sábado, 31 de maio de 2014

Soccero


Fechando nossa série sobre jogos com temática de Futebol em preparação à edição especial do  Guadalupeças, vamos de Soccero, que apesar de não ser nacional, acredito ser o mais fiel possível. Esse jogo foi criado por uma dupla de finlandeses, país sem tradição no esporte. Porém, o esforço é tanto que existe até uma divisão de regras: básicas e avançadas. A ideia é realmente tentar colocar no tabuleiro toda a emoção dos gramados. Nesse texto, trataremos apenas das básicas. Talvez, depois eu escreva um outro só com as demais regras.

A princípio, o jogo é bem simples. A duração sugerida é de dois tempos de 45 minutos, achei exagero antes de começar a jogar, mas depois vi que nem tanto. Porém, acho que dois tempos de 20 minutos são suficientes. Mas essa sensação pode ser porque Futebol não é muito o meu lance. O jogo vem com dois times de onze jogadores, bola e gols. As jogadas são decididas por dados, D6 comum para movimentação e customizados com direções para chutes.


No início da partida, o posicionamento dos jogadores pelo campo é livre. Quem irá começar com a posse de bola é decidido pela sorte assim como no jogo real. O resultado do dado de movimentação pode ser distribuído entre qualquer quantidade de jogadores. Não existe limite de direção, só precisa ser sempre reto, não é possível ir para frente e depois para o lado, por exemplo. Aqui não tem drible, acredito que deva ter nas regras avançadas.


Se o jogador que está de posse da bola se movimenta, a face da mesma é virada para o lado vermelho, indicando que esse jogador terá que passá-la para outro em uma próxima movimentação. Para roubar a bola do adversário, o jogador deve parar seu movimento no mesmo espaço do outro. No chute a gol, o goleiro rola o D6 e consegue sucesso se tirar 5 ou 6. Na minha opinião, devia rolar o dado direcional também, mas talvez isso fosse deixar a coisa muito difícil. Porém, é preciso cuidado com o impedimento, ele está presente mesmo na regra básica.

O jogo também vem com duas ampulhetas para limitar o tempo das jogadas de cada um, nada de ficar pensando a vida toda no que fazer, as decisões precisam ser rápidas. Mas o uso delas é opcional e o manual não aconselha seu uso para iniciantes. A zoação está liberada para todos que já jogaram qualquer coisa comigo. XD

Ficou interessado em experimentar? Compareça ao Guadalupeças. Ele estará disponível para quem quiser jogar, assim como o Futebox e o Convocados. Teremos também o pessoal do Senhores dos Jogos com o playteste de Jogada de Craque. Além, é claro, de todo o nosso já conhecido acervo e várias novas aquisições como Takenoko e Rampage.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Futebox


Seguindo com a nossa série de posts sobre jogos com temática de Futebol em preparação ao Guadalupeças especial que ocorrerá no próximo domingo, vamos com mais um nacional. O Futebox é um jogo da Mitra, uma empresa cujo trabalho eu admiro muito, já falei sobre eles aqui em outras oportunidades. Esse jogo faz parte da Enciclopédia de Jogos, uma linha muito bacana com uma pegada mais tradicional e clássica com representantes do mundo inteiro, mas que nem por isso foca só nos mais antigos. Apesar de serem a maioria, temos espaço para alguns mais novos também.

Esse jogo foi comprado pelo Felipe na Livraria Cultura há alguns meses por seu tema inusitado. Aqui gostaria de abrir um parênteses para reclamar que eles não fizeram reposição dos jogos da Mitra, agora fiquei sem ter onde comprar vários outros títulos que me interessavam. No Natal do ano passado haviam muitos jogos à venda, se acabaram é porque teve uma boa receptividade. Os jogos da Mitra tem uma apresentação muito bacana, o tabuleiro é dobrável com espaço lateral para guardar as peças e vem com uma luva para proteger a caixa/tabuleiro. É um formato fácil transportar e guardar, além de ficar bem bonito na estante. Ainda tenho bem pouco, mas um dia ainda terei toda a coleção.




Quando abri o jogo e li as regras, achei meio bobinho. Em um primeiro momento, por ser baseado em dado, é plenamente compreensível o pensamento de que é um jogo com um forte fator de sorte. Mas isso é um engano. Futebox não é só rolação de dados, quanto mais bem elaborada for a estratégia, maior a chance de vitória. É um jogo de regras extremamente simples, permitindo que possa ser jogado por qualquer pessoa, até mesmo crianças, sem dificuldades.

Em Futebox, cada lado possui seis jogadores que começam a partida na área inicial demarcada por círculos brancos, na sua vez cada um dos oponentes irá rolar o dado e moverá o jogador definido pelo número que sair em qualquer direção a mesma quantidade de espaços, podendo andar para frente e para trás, as únicas exigências é que o caminho esteja livre e não é permitido passar pelas áreas iniciais. Porém, é possível terminar seu movimento em um espaço ocupado por outro jogador, nesse caso esse deve voltar à área inicial do campo. Exemplo: Resultado 6 no dado, o jogador 6 será movido 6 vezes. O objetivo é chegar até o gol do time adversário, esse espaço possui uma marcação diferente, são triângulos ao invés de círculos e fica em um quadro fora da área verde do tabuleiro. Ao marcar o gol, o jogador volta para a área inicial.



O que permite a estratégia e minimiza o fator sorte é a liberdade da movimentação. A forma como o tabuleiro é divido em losangos ao invés dos tradicionais quadrados e o fato de posicionar o jogadores nos pontos de intersecção, como no Go, ao invés de dentro das casas, permite uma grande possibilidade de movimentos. Avançar para o gol ou bloquear o caminho adversário? Qual posição eu preciso ficar tanto para atacar quanto para defender? É um jogo bem matemático, como o Xadrez, com a dificuldade da divisão inusitada do tabuleiro. Não há uma definição para tempo de jogo, isso deve ser previamente acordado no início da partida.

Apesar de não ser mais encontrado fisicamente na Livraria Cultura, ainda é possível comprar pelo site deles ao preço de R$48,90. Outros jogos da Enciclopédia de Jogos também podem ser encontrados lá na mesma faixa de valor. Acho o preço bem justo, o chato de comprar pelo site é pagar frete, preferia muito mais ter o prazer de ir à loja e adquirir o produto em mãos. Mas fica a dica, vale a pena conhecer mais sobre os jogos da Mitra. Além do Futebox, estaremos também com outros jogos deles a disposição, é só chegar e jogar. Não custa lembrar que estaremos com o nosso já conhecido acervo e com vários outros jogos novos. O Guadalupeças é no domingo agora, 1º de junho. Venha se divertir com a gente.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Convocados


Faltam apenas alguns dias para o início da Copa do Mundo, por esse motivo teremos uma edição especial do Guadalupeças com foco em jogos cujo tema seja Futebol. Tentarei ao longo da semana escrever sobre alguns que estarão disponíveis em nosso evento que se realizará no próximo domingo, dia 1º de junho.

Vamos começar pelo simpático cardgame Convocados, mais um joguinho baratinho e divertido feito pelo Renato Sasdelli da Galápagos Jogos e lançado pela Copag. Já tenho ele há algum tempo, mas nunca tinha me interessado em jogar justamente por causa do tema. Puro preconceito da minha parte, porque o jogo tem uma mecânica bem bacana.

Em Convocados cada jogador é um técnico que tem a sua disposição jogadores das melhores seleções do mundo para compor seu time. O jogo vem com seis cartas de campo (defesa, meio-campo e ataque), oito seleções (Brasil, Alemanha, Itália, Argentina, Holanda, Espanha, Uruguai e França), além de cartas táticas e de esquema tático. Com esse material é possível realizar duas partidas  simultâneas independentes, pois o campo é formado por três cartas e o baralho de compras de jogadores por quatro seleções.


No início do jogo, embaralhamos as cartas de jogadores das quatro seleções escolhidas, para uma partida inicial a sugestão é utilizar as seleções básicas: Brasil, Alemanha, Itália, Argentina. Essas seleções possuem jogadores diferenciados, já as restantes recebem pontuação extra quando atendidos determinados critérios específicos de time, tudo de acordo com as características histórias de cada uma delas. As básicas são mais destacadas no talento individual, enquanto as outras se diferenciam pela ação em grupo.

Cada técnico receberá seis cartas de jogadores, duas cartas táticas e duas cartas de esquema tático. Nas cartas de jogadores encontraremos no canto inferior direito o número de sua camisa e na parte de cima, respectivamente, as forças de ataque, meio-campo e defesa. As cartas táticas funcionam como "poderes especiais", concedendo-lhe uma ajuda extra ou atrapalhando o adversário. Os esquemas táticos determinam a quantidade de cartas de jogadores que poderão ser baixadas em cada área do campo, ele fica aberto sobre a mesa, podendo ser trocado no meio jogo.



O objetivo do jogo é dominar a maior parte dos setores do campo. Durante o turno cada técnico poderá escolher uma das quatro ações abaixo:

1- Baixar uma carta de jogador e comprar outra para repor a mão (é a única forma de compra ao longo da partida).
2- Baixar uma carta tática.
3- Trocar esquema tático e/ou reposicionar jogadores.
4- Realizar substituição de jogadores (limite de três por partida)

Em cada área do campo os jogadores vão sendo baixados de acordo com o limite imposto pelo esquema tático, os valores de cada lado são somados e é determinado o vencedor. Lembrando que existe uma assimetria entre ataque e defesa. São duas cartas de campo em que teremos de um lado o ataque e do outro a defesa, apenas o meio-campo é igual para ambos os lados. Mas a própria carta vem indicando as área do campo. Confesso que isso me deixou um pouco confusa no início da partida.

Além da soma de forças das cartas de jogadores, existem algumas situações que concedem pontos extras. Esses bônus sempre serão contados levando em consideração os setores específicos do campo.

1 ponto - apenas jogadores com o mesmo número de camisa.
1 ponto - apenas jogadores de um mesmo país.
1 ponto - apenas jogadores cujos números de camisas formem uma sequência.
3 pontos - apenas jogadores do mesmo país e cujos números formem uma sequência.

O jogo termina quando ambos os lados tiverem dez jogadores em campo, porém quando o primeiro técnico colocar seu décimo jogador, o outro não poderá realizar qualquer outra ação além colocar jogadores até chegar ao décimo também, não podemos mais comprar cartas para repor a mão.

Eu gostei muito do jogo, a mecânica é bem simples, mas não é boba. Apesar de rápido, permite um algum nível de estratégia e o fator sorte é bem pequeno. É divertido tanto para novatos quanto para os mais experientes. Achei bem diferente a utilização de cartas, sai um pouco da zona de conforto induzida pela própria temática. Se ainda resta alguma dúvida, quando disse no início que era um jogo baratinho, não era exagero. Ele está disponível no site da Copag por R$9,90. Está esperando o quê? Corre lá para comprar. E enquanto ele não chega, venha jogar com a gente no Guadalupeças. Esse e outros jogos de Futebol estarão disponíveis, além do nosso acervo tradicional e das muitas novidades que o Felipe trouxe diretamente da França. 

sábado, 24 de maio de 2014

Inauguração da loja Redbox


Sexta-feira passada tivemos a inauguração da Redbox aqui no RJ, eu até cheguei a dar uma passada lá para conhecer, mas estava simplesmente impossível. Tinha uma fila enorme na porta para entrar. A loja fica localizada na Av. 13 de Maio no Centro, um endereço bem conhecido entre os gamers cariocas, principalmente quem curte Magic e RPG. A Gibiteria e Bárbaras Magias fez parte da vida de toda uma geração e foi triste seu fechamento. A Redbox não é exatamente na mesma loja, mas fica no mesmo prédio e andar. Não estamos mais órfãos, e o melhor, eles chegaram antenados com o crescimento do mercado de boardgames. Além da venda de jogos, eles estão iniciando um serviço muito bacana de aluguel.

Quinta-feira finalmente consegui conhecer a loja, o Fel Barros marcou uma jogatina básica no local - o Redboards. Não sei se será um evento fixo, gostaria que fosse, mas independente de ficar como algo oficial ou não, pretendo voltar lá muitas vezes para jogar. A loja está bem bonita e é bastante espaçosa. Ainda está um pouco vazia de produtos para o meu gosto. Não sei se eles vão manter assim para fazer um visual "clean" ou se depois vão colocar mais coisas. Particularmente, prefiro estantes abarrotadas. A parte reservada aos jogos para aluguel está bem cheia e com muita coisa boa. O mais bacanas é que a maioria não é facilmente vista por aí. Tem vários jogos que quero jogar e nunca tive oportunidade, tipo: Caylus, Village, Rattus, Tokaido, Alien Frontiers, Nexus Ops...

 
 

Comecei a noite jogando o badalado Marvel Dice Masters: Avengers vs. X-Men com o Cacá. Primeiro, ele jogou com o Felipe que teve um pouco de dificuldade de entendimento. Um playmat faz falta para dividir as áreas do jogo, tipo os que vem com Battle Scenes. Também senti falta de um contador, é feio demais ficar anotando em papel. Outra crítica ao material são os saquinhos que vêm para colocar os dados durante a partida. É saquinho de papelaria, mais vagabundo impossível. O jogo em si não achei nada demais. Não compraria, não faz o meu estilo. Só está causando essa comoção toda porque é Marvel. Mas eu sei que o Felipe vai comprar justamente por esse motivo.


O grande charme do jogo é claro são os dados de personagem, eles realmente são uma graça. Os outros dados não tem nada demais. Jogamos cada um com três personagens cada um deles com dois dados. Eu fiquei com Capitão América, Tocha Humana e Thor. O Cacá foi de Homem-Aranha, Hulk e Fera. Além dos personagens, tinham três cartas de habilidades especiais. Em cada turno, são retirados quatro dados do saco para rolagem. Eles tem faces de "peãozinho bucha" e com símbolos específicos necessários para comprar um dado de personagem. É possível re-rolar uma vez qualquer quantidade de dados e também colocar na reserva, para aumentar a quantidade de dados rolados no próximo turno.

As cartas de personagem vêm com um símbolo específico e com o número de energias necessárias. Para colocar um dado de personagem em jogo, pelo menos um dos dados de energia utilizados para pagar o custo precisa ter o simbolo solicitado na carta. Para comprar habilidades especiais é só pagar o valor numérico. Os dados utilizados vão sendo descartados, só voltando para o saco de rolagem quando o mesmo ficar vazio, é um dice-building. A partida foi bem emocionante, doze de vida no total, fiquei com sete e ainda não tinha conseguido dar um dano sequer. Foi aí que a sorte virou e consegui zerar os pontos de vida todos do Cacá sem perder mais nenhum.

Enquanto eu estava nessa de rolação de dados, o Felipe começou uma partida de Rampage e descobriu que perdemos um meeple no Anime Pocket. Entramos em contato com a Repos solicitando a reposição e no dia seguinte eles já haviam enviado uma resposta positiva. Tão solícitos quanto a Days Of Wonder foi quando solicitamos reposição de peça do Smallworld. Mas, pela natureza do jogo, acho que deveria vir com uma reserva de meeples como o Ticket To Ride que vem com trens extras.

Quando terminei de jogar o Marvel Dice Masters: Avengers vs. X-Men ainda estava rolando o Rampage, então fui procurar alguém disponível para iniciar um novo jogo. O Fel Barros, o Rodrigo Rêgo e mais outros dois meninos estavam querendo alugar, então me juntei a eles. O aluguel saiu bem barato, R$4 para cada um. Depois de alguma dúvida acabamos pegando Amun-Re do Knizia, um Euro médio tendo o Egito como tema. A partida é composta por seis turnos, três no antigo Egito e três no Egito moderno. Em cada turno, os jogadores vão adquirir uma província. Depois vem as ações que podem ser: comprar carta, escravo e tijolo para construir pirâmide. O que limita as ações são as províncias, cada uma delas têm características específicas, e a quantidade de dinheiro que se tem para gastar. Então, vamos ao sacrifício ao Amun-Re e receber o dinheiro, de acordo com o resultado dessa fase e a quantidade de escravos que a província possui.


Infelizmente, jogamos só os primeiros três turnos, pois já estava ficando tarde e eu precisava ir embora. Na segunda parte, o Fel falou que é legal porque as pirâmides ficam construídas, então a disputa pelas províncias fica mais acirrada. Espero ter oportunidade de jogar novamente, de preferências com as mesmas pessoas, porque aí todo mundo já sabe as regras. Enquanto eu construia pirâmides no antigo Egito, Felipe disputava quem era o melhor arquiteto fazendo construções com dados em Blueprints. Esse jogo parece muito legal, estou doida para experimentá-lo.

Gostei muito da loja, fico na torcida para que seja um sucesso. Principalmente, a parte de aluguel de boardgames. Quem sabe daqui a algum tempo tenhamos algo minimamente próximo a Ludus (o nome da rua é o mesmo O_o), só que sem a parte da comida. Não que eu ligue para isso. Na minha opinião, jogos e comida devem ficar bem longe um do outro. Mas se a fome apertar, a loja vende algumas coisinhas básicas para enganar o estômago e para quem bebe, além da cerveja em lata vendida lá, tem uma barbearia muito louca ao lado que vende chopp.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Guadalupeças - Especial Anime Pocket


Domingo participamos como uma das atrações do Anime Pocket, edição comemorativa de 1º aniversário, que foi realizada no Centro de Convenções SulAmérica. Foi a primeira vez que estivemos dentro de um outro evento. O pessoal da organização foi bem bacana com a gente. Nos colocaram em um bom lugar, nem muito agitado e nem muito escondido.

Não sou frequentadora desse tipo de evento, apesar de gostar bastante de animes e mangás. Os últimos que fui foram por causa do Felipe, ano passado para ver o Jason David Frank (Power Ranger Verde) e o Takumi Tsutsui (Jiraya). Ele é fã de Tokusatsu, séries live action de super heróis japoneses. Eu até gostava quando era criança, na saudosa época da TV Manchete. Hoje em dia já não tenho paciência, apesar de ter acompanhado recentemente Akibaranger, mas só porque era uma sátira aos Sentais, nome que designa o subgênero de Tokusatsu dedicado as super equipes. Power Rangers nada mais é que a versão americana.



O Felipe foi devidamente uniformizado com sua camiseta oficial de Super Sentais, os "morfadores" de Ressha Sentai ToQger e Kamen Raider Gaim. Uma das depressões da vida dele é não ter ninguém para jogar Power Ranger Card Game, ele gravou até um vídeo sobre o jogo. Em breve, estarei na mesma situação. Vai sair daqui há alguns meses o Weiß Schwarz em inglês do meu atual anime favorito: Kill La Kill. Vou comprar para colecionar por ser fã mesmo, se eu conseguir alguém para jogar vai ser bônus.






Mas vamos voltar ao evento, não sabíamos muito bem o que esperar, pois era um outro tipo de público. Tentamos levar as mais variadas opções. Alguns jogos foram basicamente para exposição mesmo, tipo o Game Of Thrones: The Boardgame. Se bem que depois pensando melhor, poderíamos ter utilizado uma outra abordagem. Dizer de cara que o jogo tem uma duração média de 4 horas assusta qualquer um. Acho que teria sido interessante deixar a mesa montada e as pessoas experimentando o jogo pelo tempo que elas quisessem.

Os jogos mais jogados como sempre foram o Zombicide, a mesa não parou durante todo o dia, sempre que eu olhava tinha alguém diferente lá e Summoner Wars, ainda mais agora que temos o Master Set, deu para rolar partidas simultâneas. Munchkin também não deixou de marcar presença.

 


Levamos também o Rampage, que apesar de muito legal e rápido de jogar tem uma montagem chatinha e o Takenoko que como sempre chamou atenção pela sua beleza. Ainda aprendi a jogar Jaipur e Saboteur. Todos os jogos citados nesse parágrafo foram trazidos pelo Felipe da França e tem muito mais, o Guadalupeças do mês que vem vai estar cheio de novidades.




Tivemos também o pessoal que aproveitou o espaço para jogar Magic e Yu-Gi-Oh. Acho que deveríamos ter investido mais em cardgames, tipo Battle Scenes. O próprio Felipe deveria ter colocado o Power Ranger para jogo também. Outro jogo que eu acho que ia ter uma boa aceitação seria o Runicards.



Além dos já citados, ainda tivemos partidas de For Sale, Mascarade, Dominion e Dixit. No mais, fica meu agradecimento ao pessoal do Anime Pocket pelo convite e aos amigos Heitor e Filipe com sua namorada Luana pela ajuda durante todo o evento.

Aguardo a todos no próximo Guadalupeças que além de diversos jogos novos, ainda terá jogos com temática de Futebol, já que estaremos tão perto da Copa do Mundo. Mantenha-se informado curtindo no Facebook: Guadalupeças e Turno Extra.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Cubo de Rubik



Hoje o Doodle do Google está homenageando os 40 anos de invenção do Cubo de Rubik, mais popularmente conhecido como Cubo Mágico. Acho que é praticamente impossível existir alguém que não conheça esse incrível puzzle 3D inventado pelo professor húngaro Ernő Rubik para ajudar em suas aulas de arquitetura. Durante os primeiros anos não obteve grande popularidade, alcançando o devido reconhecimento a partir da década de 80, quando se tornou um ícone da Cultura Pop.

Pode parecer um pouco estranho escrever sobre o Cubo de Rubik em um blog dedicado à jogos de mesa, pois é natural pensar nele mais como um daqueles brinquedos de desafio. Mas a mecânica dele é extremamente fascinante, acho que não existe nada tão simples e ao mesmo tempo tão complexo. Apesar de atribuir grande importância à temática e designer dos jogos, nada substitui uma boa mecânica. É a base que serve de alicerce para todo o resto. 

Acho que é por isso que gosto de jogos de mesa, você vê as engrenagens em funcionamento de uma maneira mais transparente. É lindo quando as regras se encaixam todas perfeitamente e quanto mais abstrato o jogo, melhor isso pode ser observado. Não é por acaso que o Cubo de Rubik recebeu um Spiel des Jahres especial. Esse prêmio é uma espécie de Oscar dos jogos de mesa.

O próprio inventor levou um mês para conseguir resolver o Cubo. O número total de combinações possíveis é 43 252 003 274 489 856 000, se alguém realizasse todas as combinações em uma velocidade de um movimento por segundo levaria 1400 trilhões de ano para terminar, isso é mais do que a própria idade do nosso planeta. 

Diversos pesquisadores se dedicam ao estudo da resolução com a menor quantidade de movimentos possíveis, o que é chamado Algoritmo de Deus, até o momento esse número é 20. Existem diversas aplicações práticas, uma delas seria Criptografia de Dados. Então, vamos parar com esse papo de que a resposta para vida, o universo e tudo mais é 42, ok?

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Guadalupeças - Especial Star Wars Day


Ontem ocorreu mais uma edição do Guadalupeças, esse mês o evento coincidiu com o Star Wars Day, por isso tivemos em destaque uma mesa de X-Wing


Iniciamos o dia um pouco preocupados, pois o pessoal demorou um pouco para chegar. Acho que a galera espera passar o almoço para sair de casa. Sentimos falta da presença de alguns amigos habituais, mas também tivemos várias caras novas.

Comecei jogando GoT LCG com o Bruno, que é um cara que joga campeonato. Joguei com o deck Targaryen "Fogo e Sangue" que é sugerido na expansão Rainha dos Dragões. Eu nunca tinha utilizado esse deck, a proposta básica é muito boa, mas precisa de algumas modificações. Senti a mesma dificuldade do Core, falta dinheiro para baixar as cartas, isso deixa o deck lento. É necessário colocar cartas de redução de custo ou cartas de geração de dinheiro. Porém, Targaryen não é muito meu lance. Tenho que montar o deck Lannister, meu negócio é fazer intriga.



Depois joguei o que deve ser o menor jogo do mundo: Coin Age. O Felipe, que está em uma fase de muita empolgação com jogos pequenos, achou sensacional. É bem bacana, mas nada de tão incrível assim. O objetivo é dominar a maior quantidade de territórios, para isso são utilizadas uma determinada quantidade de moedas de 1-4. São sacudidas as moedas nas mãos e depois elas são batidas na mesa. O resultado determinará as ações. O jogo termina quando acabar o espaço no mapa ou as moedas. Ele está disponível para Print & Play no BGG.


Ainda joguei também Battle Line com o Shamou do Castelo das Peças, que esteve presente com uma seleção Knizia. Eu gosto muito de olhar fotos de jogos no Instagram, foi assim que descobri esse. Engraçado que não tinha comentado com ninguém. Pensei que dificilmente jogaria, pois nunca tinha visto em nenhum evento antes.


Em Battle Line, os jogadores disputam a conquista de bandeiras. As cartas são numeradas de 1-10 e com diversas cores. Para reclamar a bandeira para si, o jogador precisa ter completado 3 cartas naquela posição e ter um valor maior que seu oponente. O valor é determinado não apenas pelo valor das cartas, mas também pela combinação de cores e/ou números, que chamaremos de formação. Vence quem conquistar 5 bandeiras ou 3 bandeiras posicionadas lado a lado. Existem também cartas de tática que tem efeitos especiais, como por exemplo: anular uma formação, levando em conta só o valor numérico de uma carta. O jogo é bem legal, só algumas cartas de tática que são um pouco confusas. Aliás, o manual em si é meio complicado.


Confira alguns outros jogos que rolaram nessa edição do Guadalupeças:








Esse foi o Guadalupeças de maio. Obrigada a todos que compareceram e um agradecimento especial ao William que nos ajudou a levar os jogos para casa. Aguardo vocês em 1º de junho. Mas ainda é possível jogar com a gente de novo esse mês, pois estaremos participando no dia 18 do Anime Pocket. Um dia antes, no sábado, temos o tradicional Castelo das Peças. Vai ser um final de semana de muita jogatina. Curtam no Facebook para se manterem bem informados: Guadalupeças e Turno Extra.


domingo, 4 de maio de 2014

X-Wing


O Guadalupeças desse mês coincidiu com o Star Wars Day e o jogo de mesa do momento nesse universo é o X-Wing. Quando Felipe se mostrou interessado em comprá-lo, fui totalmente contra. Não por achar que pudesse ser ruim, mas porque tenho trauma de miniaturas colecionáveis. Isso é sinonimo de ruína financeira. Mas, como sempre, ele não me ouviu. Pelo menos, não é como Heroclix que a gente não sabe o que está comprando.

X-Wing é um jogo de miniaturas colecionáveis lançado pela Fantasy Flight em 2012 e já foram lançadas cerca de 20 naves adicionais. A caixa básica é só para dar um gostinho, impossível jogar apenas com duas Tie Fighter e uma X-Wing. E olha que não sou dada a compulsão que a maioria das pessoas têm por expansões e adquirir vários Core Set. 


A primeira questão a ser definida para começar uma partida é a quantidade de pontos. Cada nave vem com várias opções de piloto, são eles que definem a pontuação. Cada piloto possui uma carta e um marcador correspondente para colocar na base da miniatura. A única coisa que não se altera é a movimentação da nave, ela é sempre a mesma independente do piloto utilizado.


Saber se movimentar bem nesse jogo é fundamental e um grande desafio. Cada nave possui um dial separado de movimentação. Para cada movimento possível existe uma régua especifica. Em X-Wing não é utilizado tabuleiro ou mapa, então é muito difícil calcular as distâncias só no olho. Se não prestar muita atenção, a nave pode acabar em uma posição diferente do esperado.


Cada jogador determina o movimento de suas naves em segredo, os dials das mesmas são colocados virados para baixo. A movimentação ocorre seguindo a ordem do mais fraco para o mais forte de maneira intercalada entre os jogadores. Então, mesmo que o movimento saia conforme o planejado, é possível terminar essa primeira parte em uma posição ruim. Após cada movimento é realizado o planejamento de uma ação. As opções disponíveis são informadas na carta. As mais comuns são Focus e Evade. A primeira serve tanto para ataque quanto para defesa, a segunda é apenas para defesa.

Depois temos o combate, aqui a ordem se inverte e o mais forte ataca primeiro. Verifica-se com a régua de distância se uma nave adversária está na sua linha de tiro e dependendo da sua proximidade quais serão as variáveis de ataque e defesa. Rola-se os dados de ataque, os resultados podem ser: Dano, Dano Crítico, Focus ou Nada. No Dano Crítico, o adversário retira uma carta de Dano que vai lhe dar penalidades extras. O Focus permite mudar o resultado do dado para Dano. Os dados de defesa vem com Evade, Focus ou Nada. O Focus aqui vai permitir alterar o resultado do dado para Evade. Após resolver as batalhas, voltamos à movimentação. Se mover é obrigatório, não dá para colar no adversário e ficar na porrada até um dos dois morrer. 



O que eu coloquei aqui é o básico do básico do jogo, até porque ainda estou começando. Joguei uma vez com o Core Set e uma vez com naves de expansão, sempre como Império. Na segunda vez, foi uma Tie Advanced e duas Tie Interceptor contra uma X-Wing, uma A-Wing e uma B-Wing. O Império esmagou a ameaça rebelde em ambas as vezes. 



Quem for fã de Star Wars, estiver no RJ e quiser conhecer mais sobre o jogo fica meu convite para comemorar o Star Wars Day no Guadalupeças. Quem não puder estar presente, felizmente vídeos não faltam, inclusive em português.

May 4th be with you!!!

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Dungeon Roll


Dungeon Roll é um dice rolling com temática de fantasia, no melhor estilo D&D. Cada jogador escolhe um herói e deverá acumular a maior quantidade de pontos de experiência possível matando monstros e descobrindo tesouros, mas cuidado com o dragão, ele pode fazer a sua aventura chegar ao fim mais cedo.


Ele foi lançado no ano passado através do Kickstarter e foi essa versão que adquirimos. O material do jogo é de boa qualidade, além de ser bem bonito. A caixa é em formato de um baú super charmoso. Os componentes ficam armazenados confortavelmente e ainda é útil durante a partida, pois é onde os tesouros ficam guardados. Na versão do Kickstarter só muda a cor. Aliás, a maioria dos itens são só "perfumaria". O que vale mesmo são os personagens extras, são mais nove heróis.
  

Mas vamos ao jogo, o primeiro de tudo é escolher seu herói. Cada um deles possui habilidades únicas e dois níveis. Cada jogador fará três entradas na masmorra, antes de cada entrada serão rolados os sete dados brancos para determinar quais serão seus companheiros. O jogo vem com ótimos cartões explicativos do que cada um deles faz.


Os dados da masmorra serão rolados de acordo com o nível. Quanto mais alto o nível, maior será a quantidade de dados rolados. Conforme for o resultado, o jogador vai escolher qual companheiro utilizar, após isso eles vão para o cemitério. Os resultados de dragão serão separados, quando juntar três dados, o será preciso utilizar três diferentes companheiros para enfrentar o dragão, recebendo como recompensa um tesouro e um ponto de experiência adicional.

 

A cada término de turno, é possível escolher entre: parar e receber os pontos de experiência correspondentes ou prosseguir para o próximo nível. Se o jogador não tiver companheiros suficientes para enfrentar os dados da masmorra, ele perde e saí sem ganhar pontos de experiência, a menos que tenha um tesouro que previna isso.

Nos dados da masmorra, além de monstros e do dragão, também temos o tesouro e a porção. O tesouro é retirado aleatoriamente do baú e a porção revive um companheiro, sendo possível mudar a face do dados a escolha do jogador. Cada tipo de tesouro também vem nos cartões explicativos.


Em questão de instruções, não há do que reclamar. O manual é claro e bem ilustrado, no final ainda vem com um resumo do turno. Além do manual e dos cartões, o jogo vem com um livrinho com a arte de todas as cartas, super caprichado.

 



Dungeon Roll não tem interação entre os jogadores, enquanto um joga os outros só assistem, o que pode ser meio chato. Acho que é bom jogá-lo com duas ou três pessoas, no máximo, apesar de poder ser jogado com até quatro pessoas. Também é possível jogar sozinho, o manual vem com uns desafios no final para dar uma animada nessa modalidade.

Não é um dos jogos mais incríveis do universo, como acredita o Felipe Vinha, mas também não há como negar que possui seus méritos. É simples, rápido e compacto, ideal para jogar enquanto aguarda o início ou término de algum outro jogo. Com temática e mecânica em total sintonia, além dos excelentes componentes. Garantia de bons momentos de diversão.