segunda-feira, 30 de junho de 2014

Rampage


Mais um jogo sensacional do Antoine Bauza. Além de Takenoko, esse cara também é autor de 7 Wonders e Hanabi, isso só para citar os que já joguei. Em Rampage, o Panda comedor de bambu dá lugar aos Monstros comedores de Meeples. Quem é das antigas deve ter lembrado de um certo arcade dos anos 80. É praticamente uma adaptação do digital para o analógico, porém não é nada oficial, portanto acho que podemos considerar como uma homenagem.


Em Rampage, cada jogador é um Monstro e o tabuleiro é a cidade a ser destruída. Ganha quem devorar mais pedaços de prédios e conjuntos de Meeples. Mas para isso é preciso conseguir manter os dentes na boca. Cada Monstro possui 6 dentes, 2 fixos e 4 removíveis. A quantidade de Meeples que poderão ser comidos depende de quantos dentes o Monstro possui.


O tabuleiro de cidade é muito bonito, mas chatinho de montar. Na primeira vez, é necessário colar as bases dos prédios. É preciso ter cuidado, porque se ficar torto já era, principalmente a base principal que fica no meio e é a maior de todas. Os prédios são erguidos usando os Meeples como sustentação. Cada andar possui dois lados distintos, o interno e o externo, além do desenho dos Meeples para mostrar exatamente qual é o posicionamento. A cidade é dividida em áreas, diferenciadas por cores distintas.


No início do jogo, cada jogador recebe 3 cartas que vão diferenciar os Monstros entre si: 1 carta de superpoder secreta com uso único, 1 carta de poder e 1 carta de característica. As duas últimas podem ser utilizadas a qualquer momento e ficam abertas sobre a mesa, todos os jogadores podem ver. São 4 as ações disponíveis: Mover, Demolir, Soprar e Jogar Veículo. Porém, só é possível realizar 2 ações por turno, podendo ser repetidas se o jogador assim desejar.



Para Mover o Monstro é necessário dar um peteleco na base redonda sobre a qual o mesmo fica posicionado, que representa suas patas. Se a base encostar na calçada de um dos prédios é possível utilizar a ação de Demolir, que consiste em segurar o Monstro com a mão e soltá-lo sobre o prédio com o braço esticado. Para realizar a ação de Soprar, o jogador deve posicionar seu queixo sobre a cabeça do Monstro, o ar não pode ser puxado e segurado com antecedência. Essa ação é uma sacanagem com as pessoas mais fofinhas. Por fim, se houver algum carro na mesma área que o seu Monstro, esse pode ser arremessado contra um prédio ou Monstro adversário. O carro é posicionado sobre a cabeça do Monstro e jogado através de um peteleco. Todas as ações só podem ser obrigatoriamente praticadas com o jogador sentado.



Depois de realizadas as ações, chegou a hora de alimentar seu Monstro. Um pedaço de prédio que não tenha nada em cima pode ser comido, assim como os Meeples que estiverem espalhados na mesma área do mapa que o Monstro. Os Meeples que estiverem ainda nas ruínas dos prédios ou na calçada não podem ser devorados. É importante também não esquecer que só é permitido comer a quantidade de Meeples equivalente ao número de dentes.

Em meio a toda essa confusão causada pelos Monstros na cidade, as vezes alguns Meeples conseguem escapar. Os Meeples que estiverem completamente fora do tabuleiro vão para o Quadro de Fugitivos,  que é dividido em várias linhas, ao término de cada delas, uma punição é aplicada ao jogador que a completou. Ele possui dois lados, qual será utilizado é uma decisão que deve ser tomada antes do jogo começar. Um lado acelera mais a partida, pois se completado é o fim imediatamente. O outro lado agrupa os Meeples por cores e após a punição ser aplicada, a linha é zerada.



As punições em geral envolvem perder dente e mais alguma coisa. Outras formas de ficar banguela são: derrubar acidentalmente qualquer elemento do tabuleiro, sair do mapa durante a ação de Mover (além disso, volta para área inicial) e ser derrubado por outro Monstro. No último caso, o adversário come o seu dente, isso dá ponto no final também. Assim, como é pontuado os dentes que seu Monstro conseguir manter na boca. Se o Monstro não tiver mais dentes, ele deve dar dois Meeples do seu estômago. O Monstro caído fica como obstáculo no mapa só podendo levantar quando chegar a vez do jogador que o controla.

O jogo acaba quando todos os prédios da cidade forem devorados. Então, os outros jogadores tem mais um turno e vamos à contagem dos pontos. Os conjuntos completos de Meeples valem 10 pontos cada. Os Meeples não pontuam individualmente, uma contagem desse tipo só serve como critério de desempate. Cada dente comido do adversário vale 2 pontos e os seus próprios que forem mantidos valem 3 pontos. Cada piso de prédio vale 1 ponto.


Essa é a forma de contagem geral da pontuação, mas isso muda muito de acordo com as cartas que cada jogador tiver. São elas as maiores responsáveis pela rejogabilidade de Rampage. Tornam o jogo  mais disputado e emocionante. A mecânica em si é muito legal, com toda essa interatividade entre os jogadores e os componentes.

Além das cartas, Rampage garante sua rejogabilidade com uma série de regras variantes muito bacanas. Como sempre, só li o manual agora para escrever o texto (tenho que parar com isso), então não as conhecia. Depois vou experimentar cada uma delas, só vai ser difícil a que junta dois tabuleiros para fazer um partidão com 8 pessoas. Deve ser o caos total.

Como comprar essa belezinha? Não lembro de já ter visto esse jogo a venda aqui no Brasil. A caixa dele, desnecessariamente enorme, não ajuda na importação. Porém é fácil encontrar em lojas como Miniature Market e Cool Stuff com um preço que considero acessível. No momento em que esse texto foi escrito estava em torno 40 dólares.

Apesar de não ter um apelo temático tão forte em relação ao público feminino como Takenoko, acredito que ele possa agradar bastante por sua mecânica diferenciada. Rampage tem um aspecto Party muito forte, é um jogo para brincar. Ninguém se estressa com ele, por maior que seja o espírito competitivo.

domingo, 22 de junho de 2014

Castelo dos Dados... Ops... das Peças


Mais uma excelente edição do Castelo das Peças, muitos jogos bacanas e diferentes, além da oportunidade de conhecer novas pessoas legais que compartilham o gosto pelo nosso tão querido hobby. O título do post foi porque basicamente foi um dia só de jogos de dados, com exceção de Go. Comecei os trabalhos com o simpático Buccaneer Bones, mais uma comprinha surpresa do Felipe para aumentar a coleção dos jogos pequenos. O tema desse é Piratas, não é algo que me atraia muito, mas a qualidade dos componentes e a mecânica simples e bem encaixadinha me conquistaram.

Acho que desde Dungeon Roll não vi um jogo desses pequenos tão caprichado. Ele é composto por fichas de navio e tesouro semelhantes ao material utilizado em Gamão ou Dominó. Cada jogador tem seu mapa, onde os navio serão movimentados através de rolagem de dados. O objetivo é ir do porto até a ilha para pegar o tesouro e voltar. Ganha quem conseguir acumular três tesouros. 


São 6 navios que serão movimentados de acordo com o resultado do dado. A principio, todos os jogadores começam com quatro dados. É preciso dois dados de mesmo valor para mover o navio um espaço, para chegar na ilha é necessário três dados com numeração igual. Depois da primeira rolagem, é possível fazer mais uma com a quantidade de dados que se desejar. Outras rolagens, dados e aumento ou diminuição em um do valor de um dado rolado são bônus oferecidos ao jogador quando parado com seu navio em uma determinada ilha.

Se os resultados dos dados não lhe permitirem fazer nenhuma ação de movimento, entra em ação a peça do Primeiro Imediato. Ele pode ser colocado em qualquer ilha para conquistar o bônus da mesma na próxima rodada, outra ação possível é tentar roubar o tesouro de outro jogador. Para voltar da ilha para o porto com o tesouro só através dos três dados iguais, não é permitida a mesma movimentação de dois dados iguais como na ida.

O jogo básico foi vendido no Kickstarter por nove dólares, preço bem barato para o nível de qualidade oferecido. A versão que o Felipe comprou é com expansão, que é só para aumentar a quantidade de quatro para oito jogadores. Além disso, veio uma bolsa, um saquinho e um imã de geladeira (?). A caixa comporta bem todos os componentes e tem uma arte bonitinha. Os mapas são simples e funcionais, mas com um layout agradável. É um jogo que vale bastante a pena.


Depois joguei A Fistful Of Penguins, que estava sendo oferecido em uma das opções de pacotes de compras do Buccaneers Bones. Esse o Felipe não pegou, o que foi bom, pois não curti. A temática é completamente forçada e mesmo a mecânica não me agradou. São dados de animais, cada tipo oferece uma forma de pontuação. São três rodadas, ganha quem somar mais pontos. Os pinguins servem como moeda no jogo para rolar os dados novamente ou pegar mais dados. Os pinguins são extremamente bonitos, feitos com um material transparente bacana, nas cores lilás e amarela. Os dados também não eram ruins. Agora as fichas de pontuação eram horrorosas, do plástico mais vagabundo possível. Gastaram toda a verba do jogo com os pinguins. Mas o problema foi a mecânica baseada simplesmente na busca pelas melhores combinações matemáticas.


Agora vem a grande descoberta do dia: Würfelwurst. A temática também forçada, mas o diferencial é que o jogo não se leva a sério, é pura zoeira. Novamente temos dados de animais, porém junto com eles temos dados numéricos. A cada rolagem de dados o jogador precisa ficar com no mínimo um e pode rolar novamente todo o resto. Cada animal só pode ser utilizado uma vez, a pontuação é feita multiplicando o valor do menor dado pela quantidade de dados iguais de animais. A questão é que duas das faces dos dados numéricos são SALSICHAS SORRIDENTES.


Elas podem ser excelentes se você conseguir fechar a rodada com todos os dados numéricos na face de salsicha, pois valem mais pontos. Mas elas podem ser uma desgraça, pois quando junto de outros resultados valem apenas um ponto. É um joguinho totalmente de pressione sua sorte. Foi muito divertido, espero encontrá-lo por aí algum dia por um precinho bacana. São SALSICHAS SORRIDENTES, entende? É muito nonsense e eu gosto desse tipo de loucura. Perdi por apenas um ponto de diferença.


Então foi hora de finalmente jogar Gekido, o novo jogo do Fel Barros, criador de Warzoo. Joguinho simples e divertido, é basicamente porrada de dragão através de rolagem de dados. Mais uma vez temos o fator de múltiplas rolagens presentes. Rola os dados a primeira vez, separa o que lhe interessar, aposta em um dos golpes disponíveis e rola de novo. Você pode apostar em um golpe que já tenha conseguido logo na primeira rolagem e ficar garantido ou apostar em outro golpe tentando a sorte na segunda rolagem. O maior charme do jogo são as miniaturas de dragões em um material que lembra biscuit, porém mais resistente. Só acho que o Fel deu um mole não colocando o dragão de três cabeças na cor vermelha. FIRE AND BLOOD!!! lol


Antes da pausa para o almoço ainda rolou um divertido Blueprints, com direito a um genial Palácio de Cristal no primeiro turno. Tivemos uma partida bem disputada, depois de ter estudado o manual para fazer o texto aqui no blog estou jogando bem melhor. Mas jogar contra um oponente do nível do Marcelo Groo é complicado, ele podia ser novato nesse jogo especificamente, mas toda experiência em tantos outros jogos sempre vai pesar favoravelmente.


Hora de matar a fome para ter energias para queimar o cérebro um pouquinho no Go. Gostaria de agradecer ao simpático Marco Curvello que teve a enorme paciência de jogar comigo. Eu sou uma grande entusiasta do jogo, acho que é um dos melhores já inventados. Ele é extremamente simples e complexo ao mesmo tempo, isso é genial. Espero algum dia aprender a jogar de uma forma minimamente decente. Foi a primeira vez que joguei com alguém que realmente sabia jogar bem.  Ele me deu boas dicas, mas Go é o tipo de jogo que só se evolui praticando, pois é necessário desenvolver uma capacidade de percepção ampla e planejamento prévio.


quinta-feira, 19 de junho de 2014

Takenoko


O jogo mais bonito e fofo de todos os tempos. Olhar para Takenoko é como olhar para um bebê, é praticamente impossível não ficar com aquela cara de admiração idiota. O efeito é ainda mais intenso no público feminino. Não é só pelo Panda, o Jardineiro e os brotos de bambu; todos os detalhes do jogo são incríveis e o material de alta qualidade. O que pode nos levar a uma ideia equivocada de que esse seja apenas um jogo lindo. Não, Takenoko não é apenas isso, apesar de ter a aparência como seu grande atrativo.


A primeira vez que joguei, achei que era apenas beleza. Foi divertido, mas nada de tão incrível. Porém, quando comecei a jogar online com os gringos no BGA é que comecei a ver o quanto o jogo é bom. Foi o fim da fofura e o início da porradaria. O esquema é completar objetivo. Ganha quem fizer o maior número de pontos. A partida acaba quando o primeiro jogar a sétima, oitava ou nona carta, dependendo do número de participantes. Então, os demais terão uma última rodada e vamos à soma de pontos. Nem sempre, quem joga a carta que encerra o jogo, vai necessariamente vencê-lo. Mas ganha uma carta bônus, chamada de carta do Imperador, que pode ser a diferença entre a derrota e a vitória. Da última vez que joguei, perdi por causa dessa carta.

 
Em Takenoko, temos 3 tipos diferentes de cartas de objetivo: Canteiro, Jardineiro e Panda. Cada jogador começa com uma de cada, o limite é de 5 na mão. As ações possíveis são: Comprar Canteiros, Comprar Irrigação, Mover o Jardineiro, Mover o Panda e Comprar Objetivo. Todos os jogadores podem realizar 2 ações distintas. O jogo começa com apenas o tile especial de lagoa onde ficam o Panda e o Jardineiro. Cada jogador também possui seu tabuleiro individual onde controla suas ações e armazena seus recursos.


 


No inicio do jogo, em geral, todos utilizam a ação de Comprar Canteiros, esses são de 3 tipos: Rosa, Amarelo e Verde. Serão abertos 3 aleatórios e o jogador escolherá um para colocar em qualquer lugar de desejar. Quando começa a partida é tranquilo, todos vão colocando seus Canteiros ao redor do tile especial de lagoa que garante o crescimento de bambu. Depois que não é mais possível colocá-los diretamente ligados, entram os Canais de Irrigação. Eles servem para levar água do tile de lagoa até o local desejado pelo jogador. O bambu só nasce em Canteiros irrigados. Para cumprir objetivos de Canteiro a mesma coisa.



O Jardineiro e o Panda se movem em linha reta em qualquer direção e quantidade de Canteiros. O Panda come um broto de bambu no local onde termina seu movimento. O Jardineiro faz crescer um broto de bambu não apenas no local onde termina seu movimento, mas também nas áreas adjacentes da mesma cor e que estejam irrigadas.


Comprar carta de objetivo é onde reside a polêmica do jogo, pois existe uma regra avançada que diz que se for comprada uma carta cujo objetivo já tenha sido cumprido, a mesma deve ser descartada e uma nova compra realizada. Eu, particularmente, acho que o jogo fica mais equilibrado dessa forma. Porém, além de ser uma regra opcional, ela ainda deixa margem para mais de uma interpretação, pois fala de objetivos cumpridos no jardim de bambu, o que nos leva a pensar em Canteiro e Jardineiro. Ficando a dúvida sobre o Panda, até porque a diversidade desse objetivo é bem limitada, além de ser o único a depender exclusivamente da ação do próprio jogador.

Após a primeira rodada entra em ação o dado de clima, que vai conceder bônus diversos. O dado é rolado antes de qualquer ação, mas a utilização do resultado não é obrigatória. Os resultados possíveis são: Sol (3 ações), Chuva (crescer bambu em qualquer lugar irrigado), Nublado (escolhe uma melhoria), Vento (2 ações iguais), Tempestade (o Panda pode comer em qualquer lugar) e Interrogação (escolhe qualquer uma das anteriores).

Dos resultados acima, acho que o único que precisa de explicação é o Nublado, no qual o jogador ganha uma melhoria a sua escolha. As melhorias são de 3 tipos: Bacia Hidrográfica, Cercas e Fertilizantes. Essas melhorias também podem já vir impressas nos Canteiros e não são acumulativas.
 
A Bacia Hidrográfica fornece toda a água necessária para o crescimento de bambu, dispensando assim a necessidade de irrigação. Porém, não se pode puxar irrigação a partir dessa melhoria. A irrigação obrigatoriamente sempre deverá vir do tile inicial de lagoa. As Cercas impedem o Panda de comer e os Fertilizantes fazem o bambu crescer em dobro.

Os objetivos de Jardineiro em Canteiros com Cercas são os melhores, não tem como ninguém atrapalhar. Eu gosto muito dos objetivos de Jardineiro, na minha opinião, são os mais legais. Eles são os mais desafiadores, pois a qualquer momento o Panda pode vir e acabar com seu trabalho, principalmente se for um objetivo com mais de um Canteiro. Esses objetivos também pontuam bem.


Os objetivos de Canteiros são chatinhos porque tem um fator sorte envolvido, além de você ficar na dependência de Irrigação. Eu tenho muita dificuldade com eles e só procuro fazer o que está na minha mão inicial mesmo, não compro mais durante a partida. Já joguei com muito gringos que gostam desse tipo de objetivo, eles ficam mais fáceis de cumprir do meio para o final do jogo, ainda mais se os outros jogadores estiverem distraídos em outros objetivos.

Os objetivos de Panda são complementares, acho que não dá para vencer jogo só com eles. Em geral, os utilizo só no final, a menos que eu pegue bambu rosa e colorido, esses dois pontuam bem. As vezes eu coloco o Panda para comer, só para atrapalhar o objetivo de Jardineiro de alguém.

Takenoko é um jogo que permite um bom nível de interação entre os jogadores, apesar de os objetivos serem secretos, de acordo com as ações escolhidas dá para ter uma ideia do que o oponente já tentando fazer e atrapalhar seus planos, principalmente se você já jogou muitas vezes e já conhece bem os objetivos.

Porém, é um jogo que não enjoa. A rejogabilidade é incrível, cada partida é diferente uma da outra, pois são muitas as variáveis. Não é só um jogo absurdamente lindo, mas também muito inteligente e divertido. Suas regras são simples, sem serem bobas. O tempo de duração também é bacana, nem muito rápido nem muito longo. Funciona muito bem com qualquer quantidade de jogadores.

Muita gente pensa em comprar o jogo por causa de namoradas ou esposas, a aparência exuberante e a temática fofa, costumam despertar bastante interesse. É um bom gateway para esse público em especifico, que muitas vezes possui uma certa resistência. Mas pode comprar sem medo de desperdiçar dinheiro, mesmo que sua companheira não seja conquistada pelo charme do nosso querido Panda comedor de bambu (o que eu acho quase impossível), de qualquer forma você vai ter adquirido um jogaço.


terça-feira, 17 de junho de 2014

Docker


Docker é mais um jogo de mecânica simples e temática inusitada. Como se isso já não fosse suficientemente atrativo, ainda temos o fato dele ter sido criado como um abstrato de nome Omba, só depois alguém pensou em lhe atribuir um tema. O jogo é super simples, rápido e compacto. Sendo composto por um mini tabuleiro 3X3, 4 conjuntos de 3 quadrados e um D6 comum. Uma ótima pedida para matar o tempo em momentos de espera, além de não ocupar quase nenhum espaço.


O movimento dos quadrados é decidido pela rolagem de dados e ganha o jogador que conseguir continuar se movendo quando todos os outros estiverem imobilizados. Os quadrados não se movem apenas para os lados, mas também para cima. Você não só pode, como deve, colocar o seu quadrado sobre o de outros jogadores, deixando-os assim impedidos de realizar movimento.

Então, uma pessoa chegou e pensou: Esses quadrados poderiam representar containers descarregados por navios no porto, assim os jogadores seriam operadores de guindastes, disputando para organizar aqueles que estão sob sua responsabilidade da melhor forma possível. Isso é simplesmente genial, o jogo deixou de ser apenas um empilhar blocos sem motivo e ganhou uma historinha que é perfeita.

Agora vamos explicar um pouco melhor como essa gracinha de jogo funciona. Cada jogador rola um D6 e realizará o movimento de acordo com o resultado. No mini tabuleiro vem especificando com setas os locais por onde os quadrados podem entrar. O jogador tem como opção colocar um novo ou mover um já existente, porém todo o movimento deve ser feito com apenas um quadrado, não se pode dividir o resultado do dado. Além disso, o não é permitido passar duas vezes no mesmo lugar. Nada de ficar indo e voltando para gastar movimento.


Por ter uma movimentação baseada em rolagem de dados pode parecer ser um jogo baseado em sorte. Não há como negar que ela existe,  porém não é tão determinante quanto possa aparentar a principio. Docker é um jogo de lógica e tática, é preciso calcular muito bem o seu movimento para tentar minimizar ao máximo os perigos que os oponentes podem oferecer e deixar a maior possibilidade de caminhos em abertos para não ter o seu jogo arruínado por uma rolagem de dado desfavorável. É um jogo que dura poucos minutos, mas os quais serão recheados de um bom nível de esforço mental.


O jogo funciona muito bem com qualquer número de jogadores e não exige nenhuma mudança de regra. A diferença que se nota dependendo da quantidade de participantes é que quanto maior, mais o fator sorte marca presença, pois o espaço para movimentação se torna muito pouco rapidamente. Enquanto que em um jogo com dois jogadores existe espaço para um gerenciamento mais bem pensado de posicionamento.

Nunca vi esse jogo sendo vendido no Brasil, minha edição veio da França. Dei uma olhada nos principais sites gringos: Miniature Market e Cool Stuff e não encontrei nada. Mas é um jogo bem fácil de fazer versão homemade. Além disso, se estiver dando um passeio fora do país e encontrá-lo, já sabe que vale a compra. É um jogo bem barato, foi comprado por 10 Euros. Por fim, sempre tem aquela possibilidade de aparecer alguém vendendo por aqui.

sábado, 14 de junho de 2014

Blueprints


Eu gosto muito de jogos com mecânicas simples e temáticas diferentes. Blueprints tem essas características, além de um belíssimo trabalho de arte. Desde a caixa, passando pelo manual e todos os seus componentes não há do que reclamar. Tudo é de excelente qualidade e muito bonito. Se você, caro amigo leitor, tem algum conhecimento de desenho técnico, já matou de cara do que se trata esse jogo. Blueprint é o nome dado as representações de linhas brancas em fundo azul utilizados em projetos de Arquitetura e Engenharia. Por isso, acredito que o alto padrão do material apresentado é fundamental para uma devida coerência com a temática.


Blueprints é um jogo compacto, rápido e divertido. Ele se desenvolve em três rodadas, nas quais cada jogador receberá uma carta de plano, que traz o desenho de prédio em planta baixa (com número de andares e suas posições) e em 3D. A construção será realizada através de dados. Não por meio de um resultado de rolagem, como estamos acostumados em diversos jogos. Os dados são usados literalmente para dar vida ao seu projeto.

Os dados representam os materiais disponíveis para construção do prédio, temos 4 tipo diferentes: Laranja (Madeira), Verde (Material Reciclado), Preto (Concreto) e Transparente (Vidro). De acordo com o número de jogadores será rolada uma determinada quantidade de dados, em sua vez cada um irá escolher um dado para utilização e irá retirar um novo para reposição. Sempre haverá o mesmo número de dados disponíveis para todos. A rodada acaba depois que cada um tiver pego seu sexto dado.


A escolha dos dados é um questão de estratégia. Cada tipo de material pontua de uma forma diferente. Nesse ponto, o jogo proporciona bastante interatividade entre os jogadores. Todos podem se atrapalhar mutuamente, apesar das construções serem realizadas em segredo.  Os andares são erguidos sempre do maior para o menor. Nunca se pode colocar na parte de cima um dado de valor maior do que ó que está na parte de baixo, precisa ser sempre menor ou igual.


Pontuação dos Materiais:

Laranja: Marca dois pontos para cada dado adjacente, independente de número ou cor.
Verde: Marca pontos de acordo com a quantidade utilizada. Dados 1/2/3/4/5/6 correspondem respectivamente 2/5/10/15/20/30 em pontos.
Preto: Marca pontos individualmente de acordo com a altura. Andares 1/2/3/4 correspondem respectivamente 2/3/5/8 em pontos.
Transparente: Marca pontos individualmente de acordo com o número do próprio dado.

As pontuações das construções, que são zeradas a cada nova rodada, definem quem irá conquistar as cartas de prêmio e troféus, são elas que definirão o vencedor do jogo. Existem quatro tipo de prêmios diferentes, ao término da rodada cada jogador verificará se atingiu a condição exigida para conquista de algum deles. Dois jogadores diferentes não podem ficar com o mesmo prêmio. Nesse caso será utilizado o desempate.


No tabuleiro de contagem de pontos são colocados dois dados diferentes a cada nova rodada em um espaço próprio para isso. Quem tiver a maior quantidade de dados iguais aos disponibilizados no desempate ganha. Por isso temos dois dados, se no primeiro dado o empate prevalecer, passamos para o próximo. Se mesmo assim continuar, o que eu acho muito difícil, ganha quem jogou por último.


Os troféus são de três tipos: Ouro, Prata e Bronze, sendo concedidos aos jogadores que conquistaram as maiores pontuações na rodada. Sua utilização vai depender da quantidade de participantes no jogo. Os mesmos critérios de desempate se aplicam aqui também.


Os prêmios e troféus que vão sendo ganhos ao longo das rodadas são mantidos virados para baixo só sendo revelados no final no jogo. Aqui o desempate é por maior quantidade de prêmios e depois por mais troféus de Ouro, Prata e Bronze respectivamente.

Não é um jogo fácil de encontrar no Brasil, mas se por algum acaso topar com ele, não perca a oportunidade. Como eu já disse, é um jogo rápido, fácil, bonito e divertido. Funciona muito bem com qualquer número de jogadores. Uma mecânica simples utilizada de uma maneira inovadora para se encaixar com um tema bacana. Para fechar, é um jogo da Z-Man, uma das melhores publishers de jogos de mesa da atualidade.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Love Letter


Hoje é dia dos namorados, então resolvi escrever sobre um jogo com tema romântico. O objetivo em Love Letter é conquistar o coração da princesa. Os jogadores são pretendentes tentando entregar sua carta de amor. Cada sucesso é pontuado com um marcador de afeição. A princesa se apaixona por aquele que conseguir entregar quatro cartas primeiro. Mas fazer sua carta chegar até ela não será fácil, antes será necessário eliminar a concorrência. Para isso, é preciso ter aliados dentro do Castelo, cada um deles tem uma habilidade diferente. Ganha quem melhor souber usá-los.

Love Letter é um jogo muito simples e rápido, que costuma ter ótima aceitação entre novatos. É composto por 16 cartas de personagens, 4 cartas de referência e os marcadores de afeição. A versão que eu tenho é a Kanai Factory Limited Edition, que é um pouco diferente da versão mais popular do jogo. Além da arte em estilo japonês, alguns papéis são ligeiramente diferentes. Porém, mudando um nome aqui e ali, as habilidades permanecem praticamente inalteradas. A mecânica é exatamente a mesma.


No início, eu não gostei da Kanai Factory Limited Edition, preferia a arte da versão mais conhecida que vem em um saquinho de veludo vermelho. Um dos principais motivos para o Felipe não ter comprado. Realmente, um jogo sem caixa é complicado. Depois, ele me disse que a arte da nossa edição era a original, com o tempo fui acostumando com o trabalho do Noboru Sugiura e agora até prefiro.

Como eu disse, Love Letter é um jogo bem fácil. Começamos embaralhando as cartas e distribuindo em segredo uma para cada jogador. No seu turno, cada um vai comprar outra carta e escolher uma das duas obrigatoriamente para jogar, fazer o efeito da carta e passar para o próximo jogador. Se alguém ficar sem cartas na mão está fora da rodada. Se as cartas acabarem, impossibilitando a compra, ganha a rodada quem tiver a carta de maior valor. Quanto mais alta a numeração da carta, mais próximo da princesa é o personagem. Em caso de empate, ganha quem tiver a maior soma nas cartas do descarte.


Uma coisa importante, que não levei em consideração nas primeiras vezes que joguei, é que todas as cartas jogadas ficam na frente de quem as jogou. Não temos nesse jogo um descarte único. Isso é fundamental não só para o desempate, como explicado a cima, mas também facilita saber quem jogou o que e quais cartas um jogador pode ou não ter na mão. Essa informação é essencial na hora de escolher qual carta jogar.

Love Letter é um jogo que exige principalmente atenção para saber gerenciar bem a mão, mas também tem um pouco de sorte, dedução e blefe. A dependência de idioma é bem pequena, depois de uma partida você praticamente já gravou o que cada personagem faz e os textos descritivos das habilidades são pequenos, as ações são bem diretas.
O jogo tem um preço bem tranquilo, mesmo aqui no Brasil. Em geral, ele é vendido por R$50. Essa semana, a Galápagos Jogos andou mandando emails de dia dos namorados com o símbolo do jogo, o que causou alvoroço sobre um possível lançamento nacional. Será? Só nos resta aguardar e torcer.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Board Game Arena


O Board Game Arena foi o meu grande companheiro de férias, o responsável por eu não conseguir fazer muitas coisas que havia planejado para esse período. A primeira vez que utilizei, alguns meses atrás, não tive uma boa experiência, por isso demorei bastante para acessar novamente. Mas resolvi aproveitar o tempo livre em casa para dar uma segunda chance e para minha alegria dessa vez obtive sucesso.

O Board Game Arena é uma plataforma bem legal de jogos de tabuleiro online em tempo real de origem francesa inaugurado em dezembro de 2010. O acesso é rápido e fácil, não sendo necessária instalação de nenhum software, plugin Flash ou Java. A interface é totalmente intuitiva, não exigindo do jogador a leitura de tutoriais chatos e demorados. A lista de jogos disponíveis é bem grande e está sempre em crescimento. Tudo isso gratuitamente. É só fazer um cadastro simples e começar a jogar. A ideia é que se o jogador sabe o jogo original, ele vai saber jogá-lo no BGA. Mas também é possível aprender novos jogos, pois sempre são disponibilizadas explicações nos mais diversos idiomas e formatos.

Um dos pontos mais bacanas é a questão das traduções, o que facilita bastante a acessibilidade e qualquer um pode contribuir. Alias, por ser um serviço feito de jogadores para jogadores, existem muitos estímulos à participação e integração. Eu li um pouco sobre a história da criação do BGA no BGG, é muito legal. O fundador é um desenvolvedor que começou a fazer versões digitais de jogos de tabuleiro no tempo livre. No início, ele não teve muita preocupação em entrar em contato com as editoras para obter as devidas autorizações, ele conta que esperava que o serviço crescesse mais para pensar nisso. A questão é que elas acabaram descobrindo antes e muitos jogos foram retirados do ar por isso, tais como Dominion e Carcassonne. Depois dessa experiência amarga, ele ficou mais esperto e hoje tem as própria editoras como participantes engajadas na iniciativa.

Minha estreia no BGA foi com Puerto Rico, apesar de nunca conseguir ganhar, gosto muito desse jogo. É um Euro de fácil entendimento com uma mecânica redondinha e incrível rejogabilidade. Não me canso de jogar. Quando sair a versão da Grow já vou estar fera. Depois, comecei a jogar Tzolk'in que é mais pesado, eu me estresso um pouco com ele. Engraçado que quando joguei no tabuleiro de verdade achei o jogo sensacional, já na versão digital perdeu um pouco o brilho. Mas ainda pretendo tê-lo em minha coleção.



Um jogo que seguiu o caminho inverso foi Takenoko. Quando joguei no tabuleiro real, achei que o jogo só tinha beleza, devendo enjoar rápido. Após jogar algumas dezenas de vezes no BGA, virou um dos meus favoritos. A rejogabilidade é muito grande e funciona bem com qualquer quantidade de jogadores, apesar de eu preferi jogar com o número máximo. E não se deixe enganar pelo aspecto fofo, o jogo tem uma pegada agressiva, é um dos que mais me faz xingar na frente do PC. Ele é uma das minhas mais recentes aquisições e com certeza vai aparecer aqui em breve.


Um jogo que quando joguei no tabuleiro de verdade e não gostei é Stone Age. Mas como todo mundo fala tão bem, resolvi experimentar na versão online. Minha opinião permaneceu a mesma. Não entendo porque tanta gente gosta desse jogo. É muito demorado, o que o torna repetitivo e chato.


Também descobri alguns joguinhos rápidos. O primeiro deles foi o Kalah, que faz parte da família da Mancala, eu já jogava Oware. A princípio, eu meio que o desprezava como uma versão simplicada do Oware, mas depois de jogar algumas vezes vi que estava enganada. Depois veio o Gomoku, que faz parte da família do Go. Aqui ninguém come ninguém, o objetivo é simplesmente conseguir fazer uma linha de cinco pedras em qualquer direção. É um jogo rápido e divertido, porém que exige bastante atenção.

Agora, o vício: Can't Stop. É um jogo do tipo pressione sua sorte. Você rola os dados e vai subindo as colunas de acordo com o resultado. Vence o primeiro a conseguir chegar no topo de três colunas. O fator sorte é muito alto, mas também tem um nível de estratégia.


Um jogo muito legal que aprendi no Board Game Arena foi o Seasons que mistura dados e cartas. A partida tem uma passagem de tempo de três anos, antes de começar é necessário escolher as cartas que deverão ser baixadas em cada ano. São três cartas por ano. O tabuleiro é dividido nas quatro estações do ano, cada uma delas possuindo um conjunto de dados específico.

Os dados determinam os elementos que o jogador irá receber, em cada estação existem aqueles que são raros e os comuns. Através dos dados também é possível aumentar poder de invocação e obter a habilidade de transmutação, mas essa é só no turno em que sai o dado. O objetivo do jogo é juntar cristais, transmutar os elementos é uma das formas mais simples de conseguí-los. Os elementos também são importantes para baixar as cartas. É possível também através do dados comprar mais cartas e ganhar cristais diretamente. Cada jogador pegar um dado e sempre sobra um que vai determinar a velocidade da passagem do tempo. Estou louca para jogar pessoalmente, apesar da temática meio batida, achei a mecânica bem legal. Isso para não falar dos componentes que são uma graça.


Eu recomendo muito o Board Game Arena, é uma ótima opção para quando se quer jogar, mas não se tem companhia. Uma das principais criticas aos jogos de tabuleiro adaptados para meios digitais é que se perder a interação, fator muito importante no nosso querido hobby, mas isso não se aplica aqui. No Board Game Arena, você pode jogar com pessoas de todo mundo de maneira aleatória ou pode fechar uma sala para jogar apenas com seus amigos. Não é uma coisa fria como jogar por exemplo no IPAD, onde mesmo online ainda fica aquela sensação de solidão. Sempre tem muita gente online, não tem risco de entrar e não encontrar alguém para jogar.

Outra coisa legal é que eles marcam os seus jogos e indicam a quantidade de pessoas que também tem interesse naquele mesmo jogo, assim é possível mandar convites diretos. O BGA tem também um sistema de bate-papo por escrito bem funcional, acho que se fosse por voz pesaria na conexão e o objetivo é ser leve para ser acessível de forma ampla. Além dos jogos que já citei outros que merecem destaque são: Jaipur, Saboteur, Caylus, Troyes, Tokaido, Race For The Galaxy e mais recentemente tivemos a chegada de Through The Ages: A Story Of Civilization, simplesmente o atual 2º lugar no ranking do BGG. Esse jogo também vem para inaugurar um novo sistema dentro do BGA, que seria um sistema por turnos, para partidas mais demoradas. Ainda não sei muito bem como é isso, pois não experimentei, não é uma modalidade que me atraia. Se alguém quiser me adicionar por lá, meu user é Mohanah.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Guadalupeças - Especial Futebol


Domingo ocorreu uma edição especial com temática de Futebol do Guadalupeças por ocasião da proximidade da Copa do Mundo. Tivemos mesas de Convocados, FuteboxSoccero, jogos sobre os quais já havia escrito aqui em preparação ao nosso evento. Além do playteste de Jogada de Craque, que está sendo desenvolvido pelo pessoal do Senhores dos Jogos. Uma pena que não tive oportunidade de experimentar, mas pelo pouco que pude observar de uma partida, o jogo pareceu bem interessante.

 

  
  
 

Comecei o dia ensinando Convocados e Blueprints para um casal muito simpático que sempre tem marcado presença nas últimas edições do Guadalupeças - Felipe e Paula. Depois joguei uma partida de Takenoko super disputada só com ele, perdi por dois pontos de diferença. Pausa para o almoço e um For Sale com vitória tranquila para retomar as atividades. Em seguida, foi a vez de Dogs. Fazia tempo que não jogava, até comecei bem, mas depois fiz besteira. Acabei ficando em último, mas como sempre foi divertido.

       



Então, veio o inédito do dia: Robinson Crusoe. Esse era um jogo que eu queria experimentar há bastante tempo, super bem qualificado no BGG: 13º no geral e 2º no temático. É um cooperativo bem pesado com bastante dependência de idioma. Jogamos em 4 pessoas, com exceção do dono do jogo, éramos todos novatos. O jogo traz vários cenários diferentes, no que jogamos tínhamos doze turnos para conseguir acender um "fogueirão" para servir como sinalizador e sermos resgatados.

Robinson Crusoe tem uma curva de aprendizagem complicada, nem quando joguei Twilight Imperium senti tanta dificuldade de entendimento. São inúmeras coisas acontecendo ao mesmo tempo, todas as ações precisam ser pensadas coletivamente. Achei a organização de tudo isso no tabuleiro um pouco confusa, assim como as diversas fases que ocorrem dentro do turno. Levamos metade do jogo só para entender seu funcionamento, mas depois até que fluiu e conseguimos vencer.


Talvez o jogo não tenha me agradado tanto por não ter um tema muito atrativo para mim e o grande lance dele é a imersão na história, acho que a mecânica sofreu um pouco em favor disso. Outra crítica é em relação aos componentes, apesar do tabuleiro e dos tiles de ilha serem bem bonitos, achei que os demais deixaram um pouco a desejar para um jogo de valor tão alto. Espero ter a chance de jogá-lo novamente, talvez minha opinião melhore. Mas, no momento, não seria um jogo que eu compraria.


Para fechar o dia e relaxar um pouco depois de tanto esquentar a cabeça, rolou um mesão de Mascarade. Fiquei apaixonada por esse jogo desde a primeira vez que joguei, mais um excelente trabalho do Bruno Faidutti. A edição que adquirimos do jogo ainda tem o charme de ser francesa.


Segue abaixo mais algumas fotos de outros jogos que rolaram: Pokémon, Summoner Wars, Resistance Avalon, Rampage...





A próxima edição do Guadalupeças vai ser especial Game of Thrones aproveitando o clima final de temporada. Preparem seus decks para batalhas sangrentas. Qual casa conquistará o nosso Trono de Ferro? O campeonato será organizado pelo pessoal do Senhores dos Jogos. Para quem não quiser ir à guerra através das cartas, teremos também a opção do tabuleiro. Não conhece os jogos? Isso não é problema, confira os textos já publicados sobre eles aqui no blog: A Game Of Thrones: The Card Game e A Game Of Thrones: The Board Game. Durante o mês deve rolar mais algum post sobre o cardgame, pretendo trabalhar no meu deck Lannister. Para fechar, talvez tenhamos também Battle Of Westeros. Fique por dentro das novidades curtindo no Facebook: Guadalupeças e Turno Extra. Aguardamos a todos em 06 de julho.