domingo, 26 de janeiro de 2014

Gravação do primeiro vídeo do blog


Ontem fizemos uma pequena viagem para gravar o primeiro vídeo do blog. Meus agradecimentos eternos à Taís Carvalho, publicitária profissional, que cedeu o espaço, equipamento e trabalho. Eu achava que organizar ideias de forma escrita fosse difícil, mas nem se compara a fazê-lo em frente a uma câmera. Também começamos com um jogo complexo - Guerra do Anel. Ainda bem que pude contar com a presença ao meu lado de um outro profissional, o jornalista Felipe Vinha (meu noivo ^^), que além disso é o organizador do Guadalupeças. Ele é quem mais fala durante o vídeo, espero conseguir me soltar mais nos próximos. Pois, desejo que esse seja apenas o primeiro de muitos outros.

O blog tem pouco mais de um mês existência e nesse período temos tido um retorno muito bom, melhor do que eu imaginava. Eu comecei esse projeto como uma forma de exercitar minha escrita, então achei que seria legal utilizar um assunto do qual gosto. O texto que escrevi sobre Guerra do Anel foi o que teve mais acessos e acabou gerando uma demanda por um vídeo. É um jogo difícil de explicar só através de texto, como eu mesma já tinha colocado na ocasião. Assim sendo, ao percebermos a ausência de vídeos em português resolvemos nos lançar ao desafio. 

Nesse momento, o vídeo está em processo de edição. Se jogar uma partida já é demorado, imagina jogar explicando o que se está fazendo. Ainda mais com diversas pausas para carregar a bateria da câmera, liberar espaço no cartão da máquina, repetir partes que não ficaram claras e descansar um pouco também, principalmente nossa "camera girl". Acredito que estará pronto para publicação segunda ou terça. Espero que vocês gostem e que sirva de ajuda para quem quer, mas ainda não conseguiu se jogar de cabeça nessa grande aventura na Terra-Média.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Conheça um pouco mais sobre a Mitra


Um pouco antes de escrever sobre a Enciclopédia de Jogos, mandei um email ao pessoal da Mitra pedindo mais informações sobre eles. Esperei alguns dias e como não houve resposta acabei publicando meu texto assim mesmo. Porém, apesar da demora, eles acabaram me respondendo. Então, achei que seria interessante publicar aqui um pouco mais sobre a história dessa empresa fantástica. Segue o texto que recebi deles:



"A Mitra surgiu da união de uma arte educadora (Marta Giardini) com um engenheiro mecânico (Jorge Takehara). Ambos inconformados com os rumos  que a sociedade estava tomando, principalmente com a má formação, mais especificamente, má orientação que a juventude está tendo nos dias atuais.

É muito difícil conseguir fazer chegar até os jovens de hoje, os conceitos do que é certo ou errado, do que ético ou antiético, do que é moral e imoral, etc. Todos estes conceitos estão distorcidos pelo rumo que a vida, principalmente urbana, está tomando. O nosso trabalho é apenas uma gota no oceano mas, entendemos que pouco a pouco poderemos mudar, educar e contribuir para a formação das pessoas, sejam quais forem as suas atribuições.

Embora pareça simplório achar que simples jogos de tabuleiro possam contribuir para isso, nós acreditamos que ao jogar, as pessoas, sem perceber aprendem a respeitar uns aos outros, não apenas as estratégias usadas na partida mas também como ser humano, com todos os seus defeitos e virtudes. Lutamos para que os nossos jogos sejam adotados, voluntariamente em salas de aula, por alunos e professores (não por imposição de uma metodologia de ensino) para que, de forma divertida, os alunos possam melhorar a si mesmos e ao mesmo tempo melhorar o desempenho acompanhado da melhora da estrutura cognitiva. Ao mesmo tempo procuramos despertar a curiosidade das pessoas ao incluirmos junta às regras resumo da história dos jogos. Pretendemos com isso fazer com que usem a tecnologia da informação para aprender e apreenderem mais sobre a cultura e a origem que cada jogo traz.

Começamos como artesãos e assim ficamos por quase 7 anos quando formalizamos a empresa e que se tornou ativa em 2011. Difícil é manter o ideal que formatou a Mitra aliando com as exigências legais, às vezes absurdas, e com a necessidade do lucro para nos mantermos na ativa.

Surgimento da Enciclopédia de Jogos:


Os jogos, inicialmente, eram no formato tradicional, em caixa de madeira tipo estojo que eram volumosos e cada jogo em tamanho diferente. Percebíamos a dificuldade de armazenar estes jogos, tanto os da Mitra quanto os de qualquer outro fabricante, o que nos levou a estudar e a pensar em alternativas que melhorassem esta questão. O resultado disto foi o Jogo-livro ou o Livro-jogo que alia a praticidade e o design num único produto em formato de livro. Após o registro no INPI, encontramos o desafio de tornar o produto economicamente viável o que, em tempos de recursos escassos foi muito difícil pois, terceirização  ou aquisição de máquinas não eram uma opção.

Para viabilizar tal projeto, usamos o conhecimento e a formação de um dos sócios para desenvolver  e produzir as máquinas e as ferramentas necessárias que, ao longo dos anos foram sendo aprimoradas e aperfeiçoadas. Da linha de jogos-livros surgiu a padronização do formato que uniu o útil ao agradável, pois simplificou a produção, e o resultado disto foi o surgimento da Enciclopédia de Jogos. Inicialmente eram apenas seis jogos e atualmente está com 33 jogos mas, este número irá aumentar pois ainda são muitos os jogos que ainda precisam ser pesquisados.

Dentro desta linha de pensamento "Da diversão ao Conhecimento" procuramos integrar novos jogos ao nosso catálogo. Muitos são os criadores de jogos que nos procuram mas poucos se alinham com a nossa filosofia e com o nosso processo produtivo. Como exemplo temos um dos lançamentos do ano passado, o jogo "Mistério das 7 Torres" que é uma forma divertida de conhecer a respeito das obras de arte, nos foi proposto por uma escritora de livros infantojuvenis que veio de encontro com a nossa proposta de trabalho."

Mistério das 7 Torres é um jogo que com certeza já está na minha lista de desejos. Não deixe de conferir o catálogo para saber mais sobre esse e muitos outros jogos.

 
Ficou com vontade de experimentar os jogos da Mitra? Pois saiba que o Castelo das Peças, o mais tradicional evento de jogos de tabuleiro do RJ, acabou de fechar parceria com eles. O evento acontece amanhã a partir das 9:00 da manhã na Universidade Veiga de Almeida da Tijuca e estarão disponíveis ao público os jogos Halma, Gammon e o nacional Excalibur.


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Minha estreia em Android Netrunner



Era só mais um fim de tarde quente em uma semana comum de trabalho no Centro do RJ. Em um restaurante qualquer do tipo fast-food, um grupo de pessoas se reúnem para vivenciarem uma experiência em um universo à parte: Runners contra Corporations em uma batalha mortal. Algo que os apressados pedestres que enchiam as ruas não poderiam compreender jamais. Porém, acho que todo esse cenário deu mais clima para uma bela jogatina de Android Netrunner. Para completar ainda estava rolando um protesto. Muito mais legal jogar assim do que na tranquilidade do lar ou de um evento fechado.

 Heitor de Corp e Felipe (meu noivo) de Runner.

Foi assim a minha estreia no universo de Android Netrunner. Porque não dá para considerar como apenas um jogo. O nível de imersão é muito grande com todo um vocabulário próprio do universo Cyberpunk e uma mecânica que segue a temática, além do belo trabalho de arte das cartas. Eu sou apaixonada por Sci-Fi e ainda mais por esse subgênero em especial. Esse foi um jogo em que a temática foi um ponto mais do que fundamental para despertar meu interesse e me levar ao esforço de querer superar a barreira do idioma.

Um sonho: Interface neural. ^^

A primeira vez que joguei foi alguns meses atrás com uma pessoa que também estava começando, ela me explicou o básico de como o jogo funcionava. Como grande parte dos cardgames, a mecânica é bem simples de aprender, o grande segredo está sempre na estratégia de montagem dos decks e como você utiliza suas cartas. Acho que é fundamental conhecer muito bem suas cartas e todas as possibilidades de combinação entre elas. Conhecer seus pontos fortes e saber reconhecer suas fraquezas também é importante. Depois disso, só joguei novamente na segunda-feira agora para relembrar e não fazer muito feio na jogatina marcada para o dia seguinte, além de ter um conhecimento mínimo das cartas do deck.

Vamos a uma explicação breve de como funciona o jogo, até porque como novata não tenho a menor condição de entrar em detalhes. Como eu já disse no início do texto são Runners contra Corporations. Quem conhece um pouco de Cyberpunk não precisa de explicação sobre o significado desses termos. Se bem que o grande pai William Gibson chama os Runners de Cowboys. Enfim, eles são o que é popularmente chamado de Hackers. Em um universo distópico Cyberpunk, o mundo é controlado por megacorporações que vão ficando cada vez mais ricas enquanto exploram as pessoas que vão se tornando cada vez mais pobres. Esse subgênero da Sci-Fi surgiu na década de 80 e foi dado como morto na década seguinte, mas eu não diria que ele morreu. Só se tornou realidade rápido demais. O próprio Gibson declarou que não publica mais ficção científica porque o futuro já chegou.

 William Gibson é o cara. Gosta de Matrix? Leia Neuromancer e deixe sua mente explodir.

Voltando ao jogo, cada player controla um lado e cada lado possui identidades especificas que vão lhe fornecer habilidades. O jogo gira em torno das Agenda. Elas ficam com as Corps e são baixadas na mesa viradas. As Corps precisam pontuá-las e os Runners vão tentar pegá-las antes disso. Para proteger as Agendas, as Corps tem seus ICEs (que seriam os Firewalls) que também são jogados virados. Contra isso, os Runner tem seus Icebreakers. Existem muitas outras cartas: Event, Operation, Resource, Hardware, Program (Nem todo programa vai ser um Icebreaker), Asset e Upgrade. Mas o jogo gira em torno dos ICEs e Icebreakers para pegar as Agendas, as demais cartas são apoio.

  Identidades: Corporation e Runner.



 Agenda.

 ICEs.

 Icebreakers.

Cada lugar em que uma carta é jogada por uma Corp é um servidor e pode ser invadido por um Runner. O mesmo vale para a pilha de compras, cartas da mão e até mesmo a pilha de descarte. O jogo da Corp é altamente defensivo, enquanto o Runner precisa ser agressivo para tentar pegar as Agendas o mais rápido possível, pois quanto mais o tempo passa, mais forte fica a Corp e mais ICEs ela vai ter instalado em seus servidores. Um ponto importante é que a Corp joga tudo virado, então tem um quesito blefe muito forte no jogo, porque ela pode preparar diversas armadilhas para o Runner. Quem soma 7 pontos de Agenda primeiro ganha. Segue umas fotos do manual para ficar mais claro a organização da mesa, principalmente quanto a nomenclatura das coisas.

 Organização da mesa de Runner.

 Organização da mesa de Corp.

 
Uma mesa real acaba não ficando tão organizadinha.
 
Um turno de jogo tem 4 ações para o Runner e 3 para a Corp, sendo que ela compra carta todo turno como ação livre, o que pode ser bom ou ruim. Essas ações são chamadas de clicks. O limite de cartas na mão é cinco, mas é importante para o Runner manter sua mão cheia. Ao tentar invadir um servidor, ele pode tomar dano, isso significa perder cartas. Se ficar sem cartas na mão perdesse o jogo. Do lado da Corp, ela perde se sua pilha de compra acabar.

 Lista de ações possíveis para Corp e Runner.

Tentei explicar o jogo da melhor forma possível e resumidamente, não sei se fui bem nessa ingrata tarefa, provavelmente não. Acho que ainda vai levar um tempo considerável para eu ter condições de escrever algo digno. Mas se você quiser ler um texto de quem realmente sabe muito é só visitar o blog Android Netrunner Brasil

E a jogatina? Foram 4 partidas, 2 de Runner e 2 Corp. Como todo novato gostei muito mais de jogar de Runner. Na primeira partida, eu perdi miseravelmente, fiquei sem cartas na mão. Mas na segunda, consegui uma vitória. Apesar de achar que o Heitor facilitou a minha vida só para eu não ficar desanimada. Já como Corp, a primeira partida foi um horror também. Tem muita coisa no deck que eu ainda não sei como utilizar, Assets e Operations. Fora que blefar não é a minha. A segunda partida foi bem melhor. Não ganhei, mas consegui segurar bastante tempo. O rapaz que jogou comigo (conheci ele lá) foi muito bacana e paciente, explicando o que cada carta fazia e mostrando onde estavam meus erros, dando dicas do que eu poderia fazer. 

Quem quiser jogar, rola toda segunda-feira (essa semana foi terça-feira por causa do feriado) no KFC da Presidente Vargas no Centro do RJ a partir das 17 horas. Para melhores informações, acompanhe o grupo do jogo no Facebook: A:NR - Rio City Grid.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Fim de semana de O Senhor dos Anéis: The Card Game


Na semana passada, chegou um jogo que eu estava aguardando ansiosamente desde o lançamento. Passei os dias contando o tempo para o fim de semana. Seria meu primeiro texto de um jogo importado. Um novo desafio, pois não existe nenhum material em português. Para completar, mais um jogo grande, daqueles que ocupa a mesa toda. Além do tabuleiro que é maior do que eu imaginava, ele ainda vem com vários componentes: cartas, miniaturas, dados, marcadores e tabuleiros individuais. E a temática? O que falar sobre a temática? É simples uma que eu amo. Porém, meu noivo ficou doente. Então, tive que adiar os planos. Provavelmente, terei de aguardar até o mês que vem para escrever sobre esse jogo tão esperado. Nas próximas semanas estarei ocupada, algumas novidades aqui para o blog. Aguardem!!!

Mas, voltando ao final de semana, com meu noivo impossibilitado de jogar comigo, resolvi pegar firme no Senhor dos Anéis: The Card Game. Eu escrevi recentemente sobre ele aqui. Na ocasião, tinha jogado, se não me engano, duas partidas em dupla e uma solo. Meu noivo sempre com Espírito e eu alternei entre Tática e Liderança. Gostei mais de Liderança, então foi essa minha opção ao jogar solo. Gosto do combo Théodred e Aragorn. Théodred adiciona um recurso a reserva de outro herói que partiu para a mesma Missão que ele e Aragorn pode pagar um recurso da sua reserva para ficar preparado depois da fase de Missão. Ainda sobre o Aragorn, um Acessório muito bom de usar nele é Pedra de Celebrian, acrescenta 2 na Força de Vontade e ainda permite usar recurso dele para baixar carta da Esfera de Espírito. Além disso, esse deck tem uma carta de Evento muito boa chamada Ataque Surpresa, ela te permite colocar um aliado em jogo e voltar com ele para sua mão no final da fase. Comba muito bem com Gandalf, porque ele é descartado no final do turno. Com Ataque Surpresa, você impede isso e pode usá-lo mais de uma vez. 




Comecei minha jornada solo com duas partidas seguidas com deck de Liderança. Na primeira foi massacre total, Aragorn morreu e fiquei só com dois heróis na mesa contra 4 inimigos engajados. Não passei nem da primeira carta do Cenário. 


 A segunda já foi bem melhor, consegui chegar ao final, mas fui derrotada por Cria de Ungoliant. A última carta do primeiro Cenário é escolhida aleatoriamente. As opções são: Não Saiam da Trilha ou O Caminho de Beorn. Em Não Saiam da Trilha, você olha o deck de Encontro e o Descarte para escolher uma Aranha qualquer que será colocada na Área de Perigo. Nisso eu estava dando mole, descobri depois no grupo do jogo no Facebook. Eu tinha que pegar logo Cria de Ungoliant e partir para cima dela com tudo. Outra coisa, eu não tinha prestado atenção que era para olhar o deck de Encontro, eu olhei só o Descarte. Moral da história, fiquei esperando a maldita aparecer e nisso levando porrada das outras criaturas. Mas até que eu consegui dar bastante dano, faltou só dois para ela cair, só precisava de mais um turno. Porém, eu tinha que colocar meus Heróis na Missão senão o meu nível de ameaça ia subir e chegar em 50, isso me deixou impossibilitada de atacar, mesmo usando o truque do Aragorn porque os inimigos agem primeiro, então eu teria que usá-lo para defender. Mas acho que se tivesse pego ela logo de cara tinha dado para ganhar.

 


Enfim, resolvi mudar de deck, passei para Espírito. Na primeira partida foi um azar atrás do outro. Só saia Localização na Área de Perigo, quando não era isso era Infortúnio. Mesmo usando Acessório para aumentar a Força de Vontade da Éowyn e a própria habilidade dela, a Força de Ameaça ficou muito alta, o máximo que conseguia era igualar. Até que chegou um momento que não tinha mais como sustentar a situação. Foi muito estranho.



Porém, na segunda partida o deck brilhou muito. Tudo funcionou perfeitamente. Força de Vontade nas alturas, passando voando nas Localizações. Progredindo muito rápido na Missão. Foi aí que o Dúnhere, que eu tanto desprezei, mostrou seu valor. A habilidade dele é bater no inimigo ainda na Área de Perigo. 
 
Usei Saudação dos Galadhrim para manter meu nível de ameaça baixo impedindo os inimigos de engajar e Dúnhere matando geral lá na Área de Perigo ou quando chegava a engajar já vinha fraco. Outras cartas boas são os Aliados: Guia de Lórien e Rastreador do Norte, ambos quando partem em Missão adicionam uma ficha de progresso automático, o primeiro para Localização ativa e o segundo para Localizações na Área de Perigo. Desta vez, saiu o caminho de Beorn, que não exige a derrota da Cria de Ungoliant, a menos que ela esteja em jogo, o que não era o caso. Finalmente, uma vitória e até bem tranquila. 

 



Depois joguei com deck de Conhecimento, achei muito ruim, só serve de suporte mesmo. Minha mão ficou cheia de Acessórios e Eventos, não vinham Aliados. Passei a partida toda só com os Heróis na mesa. É um deck muito voltado para cura, mas sem Aliados não tinha como bater nos inimigos que foram se acumulando, eu só fiquei me defendo e curando. Não conseguia progredir na Missão. Foi uma partida rápida. Não sei se foi falta de sorte minha ou se realmente é um deck que só serve para suporte, acho que não deve ser assim. Acredito que todo deck deve ter capacidade para vencer por mais que com uns seja mais difícil do que com outros. Tenho que jogar com esse deck novamente.

Para fechar voltei a jogar com deck de Espírito, dessa vez veio Não Saiam da Trilha e finalmente venci a Cria de Ungoliant. A partida foi bem rápida, já estava bem familiarizada com as cartas, então nem precisava ficar pensando muito. Fora que já conheço o deck de Encontro da primeira missão como a palma da minha mão.


Agora só falta jogar com o deck de Tática, mas acho que vou acabar montando um deck de Liderança com Espírito. O problema é decidir quais heróis usar. Aragorn e Éowyn são certos, minha dúvida está entre o Theódred e o Dúnhere. Se bem que se eu fizesse um deck com Éowyn, Theódred e Dúnhere ia ficar um temático de Rohan. Segue mais algumas cartas boas para fechar o post. Na primeira foto: Anula Efeito Sombrio e Efeito Revelado e na segunda foto: Pega um Herói do descarte e coloca de volta na mesa e devolve todo o descarte para seu deck.




segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Guerra do Anel


Se a grande aquisição do mês passado foi O Senhor dos Anéis: The Card Game, começamos 2014 ainda no clima de Tolkien com Guerra do Anel, que provavelmente não será apenas a grande aquisição do mês, mas do ano inteiro. O jogo foi lançado faz alguns meses pela Devir e fiquei um pouco relutante em comprá-lo devido ao alto valor, mas já posso adiantar de cara que valeu a pena.

Resolvi adquiri-lo depois de ler várias críticas positivas e ao verificar no Boardgamegeek sua excelente classificação: 1º no Thematic Rank e 19º no Board Game Rank. Eu sempre quis um jogo que me transportasse à Terra-Média, que me fizesse sentir dentro da história. Minha principal insatisfação em relação ao cardgame foi justamente a falha no aspecto temático.

Guerra do Anel pode assustar um pouco por causa do tamanho. O mapa é bem grande, tanto que ele vem dividido em duas partes. Vamos aos números: São mais de 200 miniaturas, mais de 100 cartas, quase 100 marcadores e mais de 20 dados. Uma partida dura em média 6 horas.

Componentes arrumados em cima da mesa (O olho de Sauron não faz parte do jogo, é só ostentação)

Porém, a mecânica nem é tão complicada. Só tem muitos detalhezinhos para serem gravados. Então, a princípio, vai ser sempre preciso consultar o manual ou o guia rápido. É um jogo para ser jogado de 2-4 pessoas, mas o ideal são 2 apenas. Um lado controla as Forças das Sombras e o outro os Povos Livres e a Sociedade do Anel.

As Forças das Sombras vão tentar conquistar a Terra-Média e descobrir onde está o Anel. Os Povos Livres vão tentar deter o Mal enquanto avançam com a Sociedade o mais rápido possível. Simples, não? A questão é que cada ação no jogo tem uma série de detalhes e regras. Sem contar que ainda têm as Cartas de Eventos, mas vamos por partes.

Antes de começar o jogo, é preciso montar o setup inicial. Isso é um pouco chato, porque são muitas peças diferentes e no início é um pouco difícil diferenciar umas das outras. As Forças das Sombras estão divididas entre Isengard, Sauron e Sulista/Orientais. Os Povos Livres estão divididos entre Gondor, Rohan, Norte, Elfos, Anões. Dentro disso, nós temos as divisões de classes, que são: Regular, Elite e Líder.

Setup inicial montado.

A Sociedade do Anel é posicionada em Valfenda através da figura que representa Frodo e Sam, que são os portadores do Anel. Os demais Companheiros (como são denominados no jogo) ficam em uma área separada no canto superior direito ao lado de suas respectivas cartas, perto de onde está localizado o marcador de avanço e corrupção. Eles podem se separar da Sociedade, cada um de acordo com as regras de sua própria carta, para ajudar nas batalhas. As Sombras também tem seus personagens, chamados no jogo de Vassalos, apesar de serem em menor quantidade: Saruman, Rei dos Bruxos e Boca de Sauron. Eles começam fora do jogo e entram de acordo com as condições estabelecidas em suas cartas também. A arte de Guerra do Anel é do John Howe, acho que todo fã de Tolkien conhece ele. 

Sociedade do Anel.

 Vassalos das Sombras.

Gandalf Branco, Aragorn e Gollum.

Gandalf quando está na Sociedade é o Cinzento e Aragorn é apenas Passolargo. Para se transformarem, eles precisam se separar da Sociedade e satisfazer as condições de suas cartas. O Gandalf é o que separa primeiro, seguindo a lógica da história, ele sempre abandona a galera no caminho. As condições dele para virar Branco são bem mais fáceis. Já o Passolargo precisa chegar em Minas Tirith para virar Aragorn. E Gollum? Bom, ele entra em jogo como guia da Sociedade quando Frodo e Sam ficam sozinhos.

Com setup inicial pronto, o que falta para começar o jogo? Os dados, são eles que vão definir as ações. As Sombras começam com sete e os Povos Livres com quatro. A medida que novos personagens vão entrando ou sendo transformados, novos dados vão sendo adicionados. Mas se eles morrem, os dados adicionais vão embora junto. A menos que você tenha alguma carta que te permita ações livres, você está limitado as ações que saírem nos dados. Todo turno duas Cartas de Evento são compradas, uma de Estratégia e outra de Personagem.

Dados de ação.

As ações são basicamente: Mover (Faca e Bandeira), Alistar (Capacete), Atacar (Faca e Bandeira) e Jogar ou Comprar Carta (Palantír). Logicamente, cada uma dessas ações tem suas particularidades. Ambos os lados têm também uma ação especial. As Sombras é através do Olho, que joga dados para tentar achar o Anel quando a Sociedade se move e os Povos Livres tem o Desígnio do Oeste que funciona como um coringa, permitindo escolher qualquer ação. Outra forma de mudar o resultado de um dado são os Anéis Élficos. Eles ficam disponíveis para os Povos Livres, mas quando utilizados passam para o lado das Sombras. Só pode ser utilizado um anel por turno. Depois de utilizados pelas Sombras, eles saem de jogo. 
No início, ninguém está em guerra, então não há possibilidade de ataque. Na lateral direita do mapa, existe um indicador político. Para entrar em guerra é preciso fazer uma ação diplomática, essa ação é realizada com o dado de Alistamento (Capacete). As Sombras estão bem mais próximas da guerra, Isengard e Sauron só precisam de uma ação diplomática. São três níveis no indicador político, quando atacada uma nação se movimenta automaticamente. Só após entrar em guerra é que se pode alistar e entrar em combate.

Mas antes disso, é possível mover suas tropas já posicionadas pelo setup inicial. Existem dois tipos de movimento. Um é pelo dado de Personagem (Faca), você só pode mover tropas com líder ou personagens propriamente ditos e o outro pelo dado de Exército (Bandeira), para mover tropas sem líder. Os líderes são as figuras em cinza.

Os dados em geral oferecem várias opções de ações, mas é preciso escolher apenas uma. Um dado de Exército (Bandeira), por exemplo, oferece as opções de mover, atacar e jogar carta estratégia, mas não se pode fazer os três. Tem um dado que vem com duas opções de ação para escolher Alistamento/Exército (Capacete e Bandeira), porém a regra é a mesma. A ordem das ações é escolhida pelo jogador, cada lado faz as ações de seus dados alternadamente, mas sempre quem age primeiro são os Povos Livres. 

Os dados dão ações específicas para cada lado, além das gerais que já descrevi. O dado de Personagem (Faca) é muito importante para quem está jogando com os Povos Livres, pois é ele quem permite fazer ações com a Sociedade (Mover, Ocultar, Separar Companheiros e Movimentar Companheiros). Sendo que a última ação também vale para as Sombras, é possível mover todos os Nazgul. E o melhor, eles voam, então não tem limitação de terreno bloqueador ou distância. Dá para cruzar o mapa todo. Outra ação das Sombras é com o dado de Alistamento (Capacete), pois coloca um Vassalo em jogo, desde que atendidas as especificações da carta. Não basta só ter as condições, é preciso gastar um dado de ação. Mesma coisa, por exemplo, para o Passolargo virar Aragorn, não basta só chegar em Minas Tirith, é preciso usar o dado do Desígnio do Oeste.

Depois de mover as tropas e entrar em guerra, as batalhas são inevitáveis. O objetivo das Sombras é dominar a Terra-Média. As principais localidades são marcadas com pontos (1-2), é preciso somar 10 para vencer. Os Povos Livres também podem vencer através dessa mesma forma, só que ao invés de somar 10, eles só precisam de 4 e as localidades das Sombras todas valem 2. Uma questão muito importante sobre o combate é que as unidades das Sombras que são derrotadas saem do tabuleiro para reserva, podendo retornar através de Alistamento (Capacete). As unidades dos Povos Livres morrem mesmo, elas são retiradas de jogo.  

O ataque é determinado pela rolagem de dados D6 comuns, rolasse a quantidade de dados igual ao número de unidades atacantes, mas com máximo de cinco. Não adianta ter dez unidades (número máximo permitido em uma localidade), a única vantagem é manter os cinco dados por mais tempo, em caso de perda de unidades. Os líderes não contam na soma, eles permitem rolar novamente dados que falharam. È preciso tirar 5 ou 6 para obter sucesso. Cada sucesso é uma unidade que vai embora ou é rebaixada. As unidades Regulares valem 1 e as Elites 2, então se levar 1 de dano, ao invés de perder a unidade Regular, é melhor rebaixar a Elite, para não perder dados no ataque. Um combate pode ter várias rodadas, só acabando se o atacante decidir interromper o ataque ou se o defensor recuar.

Mas se as unidades dos Povos Livres estão em uma localidade com Fortaleza, eles podem declarar ter entrado na mesma e o ataque não poderá ser realizado. Nos próximos turnos, o combate terá apenas uma rodada e só será possível acertar com 6 no dado. Atacar Fortaleza é muito chato. Se for Cidade ou Fortificação, a necessidade do resultado máximo é só no primeiro ataque. É importante deixar claro que o defensor rola dados de combate da mesma forma que o atacante. Você bate, mas apanha também. É preciso avaliar os riscos.

 Porradaria no Abismo de Helm.

Enquanto as batalhas se espalham cada vez mais intensamente pelos diversos locais da Terra-Média. A Sociedade tenta avançar oculta para destruir o Anel. A Sociedade é movida pelo dado de Personagem (Faca), cada vez que a Sociedade se movimenta, as Sombras realizam uma busca para tentar encontrá-la. É jogado o número de dados de Olho disponíveis na área de busca do Anel, canto inferior esquerdo. As Sombras podem escolher quantos dados de Olho utilizar antes de sua rolagem de dados, até o número máximo de cinco. Para obter sucesso é necessário conseguir um resultado máximo na rolagem do D6. Após isso, é retirado um marcador da Reserva de Busca que irá determinar o dano sofrido pela Sociedade.

A Reserva de Busca é um conjunto de marcadores que devem ser colocados em um recipiente para sorteio. Dessa forma basicamente a Sociedade pode ser revelada e/ou sofrer pontos de corrupção. A Sociedade quando revelada se move o número em que estava seu marcador de progresso, não podendo terminar seu movimento em Cidade ou Fortaleza controlado pelos Povos Livres. A Sociedade não pode se mover quando está revelada. Então, será necessário gastar um dado de Personagem (Faca) para ocultá-la.

Bom, acho que só faltou falar das cartas. Elas são dividas em dois tipos: Personagens e Estratégia (indicado por símbolos diferentes no verso). No início do turno cada lado compra duas. O dado com o símbolo do Palantír permite comprar ou jogar qualquer carta. Outros dados podem ser usados para jogar carta, dependendo do seu tipo Personagem, Exército ou Alistamento. Isso é indicado pelo símbolo no canto superior direito da carta. As cartas servem também para serem utilizadas nos combates. Nesse caso, elas são jogadas como ação livre. Mas só é permitida uma carta para cada lado. Nada de fazer combo. As ações de combate vem descritas na parte inferior da carta. A parte superior descreve o evento propriamente dito da carta. Se uma carta é utilizada em combate, ela é descartada e perdesse o benefício do evento que ela provocaria. Então é preciso pensar bem no que vale mais a pena. Segue exemplo para ficar mais claro.

Carta de Evento das Sombras e Povos Livres.

Eu joguei 2 partidas, a primeira foi um pouco bagunçada, com algumas regras confusas e erradas. Começamos com 4 pessoas, depois 1 precisou sair, continuamos em 3 e terminamos com 2. Na verdade, não chegamos a terminar, estava perto do final e meio que desistimos. No dia seguinte, voltei a jogar, agora só com 2 pessoas. Foi bem mais tranquilo e as regras foram mais corretas. Deve ter havido algum erro ou outro, mas nada muito grande. Provavelmente, esse próprio texto deve tê-los também. Ainda preciso jogar mais algumas vezes para pegar legal o jogo. Mas a ansiedade de escrever sobre ele era grande demais, até porque não é a qualquer momento que você tem disponibilidade para passar 6 horas jogando.

Eu gostei muito de Guerra do Anel, é extremamente temático, te faz sentir de verdade dentro da história. Agora é mentira o que dizem sobre ser mais fácil para as Sombras ganharem. A única vantagem que as Sombras têm é que suas unidades não morrem, mas se uma unidade é retirada do mapa, é preciso gastar Alistamento (Capacete) para colocá-la de volta. As cartas de evento dos Povos Livres são extremamente apelonas, eles tem muito mais personagens (separando a Sociedade) e só precisam conquistar duas localidades, enquanto as Sombras precisam de cinco.

Os Povos Livres ainda tem dois personagens que fazem upgrade durante a partida. Um deles morre e volta. É ou não é muita apelação? Enquanto as Sombras só tem o Saruman, que não pode sair de Orthanc; Rei dos Bruxos, que tem como uma das condições para entrar em jogo a presença de Saruman (se ele morre, acabou) e o Boca de Sauron que é o pior de todos, só entra se a Sociedade estiver na trilha de Mordor. Somado a isso tudo, tem o meu eterno azar nos dados.

Porém, o que mais me incomodou e causou problemas foi o trabalho ruim da Devir com o manual. São diversos erros de regra, tradução, digitação e português mesmo. A própria caixa vem com um erro pavoroso nas laterais. Ainda bem que pelo menos na parte da frente conseguiram escrever certo. As cartas também não escaparam da incompetência deles. Acho que só não erraram no mapa. Mesmo assim, tenho medo de olhar e encontrar algum local com nome traduzido de maneira absurda ou escrito errado. 

Erros de concordância e digitação nas laterais da caixa.

Para quem sabe inglês, a opção é baixar o manual no próprio site da Ares, empresa criadora do jogo, ou assistir gameplay. Um muito bom, que eu recomendo é do Ricky Royal. São 15 vídeos com explicações detalhadas. Mesmo quem não sabe, mas tem uma noção sobre o jogo, consegue acompanhar relativamente bem. Clique aqui para acessar playlist completa.


PS: Senti falta de miniaturas dos Ents. T_T

[UPDATE] Confira nosso vídeo explicativo:


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Primeiro evento de 2014 - Guadalupeças


Ontem aconteceu o primeiro Guadalupeças de 2014. Confesso que estava um pouco preocupada em fazer o evento tão no início do ano, por ser uma época de férias em que as pessoas aproveitam para viajar. Para completar, ainda tinha o calor infernal e o fato do mercado está fechado para balanço. Nosso evento acontece na Praça de Alimentação do Prezunic da Av. Brasil. O administrador do local chegou até a sugerir que cancelássemos, mas permanecemos firmes e deu tudo certo.

As pessoas demoraram um pouco para começar a chegar. Ficamos como medo delas estarem chegando e indo embora por causa do aviso do mercado fechado. Meu noivo chegou a ir para porta ficar vigiando e também tentar pegar sinal para entrar na internet e colocar algum aviso de que mesmo com o mercado fechado o evento iria ocorrer normalmente.

A primeira pessoa a chegar foi o Rodrigo, que está desenvolvendo um jogo incrível chamado Palmares, tive o prazer de participar de um playtest na edição de novembro do Castelo das Peças. O pessoal do E aí, tem jogo? fez uma resenha bem legal que você pode conferir clicando aqui.

Jogamos um pouco de OwareHnefatafl enquanto ele me atualizava de como estava o desenvolvimento do Palmares, que devido algumas modificações que estão sendo realizadas não está mais disponível para playtest, mas assim que estiver quero ter a oportunidade de jogá-lo novamente e aí escrever meu próprio texto.

Ele acabou comigo no Oware e só não fez o mesmo no Hnefatafl porque eu estava jogando com o Rei (para entender melhor, leia o post Enciclopédia de Jogos). Mas me mostrou uma possibilidade de jogada bem interessante com os Mercenários, algo para se testar com mais calma. Eu não sei conversar e jogar ao mesmo tempo.

A segunda pessoa a chegar foi o Filipe, com sua mega mala de jogos foda, então começamos a brincar de verdade. O primeiro jogo do dia foi Puerto Rico: Limited Anniversary Edition, sempre quis jogar esse jogo porque é super bem cotado no Boardgamegeek e todo mundo fala que é obrigatório na Ludoteca de qualquer fã de jogos de mesa modernos. Comecei muito bem, jogando uma versão especial. Gostei muito do jogo e tive um bom desempenho. Não ganhei é claro, mas também não fiz feio.



Enquanto jogávamos foram chegando mais pessoas. Tivemos mais Oware e Hnefatafl.



Também rolou Runicards (que eu pretendo escrever sobre em breve), O Senhor dos Anéis: The Card Game (que é o post anterior a esse) e Zombicide (já joguei tanto que deu uma enjoadinha).





Quando acabei minha partida de Puerto Rico: Limited Anniversary Edition resolvi fazer uma pausa para o almoço. Com a fome saciada foi hora de experimentar mais um jogo novo: Shadows Over Camelot. Geralmente em evento, eu procuro sempre jogos que eu não conheça ou não tenha. Esse foi a decepção do dia. Filipe falou que estava pensando em vender esse jogo, mas queria jogar mais uma vez para ter certeza, disse que não gostava muito porque era cooperativo. Pensei, se o problema é esse, então para mim estava tranquilo, eu adoro um cooperativo.



O problema desse jogo, na minha opinião, nada tem a ver com o fato de ser cooperativo. É uma questão de mecânica mesmo. O funcionamento é bem simples, cada um é um cavaleiro da távola redonda e existem diversas quests espalhadas no mapa, a cada uma resolvida você ganha espadas brancas, com sete o jogo está ganho. A dificuldade é que antes você precisa escolher perder um ponto de vida, colocar uma catapulta ou pegar uma carta do baralho negro. 

Perder ponto de vida é a última coisa para fazer porque cada um só quatro e recuperá-los não é fácil. As catapultas parecem uma boa opção, mas se chegar a doze fim de jogo e as cartas do baralho negro atrapalham as quests. Se perder uma quest entram espadas negras, com sete delas o jogo está perdido. Além das espadas, as quests dão quando vencidas vantagens e quando perdidas desvantagens.

Eu achei que está o problema do jogo, cada um só pode fazer uma ação. Se eu me movo para uma quest, só vou poder jogar a carta no outro turno. Comprar carta branca só em Camelot, e ainda tem a questão do traidor. Entre os cavaleiros existe um traidor que depois de revelado só coloca catapulta de rouba carta da mão os outros jogadores, ações muito automáticas. E quem era o traidor do jogo? Justamente o Filipe. 

Não vou entrar em muito detalhes porque para isso eu teria que ter lido as regras e jogado mais vezes, só quis fazer um comentário bem por alto. O jogo não é ruim, eu jogaria novamente se tivesse oportunidade, mas não compraria. Bonito do jeito que ele é, merecia uma jogabilidade melhor. Aqui cabe literalmente aquele ditado que diz: "Beleza não põe mesa". Eu encaro um jogo feio com uma mecânica boa, agora o contrário já fica mais difícil. Até porque, quanto mais bonito, mais caro.

Enquanto eu estava distraída no universo do Rei Arthur, já pensando no que estou escrevendo aqui. A galera continuava a chegar e mais jogos estavam rolando.



Red November é um jogo que eu amo e que com certeza vou escrever sobre ele em breve e o Recicle já marcou presença por aqui, quem leu o post sabe bem o que eu acho dele.

Rolaram outros jogos, além dos que foram aqui expostos. Coloquei só os que achei mais interessante. Abaixo segue uma foto do evento já perto do final. Eu estou jogando Small World, que é bem legal, um dos melhores jogos da minha Ludoteca, mas não é nenhuma novidade. XD


E para fechar, uma foto com o pessoal que ficou até o final ao lado cartaz do evento para comemorar nossa primeira edição do ano. \o/


Obrigada a todos pela presença, espero revê-los em 02 de fevereiro para mais um dia de muitos jogos e diversão. Se você é do RJ e gosta de jogos de mesa ou tem vontade de conhecer é só chegar. Curta a nossa página no Facebook e se mantenha informado não só sobre o evento, mas também sobre todas as novidades do meio. Para ver mais fotos, clique aqui.