terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Hanabi


Hanabi é um party game cooperativo lançado no Brasil pela Galápagos Jogos com temática de fogos de artifício para ser jogado de 2 à 5 jogadores. Nada mais adequado para hoje, não? Seu nome significa fogos de artifício em japonês. É um jogo bem simples e divertido, além de bonito. As regras vem escritas em cartões que são de leitura muito fácil e rápida. Li no ônibus em uns 10 minutos, só para poder relembrar algumas coisas e também porque nunca tinha parado para ler. A maioria dos jogos acabo sempre aprendendo a jogar pela explicação de alguém mais experiente ou algum vídeo de gameplay.

Visão geral do jogo.

O jogo possui cartas de fogos de artifício de 6 cores diferentes e que são numeradas de 1 à 5. O objetivo é conseguir organizar essas cartas nas cores e ordem correta, fazendo assim a melhor apresentação possível. A dificuldade é que os jogadores não podem ver as suas próprias cartas, eles só podem ver as cartas dos outros jogadores. Em cada turno, escolhesse 1 ação entre as 3 possíveis: dar dica, descartar carta e jogar carta.

 Cartas sempre viradas para os outros jogadores

Existem 8 cartas de dica no jogo, cada vez que você escolhe a ação de dar uma dica, uma dessas cartas é utilizada. Se as cartas de dica acabarem, você não pode escolher essa ação. Mas elas voltam, isso vai ser explicado ao longo do texto. Existem dois tipos de dicas possíveis, cor ou número. Você só pode dar uma dica e precisa ser bem especifica, mostrando a qual carta a dica se refere. Na minha opinião, é ação mais importante do jogo. É necessário bastante atenção ao que está na mesa, tanto quem está dando a dica quanto quem está recebendo, para pegar a informação que não está sendo dita diretamente.

Quando você descarta uma carta de fogos de artifício, recupera uma carta de dica. Mas é perigoso descartar uma carta sem ter informação nenhuma sobre ela, pois pode acabar descartando uma carta útil. As cartas possuem repetições, com exceção da carta 5. Se você descartá-la já era, uma sequência vai ficar sem ser completada. Nisso a dica também ajuda, pois através dela você pode saber que tem uma carta inútil na mão e descartá-la sem medo. Ao receber dicas, você pode reorganizar sua mão para ajudar sua memória. Porém, em hipótese alguma, pode olhar suas cartas.

Jogar a carta é a ação mais tensa do jogo, pois é necessário precisão de cor e número. Não pode haver cores repetidas e a numeração precisa ser na ordem. Se você joga uma carta errada, leva uma carta de penalidade, com 3 dessas o jogo acaba e todo mundo perde. Não há modo de se livrar das cartas de penalidade. Após jogar ou descartar carta, você deve comprar uma nova.

Cartas de dica (azuis) e penalidade (vermelhas) à esquerda e a direita as cartas de fogos de artifício já jogadas.

Além da penalidade, existem outras duas formas do jogo acabar. Se a pilha de compras termina ou se a sequência de 6 cores e 5 números for completada, o que é o mais difícil de ocorrer. O primeiro caso é derrota, o segundo pode ser uma vitória parcial e o último é a vitória suprema, praticamente os fogos de Copacabana. No caso em que a pilha de compras acaba é somado o valor da última carta de cada sequência de cores para contar a pontuação e determinar o nível do seu show de fogos de artifício.

Como eu já disse é um jogo bem simples e divertido, além de bonito. Funciona muito bem tanto para jogadores mais experientes quanto para iniciantes, além de poder servir de porta de entrada para aqueles que não conhecem jogos de mesa modernos. Pode ser jogado praticamente por todas as idades. A classificação indicativa da caixa é 8 anos. Só não recomendo jogar com dois jogadores, pois perde muito da graça. O jogo fica muito mecânico e a vitória muito fácil.

Jogo na prática.

È isso aí galera, último post de 2013. Feliz Ano Novo para todos. Que 2014 venha com muitas jogatinas, sejam elas caseiras ou em eventos, e bons lançamentos. Espero poder ver os grandes jogos gringos sendo lançados por aqui, mas também ver os nacionais fazendo bonito. O blog é novo, mas espero conseguir melhorá-lo a cada novo texto publicado. Obrigada pelas visitas e aguardem que já tem texto especial para o início do ano que vem. XD

Essa última foto é do Guadalupeças, evento que ocorre todo primeiro domingo do mês no Prezunic de Guadalupe, Zona Norte do Rio de Janeiro. Fica bem na Avenida Brasil, então não tem erro. Nosso evento será o primeiro do ano, fica a sugestão para começar bem 2014.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Enciclopédia de Jogos


Apesar de existir há alguns anos já, a referência mais antiga que encontrei no Google é de 2008, só vim a conhecer a Enciclopédia de Jogos da Mitra na semana passada. Meu noivo estava na Livraria Cultura procurando por um presente de Natal para mim, quando se deparou com uma estante cheia de jogos em caixas de madeira com formato semelhante ao de um livro e aparência artesanal. Na hora, ele me mandou uma mensagem com o site da empresa para que eu pudesse ver. O site deles é muito bonito e traz muitas informações sobre os jogos. Aconselho dar uma olhada no catálogo que fica na seção Mitra na Mídia.

A ideia da Enciclopédia de Jogos pelo que pude perceber é apresentar jogos clássicos de todo mundo desde os mais antigos até os atuais. Os tabuleiros são feitos de MDF e dobram ao meio com espaço na lateral para armazenar as peças e um fecho que facilita o armazenamento não deixando as peças caírem ou o tabuleiro abrir por acidente. Além disso vem uma luva  em papel kraft para proteger a caixa/tabuleiro, o nome do jogo vem escrito na lombada como em um livro mesmo e o manual que apresenta a história e regras do jogo de maneira mais detalhada é em papel reciclado. A Mitra é uma empresa de criação de jogos com enfoque educativo, então nada mais coerente.O trabalho de arte tanto da capa como do tabuleiro também é bem bacana, com desenhos e pinturas muito bonitos. O legal é que mostra que é possível fazer um produto ecologicamente correto com qualidade e atraente esteticamente.

Acabamos decidindo por trocar jogos da Mitra de presente de Natal. O problema foi quais jogos escolher em meio a tantas opções. A Enciclopédia de Jogos é atualmente composta de 35 jogos. Digo atualmente, porque novos jogos vão sendo acrescentados. No texto de 2008 que citei falava-se em 17 jogos. Não sei se na Livraria Cultura tinha todos os jogos da coleção, mas a maioria estava disponível lá.

Meu noivo escolheu rapidamente o que ele queria - Go. Acho que depois de XadrezDamas e Gammon é o jogo mais conhecido da Enciclopédia. Eu fiquei perdida lendo a contracapa que traz um resumo da história do jogo e das regras, além de uma foto ilustrativa. Tantas opções, uma mais interessante que a outro. Acabei escolhendo Oware e Hnefatafl, pois me pareceram os mais interessantes historicamente.


O Go ainda não jogamos, achei o mais difícil dos três. Dei uma lida nas regras, mas ainda não tive coragem de encarar o tabuleiro, estou tentando me acostumar jogando no IOS. Já consigo saber onde o oponente vai jogar as pedras dele, só não consigo acertar onde jogar as minhas. lol

O primeiro que jogamos foi o Hnefatafl, um antigo jogo Nórdico, cujo nome significa "rei do conselho". Antes da introdução do Xadrez nos séculos XI e XII, os Escandinavos estimulavam seus raciocínios estratégicos com um jogo conhecido como Tafl que no idioma Nórdico antigo significa "mesa" e, até o final do séc XII era usado para chamar uma grande variedade de jogos de tabuleiro.


Esse jogo me pareceu uma espécie de Xadrez simplificado, porém esteticamente mais atraente. Nele, nós temos o Rei e seus defensores posicionados no centro do tabuleiro; nas laterais temos os mercenários cujo objetivo é capturar o Rei. As peças se movimentos em linha reta como a Torre no Xadrez. Uma peça é capturada se for cercada por dois lados. Porém, o Rei só é capturado se for cercado por todos os lados. Esse é claro o objetivo dos mercenários. O objetivo do jogador que controla o Rei e seus defensores é chegar em um dos quatro refúgios localizados nas quatro extremidades do tabuleiro. Nenhuma peça pode ocupar esses locais além do Rei.

Jogamos duas vezes, uma vez de cada lado. Em ambas as vezes a vitória foi do Rei, o que nos deu a impressão de uma certa desigualdade. Jogar com o Rei parece ser sempre mais fácil, porém acho mais provável que a gente que ainda não tenha pego o jeito do jogo direito.

Logo em seguida veio Oware, jogo com mais de 7000 anos de história, que teve origem no continente africano. Existem mais de 200 variações e nomes diferentes de Mancala (nome dado a essa família de jogos). Na própria Enciclopédia de Jogos encontramos outras versões - Bao e Onweso. Oware é uma das versões mais populares. O manual veio com 3 regras diferentes. Só joguei pela primeira regra que é a utilizada em campeonatos e competições internacionais - Abapa.


O jogo é bem simples e muito divertido, porém o manual me deixou um pouco confusa. Mas a própria Mitra tem um vídeo explicativo ótimo. O tabuleiro é composto por 12 cavas, sendo metade para cada jogador. Cada cava começa com quatro sementes. O jogador inicial vai recolher as sementes de qualquer uma de suas cavas e distribuir uma a uma nas cavas subsequentes, acabando as cavas do seu terreno continua no terreno do oponente. Essa é a semeadura. Cada jogador vai fazer isso até que ocorra condição para colheita, que é quando se faz os pontos. A colheita ocorre quando ao depositar a última semente no campo do oponente a cava fica com um número de duas ou três sementes. Se acontecer de cavas anteriores formarem dois ou três em sequência até a última semente, a colheita poderá ser realizada nessas cavas também. O jogo termina quando o primeiro fizer 25 pontos.
 
Acho que ficou bem claro ao longo do meu texto que virei fã do trabalho da Mitra e com certeza pretendo comprar outros jogos deles. Os preços dos jogos são bem tranquilos, o Go que é o mais caro não chega nem a R$100, os demais estão numa faixa de R$50, um pouco mais ou menos. Não sei se vou conseguir completar a coleção, como eu já disse anteriormente ela vai crescendo, mas tentarei comprar os jogos mais antigos e clássicos, tipo Senet ou Jarmo, que também tem histórias muito interessantes. Espero poder escrever bastante sobre os jogos da Mitra aqui no blog.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Recicle: Tempos de Crise


Eu tinha planejado e estava me preparando para postar sobre um outro jogo, porém Recicle: Tempos de Crise me deixou tão empolgada que eu tive que escrever sobre ele imediatamente. Saí da mesa de jogo direto para o computador. Mais uma vez temos um jogo que a princípio você não dá nada. Tanto o tema quanto a arte de capa não ajudam. Pelo tema de reciclagem, você pensa logo em algo educativo e consequentemente chato. Já a capa parece que é um problema geral de todos os jogos da fase "underground" da Galápagos Jogos (eu tenho todos, só me faltava esse). Não vou dizer que é injustiçado também, porque até onde sei ele sempre foi bem avaliado e está esgotado há algum tempo.


Em Recicle: Tempos de Crise cada jogador administra uma cooperativa de reciclagem. Não preciso dizer que vence a que for melhor administrada, certo? A mecânica do jogo é totalmente Euro, a sorte é zero. Você tem três catadores para se mover pelo tabuleiro de cidade recolhendo os recursos. Além das áreas de materiais recicláveis, você tem materiais orgânicos (vão direto para o aterro sanitário da cooperativa e a cada três você ganha um ponto), praça (permite se mover para determinados lugares do mapa), carta (ações que beneficiam o jogador) e cooperativa (onde o catador vende para você). Nesse tabuleiro também temos a contagem de pontos e turnos. São seis para dois jogadores e cinco para três ou quatro jogadores. O jogo é muito rápido, tive um pouco a sensação que tenho ao jogar Agrícola, vai chegando o final e você acha que não fez nada.


Os catadores vendem o material reciclável à cooperativa (você gasta dinheiro) ou ao armazém público (você ganha dinheiro). A questão do armazém público é que para comprar de lá depois pode ser mais caro e por mais que pense que não vai precisar comprar lá, chega um momento que o jogo meio que te obriga. Além dos carrinhos dos catadores e do armazém público, esse é o tabuleiro que conta o dinheiro, item muito importante no jogo. Perceba que é possível ficar com valor negativo, isso significa que você pegou emprestado e tem também um esquema de pagamento de juros. Além disso, tem os impostos a partir do momento que se atinge uma determinada quantia de dinheiro. Estar no vermelho no final da partida perde ponto, assim como ter dinheiro sobrando dá pontos.


Outra ação possível é aquisição de fichas de equipamento de fichas de melhoria. Os principais são os equipamentos de reciclagem, você pode ter dois por vez. Sem eles não tem como reciclar e essa é claro a principal forma de ganhar dinheiro e pontos. Eles podem ser vendidos pela metade do preço de compra para abrir espaço para outros melhores. Se você não tiver os dois espaços de equipamento de reciclagem completos no final da partida perde ponto. Outra forma de reciclar que são os Ateliês, esses são livres. Existem outras melhorias que vão facilitar a administração da cooperativa. Todas muito bem pensadas.


Jogamos em apenas duas pessoas e já foi incrível, mal posso esperar para jogar com quatro. O jogo possui uma mecânica muito redonda. A princípio não percebi nenhum problema de regra, tudo funciona perfeitamente. Se fosse para reclamar de alguma coisa, nem é bem uma reclamação, é mais uma observação. Acho que pelo tema teria sido muito legal se o jogo fosse de material reciclado, tipo o Banco Imobiliário Sustentável. Não sei se os componentes são todos de material reciclável ou só a caixa, mas passa uma boa impressão. Uma outra questão é o tabuleiro da cooperativa, acho que poderia ser maior, com espaço para as outras fichas de melhorias além dos equipamentos de reciclagem.

Mas no geral adorei o jogo e recomendo fortemente. Se você ver vendendo em algum lugar compre porque é muito bom. O meu veio da Livraria Cultura lá do Recife. Cobraram um pouco a mais por causa disso, mas posso dizer que valeu cada centavo e mesmo com acréscimo nem foi tão caro. Achei bem justo o preço. É legal comprar em promoção, mas também você precisar saber reconhecer o valor das coisas.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O Último Grande Campeão


Meu noivo comprou esse jogo bem barato em uma promoção no site da Galápagos. Para quem não conhece, é um jogo nacional cuja temática é MMA. Pelo preço, a própria temática e arte pensei que seria dinheiro jogado fora. Sim, a arte dele também não é lá grandes coisas. Levou algum tempo até esse jogo finalmente conseguir ver mesa.


Apesar de ser um jogo de luta, ele precisa de três jogadores no mínimo.  Todo jogo assim acaba ficando um pouco encostado aqui em casa. Sendo um jogo do qual nada se esperava, ficou ainda mais tempo que o normal.

A oportunidade veio em um dia que fui jogar na casa de um vizinho. Já era de noite e no dia seguinte, eu iria acordar cedo para trabalhar, então precisava de algo rápido e fácil de carregar. Resolvi então dar uma chance. Jogamos em cinco pessoas e qual não foi minha surpresa ao perceber o quanto o jogo era divertido. Depois tive a oportunidade de jogar com três pessoas e achei que não funcionou tão bem. Acredito que o ideal seja cinco ou seis pessoas mesmo.

De maneira bem resumida, ele funciona da seguinte forma. Um dos jogadores (aleatório) começa com a peça que representa o Cinturão de Campeão. O objetivo do jogo é juntar oito ou dez pontos de vitória (varia de acordo com a quantidade de jogadores) e conquistar esse componente. Cada jogador pode realizar duas ações de um total de quatro (que não podem ser repetidas), sendo que quem estiver com o Cinturão só pode realizar apenas uma ação. As ações são: desafiar o campeão, treinar, comprar carta e curar.


No início da partida, cada jogador escolhe a carta do seu lutador. Essa carta vem com os símbolos das habilidades que esse lutador possui. É possível adquirir novas habilidades ou melhorar as que já tem na carta através do treinamento. As lutas e treinamentos são realizadas através dos dados que vem com os símbolos das habilidades. A quantidade de dano vai ser igual a quantidade símbolos correspondentes do dado e da carta. Depois de rolar os dados de ataque, você rola os dados de dano para saber quanto você se machucou e depois vai ser a vez do oponente. Aqui você bate, mas também apanha e não tem defesa.


Os dados são a única parte bonita do jogo. Eles são uma graça, os dados de luta pretos com os símbolos das habilidades e os dados de dano amarelos e um vermelho com as conhecidas onomatopeias de lutas.


As cartas são naquele velho esquema: ajuda você ou atrapalha o adversário. O importante é que comprar cartas é ação, mas jogá-las não. Assim sendo, você pode combar frenético.


Agora só falta falar da ação de curar que, na minha humilde opinião, é o maior problema do jogo. Você pode usar uma das suas ações para curar um dano ou passar a vez e curar três danos. Não existe um limite de dano que um lutador pode ter, ninguém é eliminado por isso. O dano diminui a quantidade de dados que você joga na luta. A cada dois danos você fica com um dado a menos. Porém, só vai até três. Quando joguei a primeira vez, não prestei atenção nisso e fui zerando os dados, o que obrigava as pessoas a se curar. Se você fica sempre com três dados e ainda tem carta que acrescenta dado na sua rolagem, para que vai gastar ação curando?

Outra coisa que eu achei mais ou menos foram as peças variantes. O Mestre é razoável, mas é muito esforço para pouco benefício, só dá defesa contra um tipo de golpe. A Ring Girl é repetição da carta, faz exatamente a mesma coisa, concede ponto de vitória automático. As outras duas são para você próprio criar as regras. Não consigo me decidir se isso foi uma boa ideia ou não.


Enfim, o jogo tem alguns problemas, tanto na questão arte quanto na questão jogabilidade, mas não merecia ter sido tão fracassado. Eu comecei o texto informando que o jogo foi comprado em uma promoção no site da Galápagos. Foi um grande saldão que eles fizeram, acho que estavam querendo liberar estoque. Bem, todos os jogos esgotaram rapidamente. Ou melhor, quase todos, O Último Grande Campeão foi o único que ficou lá encalhado. Atualmente, ele consta como esgotado, mas levou muito tempo e ele era o mais barato de todos.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Retrospectiva


Pode parecer um título estranho para primeira postagem, sua motivação se deve ao fato de minha caminhada no incrível mundo dos jogos de mesa ter começado a cerca de um ano atrás apenas. Ao contrário da maioria das pessoas, eu não tenho uma história saudosista de infância com jogos como War, Detetive, Banco Imobiliário ou Jogo da Vida. Mas isso não significa que meu primeiro contato com esse tipo de jogo tenha ocorrido somente no ano passado.

Meus passos iniciais com jogos de mesa foram com Heroclix e Magic, respectivamente. Mas devido ao universo altamente competitivo de ambos, comecei a procurar por opções mais leves de diversão. Eu sempre gostei de lojas de brinquedos e foi assim que eu conheci as versões de carta dos jogos de tabuleiro citados acima e um jogo novo, um tal de Catan.

Natal do ano passado.

Até esse momento, os jogos de mesas eram apenas um passatempo divertido, que poderia ter ficado só nisso. Talvez tivesse comprado algum outro jogo dos tradicionais. Eu cheguei a pensar em comprar o War Batalhas Mitológicas. Mas tudo mudou quando li a notícia do lançamento do A Game Of Thrones: The Card Game pela Galápagos Jogos. Na época, eu estava lendo os livros freneticamente. No início, éramos só eu e meu noivo, não tínhamos outras pessoas com quem jogar. Foi aí que surgiram os eventos, fora que eu era louca para saber como era o lance daquele "tabuleirinho" com as peças representando os títulos. Procurando por grupos e eventos no Facebook conhecemos A Game Of Thrones: The Board Game. Nossa estreia em eventos foi na 1ª Dungeon Cards. Fomos na intenção de jogar ambos, mas só deu tempo para ele.

Empolgadíssima com minha blusinha dos Starks.

O segundo evento que fomos foi o Castelo das Peças. Tínhamos acabado de adquirir nosso primeiro jogo importado e estávamos muito empolgados para testá-lo, até porque era um jogo de uma outra série que somos muito fãs: Battlestar Galactica.
 Quem é o Cylon?

Esse evento também foi importante porque foi nele que joguei meu primeiro Euro: Myrmes. Um jogo no qual você administra uma colônia de formigas tentando sobreviver as quatro estações durante três anos.

Tabuleiro principal (jardim).

 Tabuleiro individual (formigueiro).

Espero um dia tê-lo na minha coleção, apesar de só ter jogado uma única vez, é um dos meus favoritos.

Mas e o A Game Of Thrones: The Card Game? Levou algum tempo até eu consegui jogá-lo com outras pessoas. Fui frequentando os eventos e conhecendo outros jogos. Com o tempo surgiu a ideia de realizar nosso próprio evento, que a princípio se chamou Dungeon Cards Zona Norte.

 
Enfim, A Game Of Thrones: The Card Game completo

O tempo foi passando, mais eventos, mais jogos e chegamos ao Zombicide. Foi com esse jogo que convertemos os vizinhos ao nosso pequeno vício. 


        Primeira jogatina caseira.

Recentemente, nosso evento passou a se chamar Guadalupeças, por uma questão de maior acessibilidade.

 Todo primeiro domingo do mês no Prezunic de Guadalupe que fica na Av. Brasil.

Acho que bem resumidamente, foi essa a minha trajetória no mundo dos jogos de mesa. Tentei ser o mais breve possível, só destacando os principais pontos mesmo. Além de muitos jogos bacanas, com temáticas e jogabilidades das mais variadas e interessantes os quais não podia nem imaginar que existiam. Conheci muita gente legal, alguns estão nas fotos acima, outros não (quem sabe em posts futuros). 

A ideia de fazer o blog veio da minha vontade de falar sobre esse hobby que se tornou tão especial para mim. Queria de alguma forma poder expressar minhas opiniões sobre o assunto. Um jogo especificamente foi o empurrão que faltava. Um jogo, na minha opinião, injustiçado. Mas vou fazer um suspense, pois ele será assunto do próximo post. Qual será o jogo que me impulsionou na criação do blog? Alguém advinha?

Para terminar, sobre o nome do blog. Bem, é difícil encontrar um bom nome disponível. Pensei em vários nomes ruins. Meu noivo foi importante nesse momento não me deixando colocar qualquer porcaria. Acho que Turno Extra é um nome bacana, abrange a temática geral do blog e é convidativo espero. Aqui é um espaço não só para expor minhas ideias, mas trocar com outras pessoas também. É um bate papo virtual depois de uma boa jogatina.

Não posso encerrar esse primeiro post sem colocar uma foto dos meus joguinhos queridos, ainda têm mais cinco para chegar esse ano. Estão pelos correios da vida.

 
Meus joguinhos *_*