sábado, 26 de abril de 2014

Castelo das Peças


Sábado de sol ameno no RJ foi um ótimo dia para aproveitar mais uma edição do Castelo das Peças. Cheguei mais cedo que de costume, o que foi muito bom porque deu para conversar com o pessoal da Riachuelo Games. Dei uma conferida em mãos no primeiro volume da trilogia do Crônicas de Vaporaria: Xumour e o Fogo do Céu que já está em pré-venda por R$17, aproveita que depois vai ser R$23, promoção válida só até 4 de maio. Os livros explicam a história por trás do jogo, para já ir deixando a galera no clima para o lançamento do Catarse que está previsto para outubro. Eu participei de um playteste do jogo no Guadalupeças de fevereiro. Engraçado que nesse meu texto, eu reclamo um pouco que precisava de mais elementos para uma melhor imersão no tema.


Outro produto da Riachuelo Games que pude conferir em mãos e atestar a qualidade foram as miniaturas da Fortaleza de Berdolock : Os Mortos Vivos, que também já estão em pré-venda. São miniaturas em metal branco, de tamanho de 45 mm (4,5cm) de altura, feitas especialmente para o jogo que será PNP.. O primeiro conjunto faz parte do primeiro módulo do jogo chamado "Os Servidores das Trevas". Infelizmente, eu não tenho dotes artísticos para pintar miniaturas, mas para quem gosta está imperdível. Miniaturas super detalhadas a um preço realmente muito bom e que ainda podem ser utilizadas em outros jogos.

Em breve, esperamos poder com mais novidades da Riachuelo Games no Guadalupeças. Fiquem ligados. Depois desse ótimo papo com eles e também com o Shamou (organizador do evento), chegou Rodrigo Rego que está desenvolvendo o excelente Palmares, sobre o qual eu também comento no post do Guadalupeças de fevereiro. Jogamos duas partidas de Um Império em Oito Minutos em que descobri que eu e Felipe estávamos enganados em dois detalhezinhos importantes da regra. Não dá para reclamar do jogo quando se joga errado, né? Antes, Felipe foi babar um pouco em um Tide Of Iron que estava sendo montado. 

Enquanto jogávamos chegou o Bruno, um cara muito bacana que não víamos faz um bom tempo, o conhecemos jogando Battlestar Galactica. Depois que terminou o Um Império em Oito Minutos com duas vitórias do Rodrigo, eu e Felipe nos separamos. Ele foi jogar GoT LCG com o Bruno e eu fui jogar Palmares com o próprio Rodrigo e o Fel Barros, criador do Warzoo - o batedor de recorde do Catarse com todo mérito. Eu tive o prazer de participar do playteste no Guadalupeças de fevereiro e o jogo é realmente muito bom. Vitória do Rodrigo, mas eu consegui ficar em 2º lugar, o que já está bom demais.

Depois joguei Pocket Battles: Celts vs. Romans com o Shamou. Eu venci, mas só porque era a primeira vez dele. Ele viu meu post e pediu para ensiná-lo. Eu ensinar um cara como o Shamou? Fiquei super honrada, espero ter conseguido explicar direito o jogo. Eu não sou muito boa me comunicando pessoalmente. Uma coisa muito legal que ele me contou é que existem versões fanmade de LOTR e Robotech.


Hora de ir embora, mas nosso Dungeon Roll estava sendo jogado e Felipe parece que assumiu a missão pessoal de divulgá-lo para a maior quantidade de pessoas possíveis, porque ele acha que é a melhor parada do universo. Ele já me perguntou mais de uma vez quando vou escrever sobre esse jogo. Eu pretendia escrever depois do Pocket Battles, mas aí surgiu A Copa da Árvore, porém se nada mais surgir vai ser o próximo post.


Enquanto aguardávamos, ficamos conversando com um cara que vende X-Wing, a nova mania do Felipe. É um jogo colecionável de batalha de miniaturas de naves de Star Wars. O nome do jogo vem da nave utilizada pelo Luke Skywalker. Por coincidência ou algum designo da Força, o Guadalupeças desse mês ocorrerá exatamente no Star Wars Day. Ainda essa semana vai rolar post de X-Wing por aqui. Vários posts para os próximos dias para compensar meu período de preguiça de férias.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

A Copa da Árvore


A Copa da Árvore foi um jogo comprado pelo preço. A primeira vez que o vi, achei que fosse só mais um dos inúmeros baralhos temáticos da Copag. Então, um dia vi ele sendo jogado no Castelo das Peças e me surpreendi ao descobrir que era um "jogo de verdade". Passou o tempo, estava na Livraria Cultura e dei de cara com ele, trouxe para casa. 

A Copa da Árvore é um jogo competitivo de 2-4 pessoas feito pelo Renato Sasdelli da Galápagos Jogos, o objetivo é fazer pontos montando árvores. Como assim? Cada carta do jogo é um pedaço diferente da árvore, são 5 níveis que vai desde a raiz até a copa. Cada jogador começa apenas com o tronco e um pássaro. As cartas de tronco são separadas e formam uma pilha separada do restante das outras cartas. Só é possível pegar um tronco para começar a outra árvore depois de terminar uma, então é descartada uma copa com flores ou frutos para a formação dessa nova árvore.

No inicio do jogo, cada jogador recebe duas cartas e outras duas vão ficar abertas da pilha de compras. O primeiro passo do turno é comprar cartas, é possível comprar uma das que estão abertas, uma fechada da pilha ou descartar uma carta da sua mão para descartar as que estão abertas e abrir duas cartas novas e aí sim comprar de uma das duas formas anteriores.


O próximo passo é baixar uma carta da sua mão na árvore ou passar o turno se não tiver nenhuma carta possível de ser baixada, nenhuma que se encaixe no andamento atual da árvore ou então se simplesmente quiser guardar a carta para outro momento. 

Uma coisa muito legal é o pássaro, mas ele só poderá ser utilizado quando sua árvore tiver a carta de galho com ninho e além disso é necessário ter a carta de voo. Mas por que o pássaro é tão legal? Ele rouba as copas com frutas das árvores adversárias. Não é porque o jogo é ecológico que não vai rolar sacanagem com o coleguinha.



Como se defender do pássaro? Galho com cobra. Copas com frutas ligadas a galho com cobra mesmo que indiretamente não podem ser roubados pelo pássaro. O problema é que esse tipo de galho não vale ponto algum. 


 Ao contrário desse, o galho com colmeia é o que vale mais ponto, porém a árvore não pode ter nenhum copa com flores. Raiz também vale bastante ponto, mas cada árvore só pode ter uma. Outra forma de obter bastante ponto é com copas de frutas iguais.


O jogo acaba quando a pilha de compras chega ao fim ou quando, para 2 ou 3 jogadores, é completada a 3ª árvore e, para 4 jogadores quando é completada a 2ª árvore. As cartas acabaram e não conseguimos completar nossa 2ª árvore, apesar do Felipe ter chegado bem perto, mas também eu usei muito a ação de descartar carta, porque no inicio do jogo minha mão estava muito ruim.


Joguei só com o Felipe, mas achei bem rápido e divertido. Ele não achou tão divertido porque depenei a copa da árvore dele toda. A segunda árvore, ele colocou com vários galhos de cobra, mas aí o estrago já estava feito. É um ponto pela copa roubada e mais um ponto pela carta de voo. 

Felipe reclamou do material das cartas, ele achou que mesmo sendo de material reciclado, elas poderiam ser de melhor qualidade. Ficou falando que vai ter que sleevar tudo senão vão se desfazer. Achei exagero, ele quer sleevar o universo inteiro. A única reclamação que tenho é sobre a caixa que não acomoda muito confortavelmente as cartas. È sempre uma bagunça para tirar e colocar as cartas lá dentro.

Hoje a Copag está com frete grátis, então vai comprar aquele Battle Scenes maroto, compra também A Copa da Árvore. É um jogo bem bacana para adultos e crianças, além disso parte do valor da venda é revertido ao Instituto Brasileiro de Defesa da Natureza. Quem disse que jogos educativos precisam ser chatos?

Ah! Já ia esquecendo, o jogo vem com uma carta semente para plantar. Isso é muito legal, apesar de ainda não ter plantado a minha. Mas vou plantar e se tudo der certo (não sou muito boa com plantas) coloco uma foto aqui para vocês.


Uma última coisinha, amanhã é dia de Castelo das Peças, o maior e mais antigo evento de jogos de tabuleiro do RJ, que ocorrerá na Universidade Veiga de Almeida - Campus Tijuca no horário de 9:00 da manhã às 17:30 da tarde. A participação é livre, só chegar e jogar. XD

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Pocket Battles: Celts vs. Romans


Faz tempo que não escrevo nada por aqui, o blog tem andado meio abandonado. O mais engraçado é que estou de férias do trabalho, então esperava que esse fosse ser o mês mais produtivo de todos. Mas então o que Pocket Battles: Celts vs. Romans tem de tão especial para me tirar da preguiça e me fazer vir aqui escrever?

Pocket Battles é uma série da Z-Man, uma das minhas publishers favoritas, de Wargames de bolso. Para saciar sua sede de Batalha em pouco tempo e em qualquer lugar ou espaço. Mas não se deixe enganar pelo tamanho, pois é um jogo complexo e com um manual não muito colaborativo.

A primeira vez que joguei foi com uma explicação rápida passada pelo Felipe (meu noivo) e achei bem divertido, apesar de Wargame não ser muito a minha praia. Geralmente, sempre jogo assim, com alguém que explica como funciona e pronto. Mas quando vou escrever procuro ler o manual para tentar ser o mais correta possível, foi aí que começou o sofrimento. Apesar disso, continuo achando o jogo bem legal.

Celts vs. Romans (2009) foi o primeiro da série, depois tivemos Elves vs. Orcs (2010), Macedonians vs. Persians (2012) e essa semana foi anunciado o lançamento de Confederacy vs. Union para o dia 21 do próximo mês.


Pocket Battles: Celts vs Romans foi comprado junto com outros dois joguinhos pequenos por causa do preço. Na verdade, a compra era de dois jogos e o terceiro acabou vindo de brinde. Pretendo falar sobre esses outros jogos nos meus próximos posts, que espero não demorem tanto. 

Mas vamos ao jogo, a primeira coisa é definir a pontuação da Batalha. O manual nos sugere entre 50 e 100 pontos, sempre múltiplos de 10. O primeiro a eliminar metade ou mais dos pontos do Exército adversário ganha. No tile de Tropa, temos dois valores numéricos, o primeiro é a pontuação que valerá para Batalha e o segundo é a pontuação de valerá para formação de Unidades. Além disso, na parte superior temos os Dados de Combate, logo abaixo podemos ter ou não alguns símbolos de Características Especiais. As Gotas de Sangue simbolizam a Vida daquela Tropa.


O que determina o tamanho da Unidade é sempre a Tropa de menor valor. Eu prefiro agrupar as Tropas iguais para formar minhas Unidades, mas não há nada que impeça de formar Unidades com Tropas diferentes. Até porque uma Característica Especial de uma Tropa sempre será conferida à Unidade. Eu faço dessa forma porque acho mais simples. Ainda seguindo essa linha, vou montar uma mesa de 50 pontos.

A pontuação da batalha vai determinar a quantidade dos Tokens de Ordem, sempre dividindo o total de pontos por 10, então teremos 5 Tokens de Ordem para utilização. Esses Tokens são dupla face e também servem para marcar o Dano, então quanto mais Dano menos Ordens disponíveis.


Depois de montar os Exércitos é necessário separar 4 tiles que ficarão virados para baixo e servirão para dividir o Campo de Batalha que será composto por 3 colunas e 2 linhas: Frente e Retaguarda. O espaço entre os dois Exércitos será a Zona de Combate. Os jogadores rolam um dado para decidir quem começa e assim vão posicionando alternadamente suas Unidades (que devem ser arrumadas em pilhas com a Tropa de maior valor na parte de cima). Elas podem ser colocadas em qualquer Setor e não existe qualquer limitação de quantidade. Assim como não é obrigatório ocupar todos os Setores. Essa parte do jogo é bem aberta, dando bastante liberdade estratégica aos jogadores (eu acho essa a parte mais difícil).


O jogo ocorre em Rodadas de Batalha, dentro delas temos os Turnos que são intercalados. Cada Turno possui duas partes, uma opcional: Reposicionamento de Unidade e outra obrigatória: Colocação de Tokens de Ordem. A Rodada acaba quando ambos os jogadores não possuírem mais Tokens de Ordem para colocar. Então, eles utilizados são recuperados. O jogador tem também a opção de sacrificar alguns soldados feridos para recuperar os Tokens usados neles para marcar Dano. Assim como os Turnos, as Rodadas de Batalha também são alternadas.

A primeira parte do Turno é o Reposicionamento de Unidade que é opcional. É uma ação importante, pois não utilizar Token de Ordem e possibilita mover qualquer Unidade para qualquer posição adjacente. Porém, essa Unidade não poderá receber Token de Ordem no Turno. Outra questão é que não se pode mover Unidades que estejam na Zona de Combate.

A segunda parte do Turno é a Colocação dos Tokens de Ordem que é obrigatória. Temos 7 possíveis ações: 1. Movimento Tático, 2. Avançar, 3. Entrar em um Combate, 4. Deixar um Combate, 5. Atirar, 6. Usar uma Característica especial e 7. Passar. Essas ações podem ser utilizadas em qualquer ordem e  repetidas vezes. É possível usar a mesma Unidade várias vezes, porém será gasto um número de Tokens de Ordem correspondente ao número de repetições.

O Movimento Tático funciona igual o Reposicionamento de Unidade só que com a utilização de Token de Ordem. É uma ação mais de resposta.

Avançar é normalmente a primeira ação, as Unidades com dados pretos podem avançar para Zona de Combate. As Unidades com dados brancos atacam à distância. Quando uma Unidade avança, o adversário tem como opção de resposta: Interceptar, Atirar ou Não fazer nada.

Se for Interceptar, será realizado o avanço de uma Unidade e ocorrerá um Combate. O jogador ativo tem a vantagem de rolar um dado a mais por ter avançado no turno. O jogador que fez a interceptação não terá essa vantagem, pois não é o seu turno. O resultados dos dados é comparado com os dados impressos nos tiles da Unidade, cada igualdade corresponde a um acerto. Dependo do resultado é possível distribuir o dano entre as Tropas que formam a Unidade ou colocar o Dano em uma única Tropa que será eliminada. O que é mais importante: Tokens de Ordem ou Dados de Combate? Também vai depender do andamento da batalha: Qual o peso daqueles pontos? Depois a Unidade atacada poderá Retaliar.



 





Se houver uma Unidade com dados brancos na Frente do mesmo Setor da Unidade adversária avançada é possível realizar um ataque à distância. Caso não obtenha sucesso em acabar com toda a Unidade, o que é praticamente impossível, o jogador ativo pode "puxar" qualquer Unidade para a Zona de Combate. É uma ação de resposta para enfraquecer o adversário.


Se a escolha for Não fazer nada, da mesma forma o jogador ativo poderá "puxar" qualquer Unidade para Zona de Combate. O jogo não te deixa muita escolha, ele te obriga a partir para cima. Seja lá qual for a reação diante do avanço inimigo o resultado vai ser Combate. 

Algumas outras considerações restantes sobre Avançar: 

Não dá para fazer "montinho", cercar a Unidade adversária. Até dá para atacar uma única Unidade com duas Unidades suas, mas no momento que o adversário avançar outra Unidade voltaremos a ter um Combate 1X1.

Uma Unidade da Retaguarda só pode avançar na ausência de inimigos.

Uma Unidade (Frente ou Retaguarda) pode avançar para o Setor adjacente na ausência de inimigos em seu próprio Setor.

As duas últimas considerações são importantíssimas porque em ambos os casos as Unidades não podem sofrer Interceptação ou Tiros. Isso é vital estrategicamente e muito fácil de esquecer. Uma das regras básicas de qualquer jogo competitivo é tentar tirar proveito do erro do adversário.

Se no início do turno já existem Unidades de ambos os lados na Zona de Combate pode ser dada uma Ordem para Entrar em Combate e o atacado poderá realizar a Retaliação. Conforme já foi explicado mais acima. Lembrando que aqui não ocorrerá o bônus do avanço, será um ataque com um dado só. Além disso, para Retaliar não é utilizado Token de Ordem.

É possível também dar Ordem para Deixar o Combate, porém o adversário poderá realizar um ataque sem utilização de Token de Ordem. Como já foi posto acima, o jogo o tempo todo te induz ao Combate, nada de recuar.

A próxima ação é Atirar, Unidades com dados brancos que estejam na Frente podem atirar em qualquer Unidade adversária que esteja na Frente ou Zona de Combate. Atirar na Zona de Combate se uma Unidade sua estiver lá é "tiro no pé" porque o dano é distribuído igualmente entre todas as Unidades, é o maldito "fogo amigo". É possível atirar em Unidades da Retaguarda se a Zona de Combate e a Frente estiverem limpas, para atirar em uma Unidade em Setor adjacente é preciso que todo o seu Setor esteja limpo.

Temos também a ação de Usar uma Característica especial. A grande maioria das características das Unidades são de utilização automática, é muito importante ficar atento a elas porque também são fáceis de esquecer, porém algumas precisam gastar Tokens de Ordens para serem ativadas. Em geral são características presentes em tiles únicos.

 





Por fim, vem a ação de Passar. Sim, até para não fazer nada no Turno é preciso gastar Token de Ordem. É como se o seu Exército tivesse sido ordenado a ficar parado.

As regras são as mesmas para todos os jogos da série e parece que a dificuldade do manual também. Eu li mais de um e só mudam as imagens, que são de grande ajuda para interpretar as diversas partes obscuras das regras. Para encerrar, uma foto de final de jogo: Celts 27 vs Romans 8.


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Guadalupeças - O Retorno


As comemorações do Tabletop Day continuaram no domingo quando tivemos a retorno do Guadalupeças, que não ocorreu no mês de Março por conta do Carnaval. Comecei o dia com o playteste do interessante Engage, uma mistura inusitada de Xadrez com Cardgame.


Cada peça do jogo é representada por uma carta de personagem. No setup inicial, temos o Rei e 5 Peões, o restante vai sendo baixado ao longo do jogo pagando o custo determinado pela carta. Elas só podem ser colocadas na área inicial que é bem restrita, o que força a mandar suas peças para frente. A cada inicio de turno e ao ocorrer o Engage (uma peça entrar em combate com a outra) é ganho 1 de recurso; quando se derrota uma peça é ganho o valor dela também em recursos.


Além de colocar as outras peças em jogo, essa pontuação serve para pagar pelas "magias". As cartas de personagem já começam todas na sua mão, não existe deck de compra. A surpresa fica por conta desse deck de "magias" que me lembrou um pouco o deck de Planos do GoT LCG. A cada turno é virada uma carta, só que aqui não é possível escolher. A carta virada no turno fica disponível para uso pagando o custo. Se for utilizada, ela sai sai de jogo. Se não for, voltará a ficar disponível quando todas as outras cartas tiverem sido viradas.

O objetivo do jogo é o mesmo do Xadrez, capturar o Rei. No início do turno será virada a carta do deck de "magias" e marcado o seu 1 de recurso. A partir daí, se tiver o suficiente acumulado poderá baixar outras peças. As cartas de personagens que representam cada peça também trazem em sua maioria efeitos que podem ser ativados. O movimento é obrigatório, mas limitado a apenas 1 por turno, se ocorrer um Engage é mais 1 de recurso. 

Diferente do Xadrez onde uma peça elimina a outra automaticamente ou de outros de cardgames onde é comparado os valores de força das cartas, aqui a decisão é nos dados. O que acrescenta um fator sorte ao jogo, mas é claro que não é só puro rolamento de dados. Existem as cartas que interferem, os atributos e posicionamento das peças. Cada carta traz valores de ataque, defesa e vida; se além da peça atacante existirem mais peças em condição de atacar vai sendo somado mais 1 para cada uma delas.

Engage te estimula o tempo todo a partir para o ataque, mas é difícil se desvencilhar do pensamento do Xadrez de sempre proteger o Rei a todo custo. Eu joguei a caixa temática do Ragnarok, meu Rei era Odin e o Rei adversário era Loki. Meu Rei tinha um poder ofensivo muito bom, mas cadê a coragem para arriscar mandar ele para frente? Ele andava 2 casas a mais. Com exceção dos peões, que se movem como o Rei, todas peças mantêm sua movimentação igual ao Xadrez. Acredito que essa modificação tenha sido feita em prol da mecânica, para tornar o jogo mais ágil.

Eu gostei bastante do jogo, é bem diferente essa mistura de Xadrez com cartas, atribuindo a cada peça um personagem e os dados no combate adicionam um fator sorte que também te faz pensar melhor na sua estratégia, porque nunca se tem certeza do sucesso, por mais forte que seja a sua peça. Então é sempre preciso já ir pensando em um plano B, tentando cobrir todas as possibilidades. Até porque quando você bate, também pode apanhar.

A ideia segundo o autor do jogo é lançar caixas temáticas fechadas, o que me agradou muito. Ele disse que será possível misturar personagens de caixas diferentes ou da mesma caixa, a única limitação é a correspondência entre cartas e peças. Mas acho que isso iria contra o aspecto temático, que eu valorizo muito.

A partida levou cerca de 3 horas e terminou com uma vitória minha, meu Rei já tinha tomado bastante dano, enquanto que o Rei adversário ainda não tinha tomado nenhum. Então, tentei montar um cerco usando Cavalo e Torres. Meu Cavalo atacou com sucesso, então ele iria atacá-lo e depois eu iria com a Torre. Mas nem foi preciso, pois ele não conseguiu matar meu Cavalo. Esse é a grande questão dos dados. Talvez a partida tenha sido um pouco longa porque fui muito retranqueira. Também foi a primeira vez que joguei, então é preciso levar em consideração o tempo de explicação das regras e a troca de ideias que rolou no decorrer do jogo. Espero poder jogar mais vezes, acho que as próximas partidas serão mais rápidas.

Depois disso, pausa para o almoço e mais um playteste: Rock N Roll Manager. Um Euro sobre administração de uma banda de Rock. São 3 temporadas, cada uma com em 3 turnos. É basicamente Worker Placement. Cada turno aloca-se seus 3 trabalhadores em um dos locais do tabuleiro: Mercado, Ensaio, Gravação de CD, Mídia e Shows. Além disso, tem umas cartas que ficam de fora que te dão ações bonus.


No seu tabuleiro individual, ficam os instrumentos da sua banda, quanto maior a quantidade melhor ela é. Eles são adquiridos no Mercado e colocados no seu tabuleiro através da ação de Ensaio. Gravar CD, Mídia e Shows são as ações que dão dinheiro. Quando o CD é gravado, ele é colocado na Parada de Sucesso de acordo com a qualidade da sua banda, todo turno o CD anda uma casa para trás até cair no esquecimento e ser eliminado. Uma das opções da ação Mídia é subir o CD 1 posição, essa ação também te permite pegar dinheiro, ser o primeiro jogador, ganhar 1 ponto e tem mais uma outra coisa que agora não estou lembrando. Além disso, tem os objetivos a serem cumpridos que dão pontos. Os shows podem dar dinheiro e outras coisas, como pontos ou instrumentos. Ao término de cada temporada acontece um Festival.

Eu gostei muito desse jogo também, é inusitado um Euro sobre Rock e a mecânica está bem encaixada com o tema. Achei o tempo de jogo também muito bom, não chegou nem a 2 horas. Jogamos em 4 pessoas: o autor do jogo, Filipe Cunha, eu e outro novato. Novamente a disputa foi entre eu e o novato (para entender melhor, leia sobre a partida de Terra Mystica no texto anterior). Não terminei em último, então está bom. Apesar de ter dado uns moles no final que me deixaram revoltada comigo mesma.

Enquanto, eu estava ocupada com os playtestes, o evento estava rolando. Tivemos mesas de Ticket To Ride, Prision Outbreak, Runicards, A Game Of Thrones e muitos outros.





Para comemorar nosso retorno, também tivemos o sorteio de um playmat da Pensamento Coletivo e um meio homemade de For Sale (só a caixa, os componentes e manual foram originais). Além dos troféus de jogadores mais participativos, categoria masculino e feminino e um para o vencedor do jogo mais longo. Todos acompanhados de marcadores de livro de Munchkin, que servem também para utilização no jogo.





Por falar em Pensamento Coletivo, eles também estavam com o jogo Uruk disponível para playteste, mas esse eu não consegui jogar. Depois que acabei Rock N Roll Manager chegou um casal de amigos muito querido, Névia e Gabriel, então fui dar atenção a eles. Como não são boardgamers, jogamos coisas mais lights. Começamos com um Carcassonne (fazia muito tempo que eu não jogava), depois Dixit (que eu nunca tinha jogado), rolou também Um Império em Oito Minutos e Love Letter. Depois, enquanto eu já arrumava as bolsas, ainda teve um Tetris Card Game para fechar o dia.




Esse foi o Guadalupeças de abril. Obrigada a todos que compareceram e aguardo vocês no próximo mês. Maio será um mês especial, pois além da edição regular no dia 4, estaremos participando no dia 18 do Anime Pocket. Curtam no Facebook para se manterem bem informados: Guadalupeças e Turno Extra.

PS: Maldito limite de 200 caracteres dos Marcadores. ><

terça-feira, 8 de abril de 2014

Tabletop Day - Toys For Fans



Sábado foi comemorado mundialmente o Tabletop Day, uma data destinada à celebração e divulgação dos jogos de mesa. A iniciativa, que está em seu segundo ano, é da famosa web serie criada por Will Wheaton e Felicia Day - Tabletop

O local escolhido para minha comemoração foi a loja Toys For Fans na Ilha do Governador. Fazia tempo que eu queria ir lá, mas nunca ia porque é bem distante e contramão da minha casa. Então, aproveitei a data especial para finalmente conhecer esse espaço tão comentado. Essa visita também era uma espécie de dívida com o Filipe Cunha que está sempre presente no Guadalupeças, além de já ter vindo aqui em casa jogar. Estava mais do que na hora de aparecer na área dele. XD

Cheguei no início da tarde, estava rolando o final de uma partida de Reef Encounter, um jogo que quero muito experimentar. Enquanto aguardava, fiz umas comprinhas, mas nada de jogo. A loja apesar de pequena, tem uma boa variedade de produtos relacionados ao universo nerd em geral e os donos são muito simpáticos. Comprei duas camisas da casa Targaryen de A Game Of Thrones.



Depois começou uma mesa do tão badalado Terra Mystica, um jogo essencial para qualquer fã de Euro. A mecânica dele é muito boa, bastante intrincada, mas bem equilibrada. É tenso do início ao fim, muitas opções do que fazer e sempre o aperto de dinheiro e recursos. Uma coisa que eu gostei bastante foi a interação que ele força entre os jogadores. Mas apesar da complexidade, a curva de aprendizagem não é muito alta. Ele pode parecer um pouco assustador, pelo tamanho e quantidade de componentes. Não vou dizer que é fácil, mas é bem menos difícil do que se poderia imaginar a princípio. É um jogo muito empolgante, mas pensando com calma depois, alguns detalhes me incomodaram e tiraram um pouco o brilho dele.


Senti falta do Worker Placement, gosto muito dessa mecânica, quando vi um monte de meeples fiquei toda feliz. Achei que esse componente ficou meio que sobrando, porque sua utilização é inexpressiva e por vezes parece forçada, só para justificar sua existência. A trilha dos templos me lembrou Tzolk'in: The Mayan Calendar, mas não me pareceu bem integrada com o restante.

Percebe-se que não houve grande preocupação com a parte estética. É tudo bem simples e funcional, nada de enfeites. Euros têm essa característica de foco na mecânica e deixar um pouco de lado a arte. Não por acaso, os componentes em geral são cubos e outras figuras geométricas, quando da necessidade de diferenciação entre peças. Mas acho que poderia ter sido dada um pouco mais de atenção a essa parte.



Terra Mystica, como eu já disse, é um jogo bastante complexo. Seria um pouco absurdo, querer avaliá-lo tendo jogado apenas uma vez. O que eu coloquei acima foram só minhas impressões iniciais. Com certeza espero poder jogá-lo ainda muitas vezes e acredito que um dia fará parte da minha coleção. Não ganhou meu amor como Agricola, mas com certeza é um jogo que merece meu respeito e admiração.

Jogamos em 4 pessoas, fiquei em terceiro lugar. Sendo que um dos jogadores era o dono do jogo e o outro o Filipe Cunha, ambos já tinham jogado várias vezes. Então, a disputa era entre eu e o outro novato da mesa. lol

Enquanto, eu jogava Terra Mystica, Felipe (meu noivo) e um outro amigo nosso (Léo) jogaram Dungeon Roll, Um Império em Oito Minutos e RoboRally. Os dois primeiros jogos devem aparecer em breve aqui no blog, o último era totalmente desconhecido para mim. Mas pareceu bem interessante, Felipe gostou muito.




Enquanto, esperava o término do RoboRally, vi um Cylon olhando para mim. Então, fechei meu dia com mais uma comprinha. O melhor é que foi totalmente inesperado. Adoro quando acontece esse tipo de coisa.


Esse foi meu Tabletop Day, cheguei em casa já era noite e fui arrumar os jogos para o Guadalupeças do dia seguinte. Aqui foi Tabletop Weekend. Toys For Fans no sábado e Guadalupeças no domingo. Minha ideia inicial era fazer um post só para os dois, mas ia ficar muito grande. Para fechar, uma foto do bottom que foi dado de brinde. *_*