terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Tao Long no primeiro Guadalupeças de 2017



Domingo rolou o primeiro Guadalupeças de 2017 e começamos o ano muito bem recebendo o Pedro Latro, game designer do fenômeno Tao Long. O jogo da Octo Ludustudio está em FC lá fora pela ThunderGryph Gamestendo batido a meta em questão de poucas horas, abrindo muito bem o ano para o game design nacional. Muito bacana ver essa presença cada vez maior de brasileiros fazendo bonito no mercado internacional. A aquisição do jogo aqui no Brasil está rolando em sistema de pré-venda no site da editora, mas também soma com a arrecadação do Kickstarter para liberação de metas estendidas. A campanha vai até 2 de fevereiro e o jogo tem previsão de entrega para agosto. A versão básica está saindo por R$90, a de luxo por R$150 e a colecionador por R$350.

Pedro Latro, game designer do Tao Long, explicando o jogo.

O Tao Long é um jogo para dois jogadores no qual cada lado assume o controle de um dragão em uma disputa para mostrar quem é o mais forte. Cada dragão é formado por quatro peças, ao tomar uma determinada quantidade de dano uma delas é perdida. Quando a terceira peça for retirada, aquele dragão foi derrotado, pois restou apenas a cabeça. As ações do jogo são determinadas através do sistema de mancala, isso foi o que mais me chamou atenção no meu primeiro contato, pois é algo que eu gosto muito pelo alto grau de estratégia e variabilidade que proporciona. 

O estilo de arte oriental com aparência antiga ficou bem bonito.

São 4 ações distintas com 2 variações cada, o que dá um total de 8 opções disponíveis. A movimentação é o fundamento básico do jogo. Dependendo do posicionamento do seu dragão, vai ser possível fazer ou não determinado movimento. Quando um dragão fica de frente com qualquer parte do corpo do oponente, ele pode realizar uma mordida. Outra forma de infringir dano é através de uma ação específica, ela que permite um ataque à distância com fogo ou água, dependendo da variação utilizada. Mas, para isso, é necessário antes de ter acumulado o poder a ser utilizado. Usando a variação da água, também é possível se curar, pois a vida do dragão é medida por esse elemento. 

A parte que eu mais gostei no Tao Long.

O Tao Long aparece classificado como abstrato, porém eu achei que o tema está muito bem integrado com suas mecânicas. Ele se baseia em conceitos do Taoismo, sistema filosófico-religioso de origem chinesa. Apesar de gostar muito de cultural oriental, não possuo conhecimento sobre o assunto, mas gostei bastante da forma como o Pedro explicou na apresentação do jogo. Achei muito bom que ele não se preocupou apenas em explicar as regras em si, mas mostrou como elas se vinculam ao tema, qual a motivação para ser daquela forma. 

Galera jogando.

O Pedro não é do RJ e teve alguns problemas para chegar no evento, por isso ele acabou chegando um pouco tarde. Apesar de ser um jogo rápido, devido ao avançado da hora, acabei não jogando uma partida inteira, apenas alguns turnos para sentir o funcionamento. Eu já sabia por alto como era o jogo porque já tinha assistido alguns vídeos sobre ele. Mas, o pouco que joguei, foi o suficiente para me fazer querer adquiri-lo. Na minha opinião, ele já é um dos melhores nacionais do ano. Espero muito conseguir pegar o protótipo para poder jogar mais e fazer um post mais completo e inteiramente dedicado ao jogo.

Joguei pouco, mas foi o suficiente para me conquistar.

Desde já agradeço ao Pedro por ter se disponibilizado de vir ao nosso evento, foi um prazer conhecê-lo e ao seu jogo. Espero que, apesar das dificuldades, tenha sido proveitoso estar com a gente. Deixo registrado aqui mais uma vez os meus cumprimentos pelo trabalho incrível e desejo que o sucesso do Tao Long cresça cada vez mais. Tenho certeza que não apenas eu fui conquistada pelo jogo, a galera demonstrou bastante interesse e as mesas ficaram bem cheias.


O Tao Long foi o último jogo que joguei nesta edição do Guadalupeças. Então, agora voltemos ao início para comentar todos os demais que vieram antes. Comecei o dia conhecendo o Sugar Gliders, gostei bastante do jogo. As regras dele são muito simples, o que permite que qualquer um jogue, até mesmo crianças; mas ele tem um fator estratégico bem interessante. Ele é comumente comparado com o Hey That's My Fish, porém achei a questão do movimento ser limitado pela frutinha um diferencial significativo. 

Joguinho simples e rápido, mas com fator estratégico interessante.

Depois disso, joguei meu querido Blood Rage. Usando uma frase da moda: "Que jogão da porra". Tenho que escrever sobre ele aqui no blog. Podem reclamar o que for sobre a aplicação do tema, é uma crítica totalmente válida. Porém, isso não diminui em nada o brilho do jogo. Como sempre, joguei com a estratégia do Ragnarok. Eu não fui muito bem na primeira Era porque dei uns moles por esquecimento de regra. No sorteio dos tiles para saque, só saiu um de fúria, isso dificultou bastante a vida. Na segunda era, consegui fazer um trabalho um pouco melhor. Já na terceira era, sofri um duro golpe quando quase no final usaram aquela criatura que mata todo mundo quando entra no tabuleiro para me impedir de pontuar com a morte no Ragnarok. Na real, a disputa era pelo segundo lugar, porque o vencedor já estava bem definido durante toda a partida. Nunca vi Yggdrasil ser saqueada tantas vezes. A pessoa ficou com todos os status full ainda na segunda era. 

Sempre muito bom jogar Blood Rage.

Por fim, joguei o sempre muito agradável Sushi Go, o chatinho The Resistance e o surpreendente Vudu. Sushi Go é um jogo que eu acho que nunca vou cansar de jogar. The Resistance eu não curto muito porque sou péssima de blefe e o jogo é essencialmente isso, ficar trocando acusação. Vudu me surpreendeu porque eu não esperava gostar dele por ser um jogo de zoeira, eu não me dou bem em jogos assim por ser muito tímida. Os jogadores lançam maldições uns sobre os outros para ganhar pontos. Os requisitos para lançar as maldições são obtidos através de rolagem de dados e elas são basicamente tarefas vexatórias, aka "pagação de mico", tipo cacarejar. Quando o jogador esquece, a maldição é quebrada e ele perde pontos.

Surpreentemente divertido.

Confira mais algumas fotos de outros jogos que rolaram nesta edição do Guadalupeças:

Star Wars Destiny.

Room 25.

Kemet.

Camel Up.

Masmorra de Dados.

Obrigada a todos pela presença, espero que tenham se divertido tanto quanto a gente e que possamos nos encontrar na próxima edição. Gostaria de agradecer novamente a presença do Pedro Latro da Octo Ludustudio que abrilhantou o evento nos trazendo o Tao Long. O Guadalupeças não possui fins lucrativos, seu único objetivo é a divulgação do hobby. Nós estamos sempre abertos ao trabalho dos game designers nacionais e mês que vem a gente deve contar com a presença de mais um projeto bem bacana para a galera conhecer. Nos acompanhe nas redes sociais para saber das novidades do evento e do mundo do boardgame em geral. Neste ano de 2017, estamos nos esforçando para produzir mais conteúdo em vídeo, então faça a sua inscrição também no nosso canal no Youtube. Até a próxima!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Room 25


Um dos títulos mais legais que eu tenho na minha coleção está sendo lançado no Brasil pela Conclave Editora. Room 25 é um jogo bastante versátil que utilizando um conjunto de regras bastante simples consegue oferecer um total de cinco modos diferentes que vão desde o cooperativo até o competitivo, incluindo modo solo. Além disso, ele possui uma quantidade de componentes relativamente pequena, o que permite que seja jogado em praticamente qualquer lugar e comporta até 6 jogadores. É uma boa opção inclusive para levar em viagens.

Setup montado para 4 jogadores.

Os personagens.

O tabuleiro de Room 25 não é fixo, sendo formado a partir da junção dos tiles de sala, que irão formar um tipo de labirinto de onde os jogadores terão como objetivo escapar. Todos os tiles são dispostos virados para baixo, apenas o central começa revelado, sendo a posição inicial dos jogadores. Para conseguir a vitória, é necessário localizar a tal sala 25 que dá nome ao jogo. Para isso, a cada turno, os jogadores terão de escolher duas ações entre as quatro possíveis: Entrar, Espiar, Empurrar e Deslizar. Elas devem ser programadas simultaneamente e de forma oculta.

Sala inicial.

Sala 25.

Ao escolher a ação de Entrar, o jogador apenas entra em uma sala adjacente, aberta ou fechada. A ação de Espiar é para olhar a sala e não correr o risco de entrar em uma que seja ruim, A ação de Empurrar é mais popular entre os jogadores que são traidores para jogar os demais em salas ruins, mas também pode ser usada para ajudar no progresso de um amigo. A ação de Deslizar é a mais complexa de todas e consiste em mover uma linha ou coluna em uma sala. É uma ação muito boa para se mover rapidamente ou atrapalhar os demais jogadores.

Tiles de ações: Espiar, Entrar, Empurrar e Deslizar.

Selecionando e revelando ações.

Cada jogador tem uma espécie de tabuleiro individual que vem com a arte de seu personagem, uma lista de todas as salas existentes no jogo e um espaço para colocar os tiles correspondentes das ações escolhidas. É um item dispensável quando já se conhece bem o jogo, tendo uma função mais de referência do que de qualquer outra coisa. Os jogadores também contam com um token que serve para marcar uma determinada sala que ele tenha espiado e queira lembrar por qualquer que seja o motivo.

Marcador para lembrar da sala.

O contador de turnos é responsável também pela marcação da ordem e ele caminha em ordem decrescente em um tipo de contagem regressiva que irá variar entre 8-10 dependendo do modo que estiver sendo jogado. A diferença entre os personagens é só estética, servindo apenas para identificar cada jogador. Em geral, seria de se esperar algum tipo de poder específico para cada um, ainda mais que eles tem uma arte que lhes confere bastante personalidade. Isso é corrigido na Season 2 do jogo, que ainda acrescenta mais dois personagens, aumentando a capacidade para 8 jogadores.

Contador de turnos e marcador de ordem na mesma peça.

Todas as salas abertas.

A Season 2 também traz evidentemente novas salas e corrige uma outra questão que pode ter incomodado algumas pessoas no base, as miniaturas deixam de ser todas cinzas. A caixa é outra questão importante, pois vem em uma versão maior para poder acomodar todos os componentes do jogo em um mesmo local. Não sei como isso ficou na versão nacional, tendo em vista que a caixa do base também já vai ser na versão grande. É importante ressaltar que, apesar do que o nome poderia nos fazer supor, ela não é standalone.

Como eu já tenho o base, pretendo comprar apenas a Season 2 nacional. Achei que o preço está bem justo. O jogo ainda está em pré-venda, com previsão de entrega para março. Na loja Game Of Boards o base está sendo vendido por R$189,90 e a Season 2 por R$104,90. Porém, quem comprar os dois juntos paga o valor promocional de R$270.

Confira nosso vídeo para saber ainda mais informações sobre Room 25:



quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Codinca


Receber uma lembrança de viagem de alguém é sempre algo muito bom, melhor ainda quando é um jogo bacana. O Codinca é um abstrato trazido da Irlanda por um amigo do Felipe. Ele possui uma caixa bastante compacta e peças bem bonitas, com uma mecânica básica de puzzle. Os jogadores devem completar os padrões informados em suas cartas de objetivo. São 16 peças divididas em 4 cores e 4 elementos naturais básicos (Fogo, Ar, Água e Terra). Além disso, o jogo vem também com as chamadas cartas de espírito, que permitem ações extras e dão um toque estratégico adicional ao jogo.

Componentes.

No início da partida, cada jogador escolhe uma cor de peças e recebe 4 cartas de objetivo e 3 cartas de espírito. Quem concluir primeiro todos os objetivos será o vencedor. Na sua vez ,o jogador pode fazer duas ações: virar e/ou movimentar uma de suas peças. Todas as peças possuem uma face dourada e outra prateada. A movimentação pode ser realizada em qualquer direção (vertical, horizontal e diagonal) com uma outra peça, elas trocam seus posicionamentos. Porém, uma ação nunca pode desfazer uma imediatamente anterior.

Setup inicial.

Exemplo de objetivo cumprido. 

O uso da carta de espírito é uma ação extra, não contando no limite de 2 por turno. Essa carta possui dois lados, um que é igual para todos e possui duas opções: mover uma peça de uma ponta para outra da linha ou rotacionar um conjunto de quatro peças. O outro lado da carta, que é o variável, permite alterar a configuração de todas as peças, organizado-as em um novo padrão conforme informado, é uma espécie de reset que pode tornar a partida bastante caótica. Uma vez usado qualquer dos lados e opções da carta de espírito, ela é imediatamente descartada.

Exemplo de carta de espírito.

Codinca é um jogo muito simples, mas com uma boa dose de estratégia. Acredito que possa unir na mesma mesa os mais diferentes públicos. É aquele tipo de jogo que dá para jogar várias partidas seguidas sem cansar. O visual também ajuda bastante, as cores vivas das peças e as cartas redondas são bem atrativas. Outro ponto positivo é a boa qualidade dos componentes, incluindo aí a caixa com fecho magnético, dá para jogar em qualquer lugar. Tem tudo o que precisa para ser aquele jogo para andar na bolsa: pequeno, rápido, simples, divertido e resistente. Então, se encontrar com ele por aí e gostar de abstratos pode comprar tranquilo. 

Confira mais fotos na nossa página do Facebook.

Confira também o vídeo que gravamos sobre o jogo:




segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Retrospectiva - 3° Ano do Blog


Poderia utilizar o mesmo parágrafo inicial do post do ano passado ou ainda do anterior, pois as reclamações sobre ter jogado menos do que gostaria permanecem iguais. Este ano foram 178 partidas de 97 jogos diferentes. Não são números ruins, mas fico insatisfeita porque 80% foi family/party. Eu comecei a estudar aos sábados, então diminuiu bastante a minha frequência nos eventos. Os jogos que mais joguei esse ano foram: Die Die Die (9), The Manhattan Project: Chain Reaction (8) e DC Deck-Building Game (8). 

O Die Die Die é um jogo que ainda não foi lançado, ele deve sair no início de 2017 pela Ace Studios. É um jogo de peteleco de dados muito divertido. Eu peguei o protótipo para fazer o post aqui no blog sobre ele, acho que foi um dos que eu mais gostei de escrever. Entre tantos lançamentos legais previstos para o ano que vem, acredito que o Die Die Die será um dos grandes destaques. 


O Chain Reaction é uma versão cardgame do The Manhattan Project lançado agora em 2016. Gostei bastante do jogo, ele consegue passar a mesma sensação do original em um jogo super rápido e simples. O modo solo dele é bem bacana, sendo o responsável por ele estar aqui como um dos jogos mais jogados do ano. Confira o post sobre ele que fiz aqui no blog.

Versão PNP.

O DC Deck-Building Game foi um dos jogos mais legais que conheci em 2016 e eu poderia jurar que joguei ele mais vezes do que está registrado no BGG. O jogo já está cheio de expansões, 3 caixas de Crisis e 4 caixas de Crossover, mas nunca joguei usando os modos individuais, só juntei tudo ao base e fica aquela pilha de cartas gigante. Confira o post sobre ele que fiz aqui no blog.


A minha coleção atualmente conta com uns 150 jogos, acredito que ela manteve o tamanho entre compras e vendas. Gostaria de torná-la mais enxuta e diminuir a quantidade de family/party, o que não é possível porque são os jogos que o Felipe mais gosta e também tem o Guadalupeças. Os jogos mais recentes comprados foram Potion Explosion, Loony Quest e Star Wars Destiny

Coleção 2016.

Naves de X-Wing e Armada.

O Potion Explosion e o Star Wars Destiny são até bacanas, mas o Loony Quest é muito sem graça. Acho que foi o jogo mais chato que joguei esse ano. É muito simples e bobo, só consigo vê-lo como uma opção para jogar com crianças. Ele é muito bonito e tem uma estrutura de fases como nos jogos eletrônicos. Um outro jogo comprado esse ano e que achei bem chato também foi o Arcadia Quest. O esquema de evolução de personagem é legal, mas não o suficiente para que eu me empolgasse.



O jogo mais legal que entrou na coleção este ano sem dúvida foi o Rebellion. Apesar de ainda não ter conseguido jogar uma partida inteira dele, eu achei ele bem completo na representação do universo Star Wars. Porém, o jogo que mais me divertiu em 2016 foi Blood Rage. Eu não dava nada por ele, apesar de ser do Eric Lang, pois não sou muito fã dos jogos da CMON. Admito que vacila no tema, mas mecanicamente é ótimo, muito boa combinação de area control com draft de cartas. Ainda estou devendo post sobre ele aqui no blog.



Dos jogos nacionais, os melhores foram Rock N Roll Manager e Space Cantina, dois trabalhos incríveis de game designers cariocas. Em ambos os jogos, tive a oportunidade de acompanhar o processo de perto, jogar mais de uma vez o protótipo e ver as alterações sendo realizadas. Fiquei muito feliz quando o Leandro Pires assinou com a Conclave Editora, ainda mais que o Cristiano Cuty conheceu o jogo em uma edição do Guadalupeças.



O trabalho da Conclave Editora com o Rock N Roll Manager ficou muito bacana, a forma como eles organizaram o lançamento durante o Diversão Offline. Acho que é o meu nacional favorito de 2016. Ele é um euro leve-médio com um sistema de work placement simples e bem integrado ao tema. O Space Cantina ficou um pouquinho só atrás porque já é um euro médio-pesado, jogadores iniciantes podem ter um pouco de dificuldade com ele, mesmo com o tema engraçadinho que dá uma quebrada.



Quem costuma ler o blog com frequência sabe que gosto muito de jogar protótipos, porém o fato de eu ter ido a uma quantidade bem menor de eventos este ano, também diminuiu bastante o número de playtestes dos quais pude participar, praticamente só o pessoal que apareceu lá no Guadalupeças. Os que eu mais gostei de jogar foram La Muerte do Sanderson Gomes e Copacabana do Rodrigo Rego, ambos já fechados com editoras para serem lançados ano que vem. 


La Muerte é um party game muito divertido com um tema puxado para o humor negro e vai ser lançado pela Hod Studio. Já o Copacabana é um jogo mais pesado com tile placement e area control, seu lançamento vai ser pela Redbox Editora. Eu acho que o Sanderson tem bastante potencial para ser tornar um grande game designer, ele tem ideias muito boas. O Rodrigo Rego já é um dos meus game designers favoritos desde que joguei Palmares em 2013, não é a toa que o jogo estava fechado para sair por uma editora gringa, com direito a lançamento em Essen.



Um outro jogo que será lançado ano que vem e que eu tive a oportunidade de jogar o protótipo mais de uma vez é o Labyrinx, que também será lançado pela Redbox Editora. Muito bacana o investimento que eles estão pretendendo fazer nos nacionais em 2017. Além dos já mencionados, ainda tem também previstos o Micropolis, mais um jogo do Rodrigo Rego, e o Tsukiji, novo jogo do Leandro Pires.



Eu citei mais acima o Diversão Offline, evento que teve a sua segunda edição este ano. Foi bem bacana ver como eles se desenvolveram de uma edição para outra. O evento está cresceu bastante e está caminhando para se consolidar como um dos grandes eventos do nosso hobby. Grandes expectativas para o ano que vem, espero muito que o próximo passo seja dois dias de evento em 2017.


Este ano tivemos também a abertura de mais um espaço super legal para o nosso hobby aqui no RJ. A Game Of Boards abriu sua loja física no bairro do Catete. Além de um local muito acolhedor, simpatia no atendimento e bons preços, eles ainda estão promovendo jogatina liberada toda sexta-feira. Melhor loja de boardgame do RJ na atualidade. Totalmente voltada ao hobby. Nada de ter que dividir espaço com jogador de Magic.




Outra notícia boa relacionada a eventos de boardgame no RJ vem do nosso querido Guadalupeças. Em 2016, conseguimos mudar para um espaço com uma infraestrutura bem melhor. Agora o evento está ocorrendo no Shopping Jardim Guadalupe com um espaço reservado na Praça de Alimentação. Além do maior conforto proporcionado pelo local, temos percebido a presença de bastante gente nova que vê a gente jogando e acaba se interessando em conhecer o hobby.


Por último, mas não menos importante, vamos fazer aquela tradicional retrospectiva do blog. Este ano tivemos cerca de 22 mil acessos, com um total geral de pouco mais de 61 mil. Achei um número bem impressionante, considerando que produzi uma quantidade bastante reduzida de conteúdo, apenas 31 posts. Os textos de 2016 com o maior número de acessos foram Rock N Roll Manager (504), Arcadia Quest (478) e Space Cantina (371). No geral de todos os posts do blog tivemos Guerra do Anel (Total: 3069 / 2016: 1043), A Game Of Thrones Board Game (Total: 1776 / 2016: 553) e O Senhor dos Anéis Card Game (Total: 1132 / 2016: 189). 

Eu acho muito curioso que um texto tão antigo ainda gere tantos acessos, as visualizações do Guerra do Anel e do A Game Of Thrones Board Game superam as visualizações do texto mais popular produzido este ano. Dias atrás vi um vídeo de apresentação da expansão Warriors Of Middle-Earth e fiquei bem empolgada para colocar o jogo na mesa novamente, até porque ainda não joguei nem a Lords Of Middle-Earth. Espero conseguir jogar em breve e escrever sobre ela aqui no blog.


Um outro jogo do mesmo porte do Guerra do Anel que quero muito postar por aqui é o Rebellion, que como já mencionei mais acima, é a melhor representação do universo Star Wars já feita em um boardgame, não por acaso o comparam com o jogaço da Ares Games, Corey Konieczka se superando a cada novo projeto.

Como sempre tem muita coisa sobre as quais quero escrever aqui no blog, algumas delas talvez eu não consiga, mas agora tenho mais uma ferramenta para produção de conteúdo. Ano passado começamos a fazer um podcast que nos últimos meses acabamos transformando em videocast. Ainda não temos um dia exato para publicação, mas estamos nos esforçando para manter uma regularidade semanal. Então, faça a sua inscrição e nos acompanhe também no Youtube. Continuamos com a dinâmica de vídeos pequenos. As versões em áudio do Turno Cast ainda são disponibilizadas no nosso canal na Ludopedia.


Acho que já mencionei todos os pontos mais significativos para mim este ano no hobby. Claro que muita coisa ficou de fora, pois felizmente está cada vez mais difícil fazer uma retrospectiva pelo tanto que o nosso mercado tem crescido. Muitas editoras e game designers novos surgindo e jogos chegando ao Brasil cada vez mais rápido, além lançamentos simultâneos. Que 2017 esse crescimento fantástico continue para que tenhamos cada vez mais e melhores jogos disponíveis para comprarmos aqui no Brasil.

Obrigada a todos que acompanharam o blog neste ano, espero que continuem com a gente em 2017. Vou me esforçar bastante para jogar mais no ano que vem, até porque vou voltar a ficar livre aos sábados, então poderei frequentar mais eventos. Em 2015, eu tinha me desafiado a jogar um jogo por dia e alcancei pouco menos da metade. Quero tentar isso novamente e ainda os desafios 10X10 e 100X1. Como será que vou me sair? Torçam por mim.  

Feliz Ano Novo! Muitas jogatinas em 2017!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O último Guadalupeças de 2016


Domingo agora rolou a última edição do ano do nosso querido Guadalupeças, fizemos um especial Star Wars em homenagem a estreia de Rogue One, esse filme maravilhoso que tem deixado todos os fãs da saga criada por George Lucas extremamente satisfeitos. Levamos todos os jogos que temos de Star Wars, mesmo sabendo que alguns seriam difíceis de conseguir colocar na mesa efetivamente, pois são jogos bem grandes, demorados e em inglês. Infelizmente, rolou atraso no lançamento do Star Wars Destiny pela Galápagos Jogos. Seria um bom título para termos nesta edição do evento, mas só será possível mês que vem.

Alguns dos jogos disponíveis no evento.

Conseguimos colocar metade dos jogos de Star Wars que levamos para ver mesa. Tivemos mesas de Imperial Assault, X-Wing e Império vs Rebelião, sendo este último uma grata surpresa, porque é um jogo bem barato, rápido e super divertido. Ele é reimplementação de CIA vs KGB, mas ficou muito bom com tema de Star Wars, combinou bastante. Está na minha crescente lista de jogos sobre os quais eu quero fazer post aqui no blog. Ainda nem consegui jogá-lo tanto quanto gostaria, uma outra lista igualmente grande.


X-Wing é um jogo que foca nos combates espaciais trazendo belas miniaturas. Com certeza, muita gente comprou a Millenium Falcon só para poder colocar na estante. Antes mesmo de sair no Brasil e se tornar popular, a gente já estava apresentando o jogo no evento, está com a gente desde a primeira edição especial Star Wars. Se eu não me engano foi o nosso primeiro jogo da franquia. Mais um para lista de quero jogar mais, ainda nem estreei minha Ghost. É um jogo muito caro para ficar parado. O que desanima é o cenário competitivo muito forte, só dá para jogar "for fun" mesmo.



Imperial Assault é reimplementação do Descent e foca na ação em terra. É um jogo de campanha, motivo de grande tristeza para minha pessoa. Sem ter um grupo fixo bastante comprometido é bem difícil completar todas as missões. Por isso, fico desanimada com jogos desse tipo, por melhores que possam ser. Já foi divulgado que ele deve chegar ao Brasil brevemente pela Galápagos Jogos.


Os jogos que levamos, mas não viram mesa foram Star Wars Card Game, Armada e Rebellion. Este último já sabíamos com quase 100% de certeza que não seria jogado, ele é muito grande, longo e relativamente complexo. Se bem que eu já joguei Guerra do Anel em edição do Guadalupeças, sendo assim tudo é possível. Rebellion é o jogo mais completo de Star Wars lançado até agora, pois abrange os mais diversos aspectos da franquia, com batalhas tanto no espaço quanto em terra, além das mais variadas questões políticas e diplomáticas. Todos esperam que seja lançado no Brasil pela Galápagos Jogos, mas nada foi dito oficialmente sobre o assunto. Mesmo que seja lançado ainda deve demorar.


Já o Armada é mais um jogo de batalhas entre naves com belas miniaturas assim como X-Wing, a diferença é que ao invés de combates individuais, eles são realizados em grupos e também temos a presença de naves maiores. É um jogo bem bacana, o que desanima um pouco é o alto valor. Assim como o X-Wing, ele precisa de expansões e mais de um core. Acho praticamente impossível vê-lo lançado por aqui.


Por último temos Star Wars Card Game, um LCG muito bom lançado pela FFG, que infelizmente parece não ter conquistado a popularidade merecida. Ele tem algumas peculiaridades de regra que são um pouco difíceis de assimilar, o que pode fazer com que as partidas iniciais sejam confusas. É outro que dificilmente será lançado no Brasil.


Para ler mais sobre jogos de Star Wars aqui no blog, basta clicar nos links a seguir: Star Wars Card Game, X-Wing, Imperial Assault e Armada.

Apesar de ter sido especial Star Wars acabou que não joguei nenhum jogo dentro do tema. Nesta edição, eu praticamente só joguei party game, isso porque comecei o dia jogando com um grupo de crianças. O primeiro jogo foi Sushi Go, deu bastante certo, elas entenderam direitinho. Eu só tinha que fazer as contas no final porque elas tinham dificuldade. 

Depois tentei Camel Up, nesse já não fui tão bem-sucedida, era difícil fazer elas entenderem que não eram os camelos e que haviam outras opções além de fazê-los andar. Então, resolvi voltar para algo mais simples e coloquei o Fruit Salad na mesa. Funcionou, só não foi melhor porque os menores tem dificuldade de contar rápido, o que gerou uma certa frustração.

É bem difícil jogar com crianças, ainda mais que as diferenças de idade pesam muito, mesmo que aparentemente pequenas. Nunca tinha passado por essa experiência antes, então acho que me saí razoavelmente bem. Não joguei o Escola de Dragões porque elas já tinham. Podia ter colocado o Sk8 Pro na mesa, acho que funcionaria bem. No próximo evento, vou tentar pensar mais em opções para crianças.


Eu joguei também Dead Man's Draw, um jogo bem simples e divertido de Push Your Luck. Os jogadores na sua vez viram a quantidade de cartas que desejarem, existem vários tipos diferentes, cada uma com um efeito distinto. Se uma carta repetida for aberta, todas as demais o jogador encerra seu turno e todas as cartas puxadas até então são perdidas. O objetivo é conseguir somar a maior pontuação. É aquele tipo de jogo rápido e que dá vontade de jogar várias partidas seguidas. Ele foi lançado aqui no Brasil pela Conclave Editora. 


Depois do Dead Man's Draw, rolou uma partidinha de Contária da Arcano Games com a mesma galera. Apesar da cópia que está comigo ainda ser da versão protótipo, a arte impressionou bastante. O jogo foi lançado esta semana, minha cópia já deve estar a caminho. No Guadalupeças de janeiro, já teremos Contária na versão final, que pelo que eu vi está bem bonita. No início da partida, foi uma pouco confusa até o pessoal pegar o jeito, mas até que entenderam rápido, principalmente os combos.


Por fim, mas não menos importante, eu sentei para conhecer o Triax, um jogo que está em fase de desenvolvimento e o autor levou para testar com o público do evento. Ele é um jogo de cartas que utiliza um sistema diferente para geração de recurso para baixá-las. São três hexágonos, cada um com três cores, que devem ser rotacionados. O verde é cura, o amarelo é defesa e o vermelho é ataque. Existem também cartas de cor azul e cinza que tem condições próprias para serem colocadas na mesa.


O número de turnos é fixo e o jogador inicial é sempre definido por uma condição diferente informada o marcador. Eu gostei bastante desse ponto especificamente, pois é um adicional estratégico, dependendo da situação pode ser interessante ou não ser o primeiro a jogar no turno. O objetivo é somar a maior quantidade de pontos de vida. 

O jogo é bastante abstrato, apesar de ter um lore de leve, o Triax seria um elemento místico formado pelas três forças universais em equilíbrio. Eu acho que o jogo precisa de um tema mais fortemente aplicado, mas essa é uma questão que pode ser deixada para ser resolvida mais para frente. O mais importante agora é fechar a mecânica e equilibrar, para aí sim pensar no tema e na arte. Mas eu gostei bastante do jogo, achei muito promissor. Triax é um nome para ficar atento em 2017.


Confira mais alguns jogos que rolaram nesta edição do evento:

Odin's Ravens.

Rock N Roll Manager.

Space Cantina.

Spyfall.

Mexica.

Este foi o Guadalupeças de dezembro, o último de 2016. Obrigada a todos que compareceram, espero que tenham se divertido e que eu possa revê-los mês que vem. Gostaria de agradecer também ao Shopping Jardim Guadalupe que tem nos concedido o espaço para realização do evento, a loja Game Of Boards que vem nos apoiando, o canal After Match pela divulgação, os game designers que trazem os seus jogos para testar com a gente e as editoras que nos mandam material. Bom final de ano a todos!

Terminamos o ano abençoados pela presença do divino.

Pose na plaquinha do evento.

Até ano que vem, pessoal!