nossos áudios lá, acho que a forma mais acessível. Mas também está disponível na Ludopedia.

Como rola a gravação do podcast.

Acho que foi a melhor coisa que rolou esse ano, nosso podcast tem o objetivo de ser bem rápido e objetivo (15-20 minutos), coisa que não consigo ser nos meus textos. Geralmente, gravamos logo após jogarmos e comentamos as nossas impressões. Tem sido uma experiência bem divertida, além de ser muito prático. Eu me sinto bem mais confortável falando para um microfone do que para uma câmera e é mais rápido, além de ser menos trabalhoso do que escrever. Se eu decidir não continuar o blog, devo manter o podcast. Mas eu gosto de escrever, por mais que seja cansativo.

Outra coisa legal que comecei a fazer esse ano foi jogar em campanha fazendo relatos de partida. Memoir' 44 deu super certo, nós interrompemos sei lá porque, mas vamos retomar para poder fechar. Acho que esse foi um dos jogos mais divertidos que joguei esse ano e se tornou um dos favoritos. Minha outra experiência com campanha já não foi tão bem sucedida, só conseguimos jogar duas partidas de Imperial Assault. Memoir'44 é fácil porque somos só eu e Felipe, depender de mais três jogadores é complicado. Por isso, nem me animo muito em jogar Pandemic Legacy, já estamos meio que combinados para começar ano que vem, vamos torcer para dar certo. Mas espero conseguir voltar ao Imperial Assault ano que vem, provavelmente com um novo grupo.

Um dos melhores jogos que conheci esse ano.

2016 vamos tentar de novo.

Esse ano participei de uma quantidade menor de eventos, acredito que isso refletiu diretamente na minha estatística de jogatinas. O Guadalupeças ficou alguns meses parado, tivemos uma pausa entre agosto e dezembro. Eu não consegui ser tão constante no Castelo das Peças, algumas vezes por questões de trabalho e outras por desânimo mesmo. O Boards & Burgers deixou de existir, mas surgiram vários outros eventos durante a semana: Noite de Jogos no Lupulino em Botafogo nas terças, Fábrica das Peças no Shopping Nova América nas quartas e Reino das Peças no Park Shopping Sulacap nas quintas. Ainda rola as jogatinas de segunda na Redbox no Centro e terça na Magic Store (com pizza) na Tijuca. Fui em todos pelo menos uma vez, onde frequento mais é no Nova América por questão de conveniência. A que fui mais recentemente foi a de Sulacap, gostei muito do lugar, uma pena ser tão longe e contramão. E por falar em distância, vale mencionar o TTZO, que é uma galera que faz um encontro bem bacana lá em Campo Grande, quero visitá-los algum dia.

Última jogatina do ano em evento, no Park Shopping Sulacap. 

Ainda comentando sobre eventos, não posso deixar de dar o devido destaque ao Diversão Offline. Pela primeira vez, tivemos aqui no RJ, um evento de grande porte reunindo o público e as editoras em um só local com toda infraestrutura e conforto. Foi uma iniciativa corajosa porque acreditou no hobby e o resultado foi um sucesso super merecido. A Conclave Editora arrasou com a presença do game designer francês Christophe Boelinger, que estava demonstrando seu mais recente lançamento pela editora mineira, o Dungeon Twister Card Game. Ele também fez uma apresentação memorável do Illegal no estande da editora, garantindo a venda imediata de todas as cópias do jogo.

Organizadores do Diversão Offline. Galera arrasou. Para primeira edição, o evento foi 10/10.

Christophe Boelinger mandando super bem no estande da Conclave Editora.

Ele se mostrou uma pessoa muito simpática e acessível, deu entrevista para gente durante o Diversão Offline, nos mostrou o protótipo de Four Gods (lançamento confirmado pela Conclave Editora para 2016) no Lupulino, esteve presente no Guadalupeças demonstrando vários jogos e onde tivemos uma partida incrível de Dogs do Macri. Tanto contato com uma pessoa estrangeira me fez perceber que preciso tomar vergonha na cara e aprender inglês, é extremamente desconfortável precisar de tradutor.

Muito interessante jogar um nacional com um designer gringo.

Ainda sobre a Conclave Editora, no aguardo do lançamento de Rock N Roll Manager do game designer brasileiro Leandro Pires. Na retrospectiva do ano passado, eu escrevi que tinha sido um dos melhores jogos em playteste que tinha jogado. Parece que a galera da Conclave Editora também curtiu. O que me deixa ainda mais feliz é que um dos primeiros contatos deles com o jogo foi no Guadalupeças. Então, meu dinheiro já está guardado para adquirir esse que promete ser o melhor lançamento nacional de 2016.

Jogaço BR que vai ser lançado ano que vem pela Conclave Editora.


Bate-papo com Leandro Pires, game designer do Rock N Roll Manager.

Obrigada a todos que nos acompanharam esse ano, espero que continuem conosco em 2016. Qualquer crítica ou sugestão é sempre muito bem-vinda. Essa retrospectiva foi bem menos animada que a do ano passado. Diferente de 2014 onde eu tinha muitas expectativas para 2015, atualmente não espero muita coisa de 2016. Talvez isso se mostre bom no final das contas, só o tempo dirá, A ideia é tentar viver de uma forma mais flexível, principalmente comigo mesma. Mas apesar de todo o desânimo tem um desafio que quero tentar ano que vem, jogar um jogo por dia. Fechar 2016 com, no mínimo, 365 partidas. Será que eu consigo?

Mais algumas fotos legais desse ano.

Diversão Offline.

Expo Geek.

A novela Warzoo acabou em final feliz.

Wasabi jogado com estilo.

Como será 2016? Só chegando lá para saber.

sábado, 19 de dezembro de 2015

XCOM


Não conheço os jogos de videogame da franquia, então o texto trata única e exclusivamente da minha experiência com o boardgame. Uma grande polêmica é a dependência do uso do aplicativo. Vi muita gente criticar, alegando que ele controlava o jogador por determinar as ações a serem feitas, o que tornaria o jogo muito burocrático. Quando tive o meu primeiro contato com XCOM, não sabia ainda que o aplicativo era parte tão importante da mecânica. Minha ideia inicial é que seria apenas um contador de tempo para acrescentar um clima de tensão ao jogo, afinal se trata de defender o planeta de uma invasão alienígena.

Jogo arrumado na mesa.

Mas é no app que começa o jogo.

O aplicativo é bem mais que isso, a começar que ele te ensina a jogar. Isso mesmo, o jogo não traz um manual físico como estamos acostumados. O jogador aprende as regras através do aplicativo. Para isso existe a partida de tutorial, também é possível a qualquer momento consultar alguma regra específica que possa ter despertado dúvida. Além do cronômetro de ações, o aplicativo guia a montagem do setup que sempre muda e o andamento da partida de acordo com as situações do tabuleiro, como por exemplo: nível de pânico dos continentes e quantidade de naves alienígenas em jogo.

 Orientação do setup. Determinando quais alienígenas serão utilizados na partida.

Informando situação do tabuleiro durante andamento da partida.

Cada turno de XCOM é dividido em duas partes. A primeira é a Cronometrada, em que o aplicativo dita as ações que deverão ser feitas e determina um tempo limite para cada uma delas, e depois temos a Resolução, aquele momento em que todo mundo respira aliviado. Após as duas partes do turno serem concluídas, teremos as perguntas do aplicativo sobre a situação no tabuleiro. As respostas determinarão o que vai ocorrer na próxima fase Cronometrada. A ordem das ações não é fixa, elas irão se adaptar ao que está ocorrendo na partida. Por exemplo, se temos vários continentes em pânico, o orçamento da XCOM vai cair.

Uma das ações da fase Cronometrada.

Todo esse controle do aplicativo que gera tantas críticas é um dos seus pontos fortes do jogo. A principio, eu também não gostei de tanta interferência. As ações sendo ordenadas de uma forma randômica e o relógio tão presente em tudo, até para comprar cartas e pegar o dinheiro da XCOM tem um tempo determinado. Eu tive essa sensação de não estar jogando realmente, apenas executando ordens. Mas após mais algumas partidas e jogando com a quantidade de jogadores adequada, fui percebendo os benefícios que o aplicativo adiciona a sua experiência.

XCOM é um jogo com mecânicas pensadas para melhor imersão temática. Nesse sentido, o aplicativo foi uma adição perfeita. Ele te coloca no clima de uma invasão alienígena, tendo que tomar decisões bem difíceis, e muitas vezes inesperadas, como muita rapidez. Outra questão, é que o aplicativo introduz uma série de variáveis que não seriam possíveis sem a utilização da tecnologia ou que até poderiam ser, mas com alto custo de tempo e trabalho para os jogadores. O aplicativo diz o que tem ser feito, mas o como, fica por conta do jogador. 

Em XCOM, temos quatro funções muito bem definidas e todas com seus desafios próprios. Quando mencionei mais acima sobre a quantidade de jogadores adequada, era a isso que estava fazendo referência. Esqueça o papo da caixa sobre 1-4 jogadores. Infelizmente, muitos jogos forçam uma flexibilidade na quantidade de jogadores para atingir um público maior. Uma das maiores evidências desse problema é quando se estabelece que um jogador deve assumir mais de um papel, muito comum em jogos cooperativos, ou dividi-lo com outro jogador, isso ocorre bastante em jogos para apenas dois jogadores.

Cartas de cada função.

XCOM só funciona perfeitamente com quatro jogadores, cada um com uma função e com atenção total ao que está fazendo. Sendo um jogo cooperativo, é claro que todos os jogadores, não só podem como devem, opinar nas ações uns dos outros. Isso inevitavelmente vai acontecer porque as função interferem muito uma nas outras. O Comandante possui o controle do orçamento, então tudo o que é posto no tabuleiro precisa ser controlado por ele.

Uma das questões mais criticas do jogo é o controle do maldito orçamento. Tudo que se coloca no tabuleiro deverá ser pago no final da fase Cronometrada. Se não houver dinheiro suficiente, teremos aumento do pânico, que é outro ponto muito tenso do jogo. Acho que como na vida real, dinheiro e pânico são coisas difíceis de controlar e que causam um grande impacto. Além disso, é responsabilidade do Comandante designar as aeronaves para defender os continentes e escolher as crises. Ele é o cara que escolhe o menos pior, porque é bem difícil vir uma crise de boas.

Trilha de pânico dos continentes. Do lado esquerdo, as cartinhas de crise.

Aeronaves designadas para defender os continentes da invasão.

A outra função do jogo é o Diretor de Operações, ele é responsável por colocar os satélites na órbita do planeta. As invasões alienígenas não ocorrem apenas diretamente nos continentes. O jogador que assume essa função também será o responsável por controlar o aplicativo. Afinal, ele é o cara das comunicações. Quando a parada está feia no tabuleiro e ele informa isso no aplicativo, tematicamente funciona como uma falha no sistema de comunicações da XCOM, então a parada fica ainda mais complicada. É uma função mais tranquila em termos de ação no tabuleiro, mas fundamental no jogo.

Satélites falharam na defesa global.

Uma outra função relativamente mais tranquila no jogo é o Diretor Científico. Ele é o cara que vai distribuir os upgrades para a galera. Ele faz isso através das cartas de desenvolvimento tecnológico, com um limite de até três pesquisas simultaneamente e utilizando até três cientistas em cada uma delas. O sucesso é determinado através de rolagem de dados, cada carta tem um valor variável de acordo com o benefício que concede. A quantidade de dados é igual a de cientista utilizados, sendo que temos um D6 com sucesso em apenas duas faces. Junto com o dado da XCOM, é rolado também o D8 alienígena. Não existe limite de rerolagem, mas o marcador de ameaça vai subindo. Se no dado alienígena sair um resultado igual ou menor todos os cientistas morrem.

Rolagem perfeita.

A trilha de ameaça.

Por último, a função que considero mais difícil - o Capitão. Ele controla as tropas, que devem se dividir entre proteger a base da XCOM e completar as missões. São quatro tipos diferentes de tropas, cada uma começa com dois soldados disponíveis. Eles possuem diferentes tipos de ícones que determinam suas habilidades e especialidade (amarelo) que devem ser correspondentes aos que igualmente são apresentados nas cartas de alienígena e missão. O Capitão geralmente é o cara que recebe mais upgrades, então ele tem muita coisa para administrar. Essa função é o principal motivo de eu ter achado que o jogo só funciona bem com quatro jogadores.

Os diferentes tipos de unidades de combate.

Fazendo a correlação de símbolos entre unidades e alienígena a ser atacado.

Designando unidades para defesa da base da XCOM.

Unidades em Missão.

O combate ocorre utilizando o mesmo sistema de rolagem de dados das pesquisas do Diretor Científico, a diferença é aqui o nível de ameaça não zera entre um alienígena e outro que é enfrentado na base da XCOM. Isso vai ocorrer quando o jogador passar para os combates da Missão. Essa é a parte em que geralmente os jogadores são derrotados.

Perder tropas é muito ruim, assim como aeronaves, pois eles não voltam para a reserva. Para recuperá-los é preciso pagar por eles com créditos que sobrarem após o pagamento de todas as despesas geradas em cada fase Cronometrada, isso vai ficando cada vez mais difícil ao longo do partida, porque o orçamento vai ficando reduzido a medida que a invasão alienígena avança. Os satélites e cientistas são mais tranquilos de perder, porque eles só ficam com uso bloqueado durante um turno.

Local que vai ficando cada vez mais cheio ao longo da partida.

XCOM é um cooperativo bastante difícil, onde os jogadores precisam ter uma sintonia muito boa. O tempo para decisões é extremamente curto, então não há como ficar discutindo. A concentração na partida precisa ser total, não tem como parar para nada. No máximo, uma ida rápida ao banheiro na fase de Resolução. Considero que a utilização do aplicativo só agregou a experiência imersiva, que é o objetivo do jogo. Sendo algo inovador é compreensível uma certa resistência inicial por parte dos jogadores. Porém, discordo de quem diz que o aplicativo deveria ser opcional. Acho que veremos cada vez mais a integração de tecnologia em jogos de tabuleiro, assim como outras inovações como as utilizadas nos super comentados Pandemic Legacy e T.I.M.E. Stories. Em diferentes graus, a intenção é a mesma, dar ao jogador uma nova experiência.

Saiba mais ouvindo o podcast que gravamos sobre o jogo:



sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Quissama


Quissama foi um jogo que até chamou minha atenção, mas não o suficiente para participar do financiamento coletivo. Quando os apoiadores começaram a receber suas cópias e a postar as fotos bateu um certo arrependimento, ainda mais que o preço quase dobrou. Porém, surgiu uma chance de comprá-lo pagando em dinheiro praticamente o mesmo valor cobrado na época do FC. Isso foi possível utilizando um jogo que estava encostado aqui em casa como parte do pagamento. As pessoas podem surgir com presentes bizarros quando sabem que a gente gosta de jogos de tabuleiro e de um determinado tema. Parece uma combinação infalível, mas não é. Pensei que nunca conseguiria encontrar alguém interessado naquilo, mas existe gente doida para tudo. Obrigada, Fel Barros!!! Acho que só um game designer para se interessar por um jogo tão estranho. 

Enfim, peguei minha cópia na Joga de Natal promovida pelo grande Cacá do E aí, tem jogo?  - um dos mais antigos e ativos blogs sobre o hobby em atividade. Ele está sempre realizando jogatinas especiais, mas devido a distância acabo nunca indo. Porém, na Joga de fim de ano a gente sempre tenta fazer um esforço extra, essa foi a segunda vez que estive presente. Minha ideia não era jogar o Quissama no evento, tanto que guardei o jogo ainda lacrado dentro da bolsa. 

Em jogatinas assim, costumo dar preferência a experimentar coisas novas que dificilmente tenho oportunidade. Nem sempre dá certo, mas a gente tenta. Meus alvos da vez eram: Dune e Tesla vs Edison. Medina também foi um jogo que chamou muito a minha atenção e deu bastante vontade de jogar, não o conhecia até aquele momento. Não rolou. Além do Quissama, acabei jogando outros já bem conhecidos e casuais como Timeline e Bullfrogs. Mas até que não posso reclamar tanto, pois pude experimentar Xia, um jogo que já fazia tempo que queria conhecer. Adoro temática espacial. Achei bem divertido, apesar de só termos jogado o básico, espero ter outras chances para explorar mais de suas possibilidades. Outro jogo que experimentei foi o Fala Dercy que, caso tudo dê certo nas negociações e seja realmente lançado, promete ser o nosso grande party game nacional. Não esperava que fosse gostar tanto dele. Já tinha visto em eventos, Felipe chegou até a imprimir o PNP, mas nunca tinha me interessado.

Mas voltando ao Quissama, a cópia do Cacá estava aberta a disposição, porque haviam mais unidades lacradas disponíveis para quem quisesse comprar. Enquanto aproveitava para olhar os componentes do jogo, apareceu um pessoal interessado em colocá-lo na mesa. Ninguém sabia as regras, o lance seria ler o manual ali na hora. Não parecia ser uma tarefa difícil, o jogo não é grande, assim como seu manual. Mas após montado o setup, começaram as dores. Eramos quatro jogadores, mais uma quinta pessoa que estava de expectadora. O manual foi passando de mão em mão para ver se alguém conseguia decifrar. A gente não estava acreditando, porque não era possível que o jogo fosse assim tão complicado. E realmente, não é. Depois de entendida as regras é até bem fácil.

Relevem a falha na montagem do setup. Ficou faltando um capoeira em uma das Praças Guaiamuns. 

Uma coisa que complicou muito a gente foi que o manual mistura as regras com lore, ele vai explicando as ações utilizando os nomes dados a cada coisa no jogo, sem fazer uma correlação prévia. No primeiro contato, o que o jogador vai ver predominantemente são cartas divididas entre as cores vermelha e azul, assim como o tabuleiro também é dividido dessa forma. Então, quando se lê no manual o tempo todo referência só a Guaiamuns e a Nagoas, acho que é natural se sentir meio perdido. O fato de estarmos lendo o manual apresadamente no meio de um evento cheio de barulho em volta também não colaborou, talvez lendo com calma em casa a dificuldade não seria tanta. Ainda assim, acredito que um manual tão pequeno de um jogo tão simples deveria ser de uma compreensão mais imediata.

Antes de escrever sobre as regras, gostaria de comentar sobre os componentes, que junto com o manual se destacam negativamente no jogo. Quissama tem as piores cartas com as quais já tive contato na vida, elas são extremamente finas. A impressão que dá é que vão se desfazer na sua mão. A primeira coisa feita ao abrir a cópia do jogo aqui em casa foi sleevar todas as cartas, ainda bem que elas possuem aquele tamanho mais tradicional, então já tinha os sleeves aqui. Outra coisa que não gostei e achei incompreensível foi a expansão para adicionar um quinto jogador, que nada mais é que um conjunto extra de meeples. Não reclamo por uma questão de custo, só acho que deixou uma impressão ruim por nada. O jogador olha a indicação 2-5 impressa na caixa e aquele espaço vazio no insert, não ficou bacana isso.

Depois que descobri que as moedas devem ficar no espaço menor dentro de onde estão os meeples pretos. Essa área lateral é para um tapete para organização de área de jogo que eles estão vendendo separado.

Imagem do tal tapete organizador. Não curti estarem vendendo por fora, assim como os meeples para o quinto jogador. Pareceu que caparam o jogo de propósito. 

Mas nem só de reclamações vivem as minhas impressões sobre os componentes de Quissama. O insert é bom, muito melhor do que aquelas porcarias de papelão que a maioria dos jogos usam só para não ficar tudo solto dentro da caixa, mas que em matéria de organização mais atrapalha do que ajuda. Ele comporta todos os componentes confortavelmente. Os meeples não são aqueles tradicionais de madeira, eles são feitos de resina, mas ficaram bacanas. Porém, o que eu mais curti foi a arte. Tanto o tabuleiro quanto as cartas estão bem bonitos. Achei que a arte tem toda uma personalidade própria que se encaixa perfeitamente com a temática. Ela é meio cartoon, mas sem cair para o lado do humor. A diagramação também ficou muito boa, apesar de não haver tantos elementos para serem organizados no tabuleiro. Gostei bastante do resumo de ações em cada lateral, torna fácil lembrar as opções do jogador. Só a ordem do turno me pareceu confusa e não traz a ação de compra dos personagens, parece que não acharam uma forma simples de colocar isso expresso no tabuleiro.

Todos os lados do tabuleiro vem com um resumo bem bacana das ações.

Quissama é um jogo baseado em um livro que conta a história do escravo foragido que com a ajuda de um detetive inglês tenta encontrar sua mãe. Misturado aos personagens do livro, temos algumas figuras históricas reais. O lance do jogo é conseguir "comprar" um deles e cumprir o seu objetivo. Cada jogador começa com cinco cartas na mão e um meeple em dos espaços de Comércio. Além dos personagens que apresentam as condições de vitória possíveis no jogo, teremos também aberta na mesa três cartas que são chamadas de Mercado.

Os personagens.

Em Quissama não existe limite de ações, o jogador pode fazer quantas ações puder com as cartas que possui na mão. Ele é um set collection simples. Não existem muitas variações de cartas, apenas uma ou outra carta com poder especial. Baseado nas diferentes combinações de cartas, o jogador pode colocar um meeple no Ministério (que só pode ser retirado com o uso de uma carta específica), isso lhe possibilita comprar uma carta no início do turno; abrir um novo Comércio, para fazer mais dinheiro; Libertar escravos, eles entram da reserva (Senzala) nas Praças; Contratar os capoeiras (nome dado aos escravos libertos) da Praça para o seu Comércio, que só gera dinheiro quando está completo e Atacar o Comércio dos amiguinhos, sempre com a facção contrária e se a Praça estiver com capoeiras, o ataque será primeiro nela. Uma vez no turno o jogador pode trocar uma carta de sua mão com uma disponível no Mercado. Ele também pode descartar quantas cartas quiser e repor a mão até cinco cartas, não é permitido ter mais do que isso ao final do turno.

Cartas comuns.

Cartas especiais.


Como cada jogador começa com um Comércio e temos pelo setup dois capoeiras por Praça, a ação mais comum de início de partida é tentar Contratar para gerar mais dinheiro, um requisito presente em quase todas as ações. Conseguir completar rapidamente um Comércio é muito bom. O dinheiro ganho através dele é indicado por moedas. Depois fica fácil abrir mais Comércios. Se não conseguir Contratar, outra ação comum é Libertar para colocar mais capoeiras na Praça, o que é bom porque protege seu Comércio de ataques. Não é bom Contratar e deixar a Praça vazia. Achei bem difícil realizar ataques nesse jogo. Por fim, temos a ação de Ministério que só pode ser desfeita utilizando a carta de escândalo, só existem seis delas no deck e quando utilizadas, não são descartadas, mas saem de jogo. Ter Ministros é muito bom, pois deixa comprar carta no início do turno, mas se for utilizado muito no início do jogo existe um risco grande de ter ser retirado, se no final não aproveitará tanto a vantagem oferecida pela posição. Tem um pouco de sorte envolvida nisso.

Contratando.

Abrindo um novo Comércio.

Colocando novos capoeiras na Praça.

Atacando o Comércio do amiguinho.

Colocando Ministro.

Expulsando um Ministro.

A parte de pegar os personagens é que é mais chatinha, mas ao mesmo tempo mais interessante e onde está a rejogabilidade de Quissama. Cada um deles exige uma combinação de cartas específica, assim como as outras ações só que um pouco mais difíceis. Além disso, é necessário jogar as cartas duas vezes, porque o que o jogador faz na verdade é tentar trazer aquele personagem para o seu lado através da Influência. Ao conquistar um personagem, o jogador passa a contar com a habilidade especial dele. Mas nada garante que aquele personagem que deu tanto trabalho para conseguir vai permanecer ao seu lado. Os outros jogadores podem jogar a combinação de cartas necessárias com um adicional de penalidade para tentar roubá-lo. Quando um outro jogador tem Influência sobre um personagem seu, a habilidade especial não pode ser utilizada. É preciso utilizar mais uma vez a combinação especifica de cartas para retirar a Influência do oponente. Acho que com a experiência no jogo esse se torna o ponto principal. Até porque, um jogador pode conquistar um personagem com o objetivo já cumprido ou quase e aí conseguir uma rápida vitória. Mas a principio, a disputa não é tão grande, meio que cada um pega o seu e tenta cumprir o objetivo o mais rápido possível.

Influenciando o Alemão.

Influenciando para roubar o personagem do amiguinho.

A primeira partida foi com quatro jogadores e eu era a mais inexperiente da mesa. Os outros três eram todos bem heavy gamers. Tive bastante dificuldade para desenvolver meu jogo, as cartas não vinham. Não consegui pegar nenhum personagem. O pessoal conseguiu pegar os personagens e rolou até bastante disputa na reta final. Na segunda partida, só eu e Felipe foi mais tranquilo, cada um pegou um personagem, só que eu demorei muito para pegar o meu e ele quando pegou o dele já estava com o objetivo praticamente feito. O personagem do Felipe era o José de Alencar e ele ficou fazendo aquela piadinha sem graça da Senhora. Mais uma vezes, eu senti uma dificuldade bem grande em gerenciar minha mão. Reclamei que estava achando isso muito apertado e ele argumentou que essa tinha que ser a grande dificuldade do jogo tendo em vista sua mecânica principal.

Tão engraçadinho. ¬¬

Depois de jogar pela primeira vez, minha vontade imediata foi devolver o jogo ainda lacrado e pegar o meu dinheiro de volta. Porém, após uma nova partida já sabendo as regras e na calma do lar, achei que o jogo fluiu melhor e tem potencial para ver bastante mesa. Ele tem uma temática muito interessante, eu sou gosto bastante de temas nacionais. O manual vem com várias sugestões de variantes, quero experimentá-las. Deve ser uma experiência muito mais legal para quem leu o livro, ele tem um personagem que deve ser extremamente importante na história, que é o Alemão, pois ele tem uma área no tabuleiro (Cabeça de Porco) que só serve para cumprir o objetivo dele. Se ninguém pegar esse personagem, fica uma área sem uso. Uma partida com quatro jogadores é bem mais apertada do que com apenas dois jogadores. Com uma quantidade menor, é mais fácil fazer as ações no tabuleiro, praticamente não há necessidade de realizar ataques. Mas como a questão é cumprir os objetivos do personagem escolhido, o jogo mantém seu equilíbrio. Pelo preço que foi custou, acho que no final das contas valeu a aquisição. Se fosse para comprar pelo valor cheio, que está atualmente sendo cobrado, acho que não pegaria, existem opções mais atraentes.

O hype atrapalhou o jogo nesse caso, pois criei muitas expectativas. Ele diverte apenas, nada além disso. Eu não consegui sentir um pingo de imersão na história, poderia ser qualquer outra coisa ali. As regras são simples e possuem até uma certa elegância, mas faltou um maior refinamento. Acho que Quissama tinha potencial para entregar bem mais. Acabou sendo apenas um jogo regular, talvez com um pouco de boa vontade até bom. Mas não passa disso. O que eu realmente acho uma pena. Ou talvez, eu simplesmente não seja o público-alvo, isso é algo para sempre levar em consideração.

Saiba mais ouvindo o podcast que gravamos sobre o jogo:



terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Guadalupeças - O Retorno


Depois de alguns meses sem termos condições de realizar nosso querido Guadalupeças, já estávamos achando que só íamos retomar as atividades no ano que vem, surpreendentemente conseguimos fazer uma última edição ainda em 2015. Contamos presença de alguns amigos e parceiros do evento, gente que está sempre presente nos apoiando. Já fica aqui registrado nossos agradecimentos ao Filipe Cunha da Pensamento Coletivo (Gunrunners é foda. Comprem!!!) e ao pessoal da Riachuelo Games que promoveu um campeonato do excelente Orcorrida, joguinho bem rápido e divertido, que deve ser lançado em breve. Tivemos também a presença do Christophe Boelinger, provando o quanto é gente fina, não importa se o evento é grande ou pequeno, a simpatia permanece a mesma.

Galera jogando Orcorrida.

Os campeões.

O Guadalupeças está começando mais cedo, por isso estávamos com medo de ficarmos um bom tempo lá sozinhos, mas teve um quantidade razoável de pessoas que chegaram cedo. Nós levamos um bolo para comemorar o aniversário de uma amiga com refrigerante e também rolou café com pão de queijo. Por volta das 9 da manhã, já estávamos todos posicionados para começar os jogos. O Felipe abriu os trabalhos do dia com Tash-Kalar. Eu não conheço o jogo, mas sempre ouvi muitos comentários e como ele gostou muito, tenho certeza que logo estará aqui em casa. Então, terei muitas oportunidades para conhecer. Uma opção para quem quiser conhecer é a versão digital no BGA.

Esse jogo ia ficar perfeito com miniaturas, tokens são muito sem graça. #ironia

Eu comecei jogando Dungeon Twister Prison porque eu queria ter a oportunidade de comparar o board e o card. Pude comprovar que realmente a adaptação foi muito bem feita como todo mundo diz, o nível de similaridade é enorme. Mas eu prefiro o card. Ele tem uma flexibilidade maior, porque não tem um setup fixo como o board, você escolhe o tamanho do seu jogo de acordo com a sua disposição de tempo e paciência. Outra coisa que eu gosto muito no card, foi a solução dada à questão de posicionamento dos personagens nas salas. Isso não apenas resolve um problema de adaptação, mas adiciona todo um novo grau de dificuldade que compensa a perda de complexidade em relação ao board pela redução de tamanho da masmorra.

Faria mais sentido uma foto do tabuleiro, eu sei. 

A minha maior dificuldade jogando o board foi lidar com as dimensões muito amplas do jogo. Tive dificuldade em administrar tantos personagens ao mesmo tempo e ter que tentar cruzar uma distância muito maior. O esquema de ações do board também gerou algum estranhamento, acho que ele é a diferença mais significativa. No card, o esquema é jogador inicial com dois pontos e depois disso todo mundo sempre com três pontos, podendo acumular pontos para o próximo turno quando utilizar uma quantidade menor de ações no atual. No board, as ações são controladas por cartas, a regra é que jogador precisa jogar uma carta igual ou menor que a utilizada pelo oponente. É uma forma de controle de ações bem mais complexa, que exige e permite um planejamento muito mais estratégico. Foi a única coisa no board que eu curti mais do que no card.

Eu joguei com o Filipe Cunha que é super hardgamer, no board a questão da necessidade de nivelamento fica bem mais evidente. Ele mesmo comentou isso, após ter me massacrado. Não pegaria o jogo porque ele tem uma pegada muito parecida com diversos outros com a temática, apesar de ter apreciado bastante a mecânica, é muito bem integrada. Mas eu fico mais com a flexibilidade e a inovação implantada pela necessidade de adaptar a questão de posicionamento dentro da masmorra do card.

Depois de queimar tanto o cérebro com o Dungeon Twister Prison foi a vez de jogar algo para relaxar, então fui conhecer o extremamente rápido e divertido Fruit Salad. Cada jogador na sua vez rola dois dados, um numérico e outro com as frutas. Todos vão colocando suas cartas em uma pilha no centro da mesa e quem achar que o resultado rolado já foi alcançado deve bater com a mão nelas para indicar isso. Caso esteja correto, ele pega uma carta para marcar o acerto e distribui o restante das cartas para os outros jogadores, na proporção desejada. Caso esteja errado, fica com todas as cartas para si. O jogo acaba quando alguém consegue quatro acertos ou fica sem cartas na mão.

Geralmente, várias pessoas tentam bater ao mesmo tempo. Cuidado para não machucar o amiguinho.

As cartas são secretas, os jogadores recebem elas viradas para baixo, só sendo reveladas no momento em que são colocadas na pilha. As cartas possuem o desenho de frutas variadas em diferentes quantidades e combinações, além disso algumas cartas possuem um simbolo para rolar novamente o dado numérico ou de fruta. É o momento que dá nó na cabeça de todo mundo. Por exemplo: A fruta era morango e o número seis, aí muda para laranja. Todo mundo estava prestando atenção aos morangos, é difícil contar várias frutas ao mesmo tempo.

Eu venci a partida que joguei pelo critério de ficar sem cartas na mão. Achei isso meio injusto, porque eu não bati nenhuma vez para tentar acertar a quantidade de frutas. Eu venci pelo erro dos outros basicamente. Na minha opinião, deveria existir apenas o critério dos quatro acertos e quem ficasse sem cartas na mão estava fora da partida. É assim que funciona em Halli Galli, porque o objetivo é justamente o contrário, quanto mais cartas na mão melhor. Só depois que me liguei na semelhança entre os dois. O Fruit Salad acrescenta uma variação mais interessante ao acrescentar os dados, mas para quem tem o jogo da Copag usar o sino pode ser uma opção bacana, porque o risco de levar um tapão na mão é bem alto. Queria ter lembrado do Halli Galli na hora, seria legal perguntar ao Christophe Boelinger se rolou alguma inspiração.

Fruit Salad talvez seja lançado aqui no Brasil pela Conclave Editora, se vier com um bom preço pode ser uma opção interessante de Party Game. Na minha opinião, o problema dele é o formato redondo das cartas. Faz todo sentido tematicamente, mas não é nada prático, já que não existe sleeve neste formato. Ele é um jogo em que as cartas sofrem um desgaste bem rápido, porque são embaralhadas muitas vez e tem a questão de bater em cima delas.

Muito bonitinho o jogo.

O último jogo do dia foi Dogs do Macri, o Christophe Boelinger estava com muita vontade de jogá-lo porque está criando um dentro da mesma temática. No geral, ele gostou bastante. Mas criticou a limitação das ações da fase dois do turno. Ele achou que isso deixou o jogo travado e não fazia sentido tematicamente. Engraçado que eu acho Dogs muito tranquilo nesse sentido. Nunca fiquei bloqueada no jogo por não poder usar uma determinada ação que gostaria, até porque sempre tento pensar em outras alternativas.

Christophe Boelinger conhecendo Dogs.

Ele e a esposa fizeram uma verdadeira corrida para ver quem pegava mais cães e no fim não conseguiram alimentá-los. Foi a primeira vez que vi a capacidade máxima da enfermaria ser ultrapassada. Não sei se foi o Felipe que não explicou direito o jogo ou se foi uma falha na percepção deles. A ideia não é ter mais cães, mas sim quem administra melhor o canil. De qualquer forma, foi muito interessante observar a visão de alguém em uma posição que possibilita tanta isenção para avaliar um jogo, independente de concordar ou não.

Confira abaixo algumas fotos de outros jogos que rolaram nessa edição do Guadalupeças.

Playteste de Invasores. Queria muito ter jogado.

Tradicional Ticket To Ride.

World Without End, sequência de The Pillars Of The Eath.

Raiders Of The North Sea.

Ouça o nosso podcast especial sobre o evento.